James Bay Brasil

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James Bay fala sobre Electric Light, coragem, motivação, fãs e muito mais!

Em maio deste ano, James Bay cedeu entrevista ao programa de rádio canadense Q, que é transmitido pela CBC Radio One. Na ocasião, James conversou com o apresentador Tom Power sobre o “Electric Light”, coragem, e o que o motiva a se esforçar criativamente e a continuar tentando coisas novas.

Para facilitar o entendimento dos fãs, o James Bay Brasil compilou a entrevista em matéria, abordando os principais tópicos da mesma, confira:

Fã do programa e a pressão em fazer um segundo álbum:

A entrevista começa com Bay dizendo, logo de cara, que já ouviu algumas edições anteriores do Q, que é um grande fã do programa e que se sente honrado por estar nele. Tom agradece e pergunta a James como ele se sentiu antes de fazer um segundo álbum, se ele se sentia pressionado.

James responde que se sentiu empolgado, ele fez turnê com as canções de “Chaos and The Chalm” por três anos e meio, quase quatro, e isso poderia ter se estendido até 2017. Apesar de afirmar gostar de suas músicas antigas e ter sido uma experiência incrível estar em turnê, ele queria ter músicas novas, pois estava sendo chamado para tocar em lugares novos e em outros onde já havia estado, mas sentia falta de ter músicas novas.

Além disso, Bay afirma também que não queria ser do tipo de artista que “enjoa” de suas próprias músicas, então, era vital que ele pausasse a turnê antes do previsto e fizesse músicas novas.

Tom questiona então como ele se sentiu estando no estúdio, durante a gravação do álbum. James faz uma comparação com o processo de gravação do primeiro álbum para responder: “Era minha primeira vez em um grande estúdio e eu não sabia o que estava fazendo, apenas seguia os outros, neste, eu já sabia como ‘dirigir’, já tinha as ferramentas.” Ele continua, dizendo que queria ficar perto de casa desta vez (o primeiro álbum foi gravado em Nashville), e que por isso, escolheu um estúdio no subsolo de um prédio na esquina de sua casa, na Inglaterra, bem pequeno e escuro que não era chique ou grandioso.

Se não houvesse pressão, não seria importante” – afirma Bay, acrescentando que sabia da existência de uma certa pressão sobre o segundo álbum e de sua importância, mas também, do quanto era importante não deixar que ela o dominasse. A escolha peculiar do estúdio também foi proposital, pois se ele estivesse em um estúdio muito grande ou renomado, sentiria a pressão recaindo mais intensamente sobre si.

James diz que se divertiu bastante na gravação do segundo álbum, o qual considera seu melhor trabalho até hoje, e que sentiu a necessidade de mudar a vibe nele; ele explica que seu primeiro CD foi feito em um estúdio luxuoso e, por isso, sabia que desta vez, precisava de um estúdio menos sofisticado e ir simplesmente “encaixando” as coisas.

Ele encerra o assunto dizendo que pensou consigo mesmo: “Isso tem que resultar na melhor coisa que você já vez na sua vida.” E que, após concluir a gravação de “Chaos and The Calm”, ele saiu do estúdio já pensando no que faria em seu próximo álbum.

Novas Inspirações e Ouvindo Sua Própria Música

O papo continua, e Power pergunta se James ouve suas próprias músicas, ou se isso é algo que o faz sofrer. James responde que como ainda é algo recente, ele não tem problema em ouvi-las, mas que um dia desses quando começou a tocar um de seus hits na rádio, ele se pegou desligando-o. Ele completa que não tem raiva em escutar suas próprias músicas, ele só não as escuta.

Sobre inspirações musicais para “Electric Light”, Bay diz que procurava um som mais orgânico, e que conforme o tempo passou em sua turnê de “Chaos and The Calm”, ele ouvia menos e menos os artistas que inspiraram a composição desse álbum e mais e mais novos artistas, como Frank Ocean, David Bowie e Chance The Rapper.

Tom pergunta a James então, se ele vê algo em comum entre os três artistas e ele responde: “Coragem, todos eles são muito corajosos e isso é algo muito inspirador para mim”, Tom indaga o que é coragem para James, o que ele quer dizer com isso, e ele explica “Esse é um dos principais requisitos para ser um bom artista. Não ter medo de nada, [nem] de cobrar de si mesmo e dos outros. Como no meu caso, muitas pessoas vieram me dizer ‘eu adorei seu novo álbum, é diferente de tudo que eu esperava’ e é exatamente essa a questão, se ele fosse previsível, não seria interessante.”

Expectativa, Mudanças e o Processo Criativo

A pauta muda e James Bay começa a falar sobre expectativas dos outros sobre ele.

Ele diz que não tem dificuldade em lidar com elas, mas que, às vezes, tem problemas em lidar com o rótulo que as pessoas o dão e com a mente “fechada” de algumas pessoas; ele é considerado por muitos como um artista de músicas mais “lentas, tranquilas, e intimistas” e sabe que esse é o seu forte, por isso, foca nisso. Mas ele alega sentir a necessidade de focar também nos outros ritmos que fazem parte dele, tudo isso em nome da evolução da arte e da coragem, porque, segundo Bay, no momento em que você começa a se limitar com medo do que as pessoas vão pensar, você está acabado.

Ainda neste assunto, James expande-o um pouco mais e relata com detalhes, como foi seu processo criativo, e a sua relação com a gravadora quando comunicou a ela sua mudança musical e visual: “Eu vou te contar o que aconteceu, eu comecei a fazer músicas novas, e no momento que sentei e ouvi “Wild Love”, uma das primeiras que eu compus e gravei para esse novo álbum, eu sabia que ela não era uma música pro cara de chapéu e cabelos longos que tocava violão o tempo todo, eu sabia que era a hora de começar um novo capítulo e mudar. E no momento que eu contei isso pro pessoal da gravadora, eu fiquei muito grato pela coragem deles, porque o que eu fiz da primeira vez funcionou e culminou em músicas muito bem-sucedidas e um visual marcante, o que para um artista em seu álbum de estreia não é algo fácil de se conseguir. E, em uma das últimas entrevistas escritas que eu dei, eles disseram que ‘há muitos artistas por aí, há muito mais tempo na música que James, que não conseguem ser reconhecidos tanto pela sua aparência quanto pela sua música’, eu encarei essa realidade nos olhos e disse ‘mas se eu continuar do mesmo jeito, tendo apenas lançado um CD até agora, eu estarei tendo medo’. Coisas boas não duram para sempre, você tem que se aprimorar e mudar. Eu sou muito grato ao meu time, ao diretor da gravadora e todos os envolvidos, por abraçarem isso totalmente comigo; porque eles acreditaram na música assim que eu comecei a fazer o segundo álbum, e eu não poderia conseguir algo melhor do que isso, porque preciso do apoio deles.”

Revolução Acústica” e A Relação Com os Fãs

Tom então indaga James, dizendo que leu em alguns artigos, o cantor britânico afirmar que queria começar uma “revolução acústica”.

James contesta essa afirmação e diz que suas palavras foram distorcidas. No início de sua carreira, quando começou a fazer sucesso, ele estava “aparecendo” pela primeira vez, logo, sentiu a necessidade de “ser alguma coisa” e de se declarar pertencente a um nicho em específico, mas nunca disse que se limitaria apenas a ele. Com a experiência no mundo musical, ele diz que começou a “vagar por um quarto escuro, tateando diversos gêneros musicais diferentes e vendo quais mais me identificava e podia agregar ao meu arsenal.”

Em seguida, James é questionado sobre seus fãs que preferem sua fase acústica, e se o músico se preocupa com eles.

Bay diz que sim, mas que tem um relacionamento tão bom com os fãs que sabe eles o apoiam não importa a fase que esteja. Além disso, James disse que todo relacionamento precisa “ser testado”, então, que ele “puxou os limites” com as novas músicas propositalmente, para ver até onde iria.

O britânico chega à conclusão de que se continuasse por muito tempo fazendo o mesmo tipo de música, os fãs ficariam entediados e acabariam não gostando, então, que é importante para ele como artista continuar ultrapassando barreiras e evoluindo.

Tom concorda com James e pergunta o que, em meio de tantas mudanças, continuou e continuará sendo da mesma forma em todo esse processo.

Bay acredita que provavelmente o processo criativo, onde ele sempre está com uma guitarra ou um piano e ideias para compôr; sempre ele e um instrumento, na busca das melhores melodias que ele puder pensar.

Ele conta que mesmo esta fórmula foi um pouco alterada durante a composição do Electric Light. Por vezes, Jon Green, com quem compôs o álbum, sentava ao piano e James na bateria (instrumento no qual não possui grande conhecimento nem habilidade), pois ele sabia que a possibilidade de acontecerem “acidentes felizes” justamente por ele não saber muito do instrumento, eram maiores, e foi exatamente isso que ele relata ter acontecido.

Power e Bay concordam que, ás vezes, quando você tem menos conhecimento em um instrumento, consegue composições melhores, através desses “acidentes felizes”.

James conta então um pouco de sua trajetória: “Eu queria ser guitarrista, apenas guitarrista, e eu pensava ‘minha técnica tem que ser impecável, eu tenho que saber todos os movimentos, ler partituras e etc. E hoje em dia, eu entendo porque me entediei rapidamente disso: porque não era tão reativo quanto quando eu só segurava o instrumento, tocava coisas aleatórias e algo muito bom surgia, entende? Quando você entende menos o que está fazendo, mas mergulha mais profundamente nisso, encontra coisas mais empolgantes.”

Artista de Rua

Como Ed Sheeran e Passenger, James Bay já foi também artista de rua e aproveitou a oportunidade para contar um pouco da sua experiência nesse seguimento.

O cantor e compositor já se apresentou pelas ruas de Brighton, onde morava, e relatou que a experiência mais legal que já passou nesse período, foi quando um amigo seu que tinha uma van e um gerador, ligou seus equipamentos a um amplificador e lhe cedeu um microfone. James conta que várias pessoas pararam para ouvi-lo e em determinado momento, a rua ficou tão cheia que os carros não conseguiam passar, seu público fechou a rua.

Sobre a pior experiência, James falou que uma vez tocava na frente de uma loja de instrumentos (sem amplificador algum) e um funcionário veio lá de dentro, pedir para ele sair da calçada, pois estava atrapalhando a música da loja.

Tom e James concordaram mais uma vez, agora sobre uma das melhores coisas do mundo ser a sensação de se ganhar uma plateia, seja abrindo o show de alguém, em uma noite de open mic, ou como artista de rua: Ver pessoas de braços cruzados no início da apresentação e se divertindo ao final não tem preço!

O apresentador pergunta a Bay qual o grande segredo para ser um bom artista de rua, James diz que cada um dirá que é uma coisa diferente mas que para ele, na maioria das vezes, foi o volume. E ambos riem.

O Que Faz Uma Música Ser Boa?

Nesta discussão, James conta que muitas músicas dos Beatles e praticamente todas do álbum “Bad” de Michael Jackson, são consideradas boas por ele, sejam as mais agitadas ou mais lentas, pois todas elas possuem uma espécie de “movimento” diferente.

Ele acredita ainda que boa parte do sucesso de uma música se deva a uma ponte (parte da música que conduz ao refrão) excelente, que crie a tensão e emoção necessárias na música até chegar no pico [refrão].

Como músicas memoráveis, James cita “The Best” de Tina Turner e “Man In The Mirror” de Michael Jackson, principalmente pela mudança de tom, que nos faz “perder a cabeça” segundo ele. Tom cita aindaBlitzkrieg Bop” do Ramones, como outro bom exemplo.

A entrevista é concluída com ambos afirmando que a maioria das pessoas ouvem músicas para se divertir, mas que, eles, enquanto músicos, sempre que ouvem alguma, acabam estudando-a, prestando atenção no que o artista em questão fez, porque é sempre interessante para eles se inspirarem e terem esse tipo de conhecimento.

  • A entrevista original pode ser encontrada aqui.
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James Bay bate um papo com a Bandwagon Asia sobre Electric Light, confira:

Em julho deste ano, rolou em Jakarta, na Indonésia, o festival We The Fest. A Bandwagon Asia aproveitou a oportunidade para bater um papo com James Bay nos bastidores do evento,  foram quatro perguntas envolvendo o Electric Light e as preferências musicais de James, o resultado você encontra embaixo:

Bandwagon: Seu novo álbum foi lançado há alguns meses, como você se sente em saber que ele está disponível para todo o mundo?

James Bay: Dá uma grande sensação de alívio e empolgação, lançar as músicas e deixar que as pessoas as digiram, o que demora um pouco. E agora, eu estou em uma fase onde posso tocar essas músicas ao vivo e todos as conhecem, o que é maravilhoso, muito legal. Então, é incrível que elas finalmente tenham sido lançadas. Foi um processo intenso, bem como deve ser, e eu gostei muito que tenha sido assim. Meu primeiro álbum, Chaos and The Calm, teve, no geral, uma recepção muito boa; por isso, eu me senti muito pressionado. Eu queria amar minhas novas músicas, tanto quanto ou até mais que as do Chaos and The Calm. Eu senti que tinha uma ideia melhor do que queria fazer musicalmente, e isso se deve ao fato de ter tocado ao vivo também. Mas eu estou muito empolgado com as músicas novas, preciso dizer, eu as adoro. 

Bandwagon: Como você sabe que gosta de uma música?

James Bay: É preciso prática, chegar em um ponto onde você é bom em entender e aceitar que gosta de uma música ou algo que criou. Porque no começo, você só quer conseguir criar e dizer: “eu fiz isso”. É um pensamento e experiência totalmente diferentes de chegar no ponto onde você pode dizer: “dá uma olhada nisso, eu acho que é brilhante”, o que é uma grande diferença. Você precisa aprender a descobrir o que realmente gosta, e ser bem sincero consigo mesmo, e eu ainda estou aprendendo a fazer isso. Demora, sabe, demora muito, mas eu acho que estou chegando lá, e com certeza cheguei com ‘Electric Light‘. Com ele, eu cheguei rapidamente na fase em que estava soando como gostaria e fazendo o que queria ouvir, então estou bem satisfeito com o álbum. 

Bandwagon: Qual foi sua inspiração ao fazer este álbum?

James Bay: Para mim foi uma lista grande de pessoas, teve David Bowie, Prince, Blondie, The Strokes, Frank Ocean, LCD Sound System, dentre vários outros artistas. E então ao mesmo tempo, outra coisa que eu queria colocar nestas músicas era a energia que tenho quando me apresento ao vivo. Eu não queria fazer um álbum ao vivo, mas queria capturar essa energia imediata [que recebo em shows]. Por isso, eu não perdi tempo gravando minha voz 15 vezes em cada música, eu gravei duas ou três no máximo e, na maioria das vezes, usamos a primeira ou a segunda, porque pareciam mais verdadeiras, mais reais. E esse foi um processo completamente diferente para mim, em relação ao primeiro álbum, eu não era bom nisso, nele. Eu mudava cada palavra, e mudava mais uma vez, eu cantava tudo de novo… Desta vez, foi tudo de primeira ou segunda, e eu gostei muito disso, foi libertador.

Bandwagon: Quem mais te ajudou a fazer este álbum?

James Bay: Para chegar naquele espaço e me sentir mais livre e tranquilo em relação às regravações, foi Jon Green, que é meu amigo há muito tempo e com quem eu escrevi este álbum inteiro, exceto uma música. Ele é um excelente produtor, compositor e músico, eu aprendi tanto com ele ao longo dos anos! Ele é muito bom em fazer as coisas calmamente, apenas tentando ser “musical” e não pensar demais sobre o assunto, ele me ajudou muito com isso. E então nós fomos convidados por um produtor muito famoso, Paul Epworth, para irmos ao seu estúdio. Ele era fã da música que estávamos fazendo para este álbum, ele ouviu alguns dos primeiros demos e nos ajudou a progredir aquele som, nos apresentou a elementos que inicialmente eu não tinha muita certeza [que funcionariam], é meio difícil para eu descrever, porque ele estava lá, em sua mesa de mixagem, e ele sabe muito sobre como utilizá-la e sons sintetizados. Eu amei o resultado que ele estava obtendo, havia alguns sintetizadores muito atmosféricos, que geravam sons diferentes por todo o álbum. Eu não tenho muita certeza como ele fazia isso, isso faz parte da mágica e genialidade de Paul Epworth, ele conhece todos esses inúmeros movimentos e truques com diversos sintetizadores e equalizadores em sua mesa, que alguém [leigo] como eu não sabe nada sobre. Então, foi fascinante simplesmente ficar sentado, relaxado e curtindo, ele realmente realmente trouxe aquele elemento que foi a quarta dimensão da música, ele proporcionou isso de uma forma muito significativa.

A entrevista, sem legenda, você confere clicando aqui.

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James Bay abre o jogo sobre família, amigos e… ser ator?

Em 24 de Julho deste ano, James Bay concedeu entrevista à versão online da revista Windy City Times. Enquanto esperava para subir ao palco em Chicago, o cantor conversou com Jerry Nunn sobre vários temas, incluindo sua relação com George Ezra e Sam Smith e o apoio que seus pais lhe dão na carreira musical.

James começa contando que começou a tocar aos 11 anos, inspirado pela canção Layla, de Eric Clapton; ele revela que ela o mudou para sempre, e que seus riffs não saíram da cabeça do jovem Bay até que ele aprendesse a tocá-la, o que eventualmente ele conseguiu sozinho.

Em seguida, James expressa sua ansiedade em tocar novamente no Lollapalooza, e conta que sua primeira apresentação nele foi uma das melhores de sua vida.

E o cantor britânico parece ser incansável! Dos 11 anos até agora, entre composições e arranjos, James não parou um só minuto de trabalhar com a música.

Por isso, quando indagado sobre a quantidade de shows que anda fazendo e se ele não descansa, Bay responde “Serei honesto com você, não quero. Quero descansar quando for bem mais velho, mas agora, não é preciso. Não é a hora. No final de 2016, terminei a turnê e tive que recusar convites de lugares que nunca havia ido antes porque precisava fazer novas músicas e relaxar um pouco. Também tirei férias, então agora não é hora de descansar. Já fiz isso.”

Mas nós bem sabemos que esse período de férias não fez 100% de jus ao nome, não é verdade Baes? Afinal, Electric Light está entre nós! Ainda na temática férias, James afirma ter passado suas mais recentes em Grenada no Caribe e que gostou muito do local.

Em seguida, Jerry muda um pouco o tom da conversa e pergunta a James sobre seus amigos. Ele comenta que a primeira vez que ouviu o trabalho de James foi através de George Ezra, que mostrou-lhe a música de Bay durante uma entrevista.

Muito afetuoso, James fala sobre George: “Ele é como um irmão para mim. Somos musicalmente relacionados pois temos o mesmo agente. Somos bem interligados um ao outro. Ele tem um talento incrível.”

Ele continua a resposta relembrando ainda que ele, George Ezra e Sam Smith tocaram juntos em Londres, abrindo show para a artista Laura Mvula.

Nunn pergunta ainda se James sabia sobre a homossexualidade de Sam Smith na época e a resposta de Bay foi: “Eu não sei. É uma boa pergunta. Acho que demorou um pouco para que ele pudesse se abrir globalmente sobre isso. Mas quem se importa com isso? Eu o amo e quebraria meu coração se ele não estivesse se sentindo bem sobre isso. Ele é o melhor artista que poderia conhecer.” O cantor de ‘Us’ ainda  conclui dizendo: “Seja quem você quiser e não tenha medo e vergonha de ser quem você é. Tente se divertir e espalhe todo o seu talento pelo mundo todo.”

James afirma ainda que seus pais estão orgulhosos de seu sucesso e expressa sua alegria por eles sempre terem apoiado as empreitadas musicais dele e do irmão: “Eles só se sentiam felizes por nós estarmos felizes.”

No final da entrevista, James é questionado se gostaria de atuar. De forma bem humorada, ele responde que não sabe se seria bom nisso e que no momento a única coisa que quer fazer é turnês pelo mundo inteiro.

Fonte | Tradução e adaptação: James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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01
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O rockeiro dos pés cheirosos.

No dia 25 do mês passado, James Bay foi entrevistado pela NME Magazine e contou a Dan Stubbs um pouco mais sobre sua carreira, sua cidade natal e seu irmão, Alex Francis. Além de, claro, comentar sobre suas inspirações musicais e um dos assuntos mais polêmicos de toda a sua carreira: seu novo visual.

A matéria começa com James dizendo que “é uma benção ter um lugar tranquilo como aquele [seu quarto de hotel]”, em seguida, ele anuncia que vai tirar seus sapatos e que Dan nada deve temer pois seus “pés são cheirosos”.

Nesse clima descontraído, somos informados por Stubbs que James faz parte do clube de “Artistas Que São Muito Mais Relevantes Do Que Você Pensa Mas Que Ninguém Sabe Muita Coisa Sobre Eles” e que George Ezra é seu vice-presidente.

Em seguida, o cantor de Electric Light comenta a forte influência que o single Ultralight Beam do álbum The Life of Pablo de Kanye West exerceu em seu trabalho. Ele compartilha ainda a grande importância que seu amigo, John Green, teve no álbum e que todas as vozes nele eram suas, de John ou dos dois juntos.

James conta também como entrou em contato e convenceu Natalia Dyer, a Nancy de Stranger Things, a participar de seu clipe “Wild Love”:

“Bastou a coisa mais humana de todas: pegar o telefone. ‘Oi Natalia. Eu sou o James, você talvez não saiba quem eu sou, mas eu tenho uma nova música sendo lançada, eu a enviarei à você e adoraria saber o que você achou dela, se você gostar, toparia estar em seu clipe?”

Ainda sobre Stranger Things, James revela que se fosse um personagem da série, seria Lucas ou Will ou, mais provavelmente, o irmão mais velho de Will, já que ele é o “nerd da música e um pouco introvertido”.

No assunto “conte-me mais sobre você” James diz que vive atualmente em Islington, mas que vem de Hitchin, e que lá é um local muito seguro, onde se é muito fácil viver e crescer. Nesse momento, ele também fala um pouco sobre sua adolescência, que chegou a participar de uma banda com seu irmão, Alex Francis e um amigo, a quem ele se refere apenas como Tom.

Pouco tempo depois, ele decidiu que o melhor caminho era uma carreira solo e, enquanto seu irmão e amigos se encontravam com frequência em pubs, James preferia ficar em casa fazendo o que mais gostava: tocando guitarra. Mais tarde, James começaria a tocar pelas ruas de Brighton, onde estudava, e em Londres em noites de Open Mic.

Quanto perguntado se Alex gosta do sucesso de James, ele responde “Nós nos encontramos o tempo todo, moramos próximos um do outro, então essa é realmente uma boa pergunta. Esta é a melhor resposta que posso te dar. Ele está orgulhoso. Eu sei que está orgulhoso. Ele aparece de vez em quando [nos shows], também é cantor. Ele canta com os backing vocals algumas vezes, o que têm sido divertido para ele, poder ver tudo dos bastidores.”

“Como você se sentiu quando percebeu pela primeira vez, que tinha fãs?” – é a próxima pergunta e Bay não titubeia – “Louco. Maravilhoso, espetacular. Muito muito legal. De repente você tem… Digo é todo uma sensação de propósito, você de repente percebe que tem um.”

E então, o momento mais aguardado por todos os entrevistadores e temido por James chega: a infame pergunta sobre o cabelo. James leva na boa e conta que recentemente, em uma entrevista nos Estados Unidos, um repórter lhe disse: “Por favor, não me diga que eu fui a única pessoa que não perguntou sobre o seu cabelo”, ele diz que sua resposta foi “só notei agora mas sim, foi” e que, então, ele o abraçou.

Dando continuidade ao tema, o cantor de Hold Back The River, diz que tudo o que faz é proposital, que quando começou a usar o chapéu, há muitos e muitos anos, foi com a intenção de que, talvez um dia, este se tornasse uma marca, que o identificasse, mas que, da mesma forma que surgiu com esse intuito, ele também poderia sumir a qualquer momento.

E, como esperado, a entrevista termina de forma tão bem humorada quanto começou, acompanhe seu trecho final:

“A entrevista termina de forma calorosa, mas com um aperto de mão e não abraço, quando a NME se dispede de Bay em seu hotel.

“Apenas jornalistas que resistem e não perguntam sobre o chapéu ganham abraço.” ele diz.

Aqui está mais uma coisa sobre James Bay: ele é mais engraçado do que você pensa. Tiramos o chapéu para ele.”

Já sabem né baes? Se esbarrarem com o James por aí, nada de mencionar o chapéu!

Confira o ensaio feito para a entrevista:

Photoshoots > Meet The New James Bay > Álbum

A matéria completa você acessa clicando aqui.

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01
/06/

James Bay sobre seu cabelo em entrevista à revista Half&Half.

No último dia 16, foi publicada uma entrevista cedida por James Bay à revista americana Half&Half. Em uma conversa com Sam Keeler e Jaycee Rockhold, Bay fala sobre seu cabelo, sobre suas fases enquanto artista e suas opiniões sobre a desigualdade no mundo da música.

O bate-papo começa tendo como tema o “hiatus” de Bay e o artista comenta como esse conceito vem mudando ao longo dos anos “É interessante. Você não pode se afastar, principalmente no mundo da música pop, por cinco minutos sem que pareça que se afastou por um ano, e eu me afastei por um ano. Acho que foi mesmo um hiatus, mas, quando ouço minhas bandas preferidas dizendo que estão em hiatus, isso geralmente significa cinco, dez anos. Eu entendo que estamos nesse momento da música onde você tem que estar visível, trabalhando, em turnê, fazendo campanha, tudo isso enquanto escreve e cria [coisas novas]. Basicamente você não pode se afastar um pouco sem dizerem que está em “hiatus”. […]. Eu faço tanto parte dessa geração que não posso discordar disso. […] porque eu mesmo entendo que o negócio agora, é estar fazendo shows e escrevendo coisas novas que vão animar todo mundo, entende?”

Sobre este assunto, James comenta ainda a importância que “se afastar de tudo” teve para ele, pois só assim conseguiu compôr e montar seu novo álbum. Ele teve dificuldade para escrever músicas novas enquanto estava na estrada e precisava de um tempo fora dos holofotes para reunir suas ideias e organizá-las da melhor forma possível, tanto que, ele acreditava que ficaria até mais tempo sem fazer shows.

“Dois dias após o término da turnê [Chaos and The Calm], eu fui inundado por ideias novas” – conta Bay, esclarecendo ainda, que todas as músicas de Electric Light já estavam finalizadas em Março. De Abril em diante, foram apenas toques finais.

Quando perguntado sobre a diferença da sonoridade deste álbum em relação ao primeiro e sobre suas influências musicais atualmente, James conta que se apaixonou pelo som dos sintetizadores e sabia que tinha incluí-los, bem como uma bateria elétrica, em suas novas músicas. Ele se diz essencialmente um guitarrista e que isso pode ser percebido em 99% de suas músicas mas que, neste álbum, sentiu também a necessidade de explorar sons novos.

Sobre suas influências musicais, Bay diz que sempre ouviu Prince, Frank Ocean, David Bowie, mas que nunca comentou sobre eles antes e que, por isso, as pessoas se surpreenderam quando perceberam o quanto Electric Light foi influenciado por esses artistas. Essa surpresa era justamente a meta de James, que conclui dizendo que gosta de empolgar e chocar as pessoas.

No meio da entrevista, o cantor/compositor de Pink Lemonade conta ainda que pretende atrair novos fãs bem como manter os antigos, com seu novo trabalho, e que os fãs podem esperar coisas diferentes em seus shows ao vivo. Ele comenta ainda que a desigualdade de gênero no mundo da música é algo realmente indesculpável e que, é um dever de todos, mudar essa realidade.

Ao ser perguntado sobre “O que James gostaria que perguntassem a ele, mas ninguém perguntou“, o cantor avisa que sua resposta será o contrário, que ele dirá o que não gostaria mais de ser perguntado: “Quando as pessoas querem falar sobre meu corte de cabelo ou sobre eu ter parado de usar chapéu, muitas delas dizem “desculpa perguntar isso, mas eu preciso”. E então perguntam “por que você cortou o cabelo?” Eu só queria saber por que elas se desculpam. Eu quero saber porque elas acham que têm que perguntar isso. A última pessoa que me fez essa pergunta, disse que estava fazendo porque todo mundo faz. Eu penso assim: Por que você tem que perguntar se todo mundo já pergunta? Você está fazendo a mesma pergunta chata e repetitiva. E toda vez eles percebem que terão uma resposta entediante.” – responde Bay

Por fim, James afirma estar em sua fase “diferente e evoluída“, e que se vê em constante estado de evolução e transformação, tanto que acredita que, na próxima vez que lançar algum material novo, mudará algo novamente.

Confira o ensaio feito para a matéria logo abaixo:

Photoshoots > Half&Half > Álbum

 

Você pode conferir a matéria original na íntegra clicando aqui.

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18
/05/

Lançamento de Electric Light e Primeiras Impressões Pelo Mundo.

E o dia que tanto esperávamos chegou: Eletric Light, novo álbum de James Bay, já  está disponível em várias plataformas digitais e lojas físicas de todo o mundo.

Em terras tupiniquins o dia começou bem, já que o álbum ocupara a terceira posição das paradas. Poucas horas mais tarde subiu à segunda, e, às 03:20 da manhã, subiu à #1 posição, onde se manteve até a conclusão desta matéria.

Além disso, Eletric Light tornou-se um dos assuntos mais comentados nos Trending Topics do Twitter no Brasil, sendo à 01:10 da manhã, o 10° assunto mais comentado no país.

Ao redor do mundo, o sucesso também é  total, em locais como Reino Unido, Namíbia, Portugal, Grécia, Irlanda, Luxemburgo, Suiça, Singapura, entre outros, Eletric Light já ocupa o topo das paradas.

Mas vamos direto ao que todo mundo quer saber: O álbum é bom mesmo?

De acordo com alguns dos principais críticos musicais do mundo e revistas mais creditadas neste tema, a resposta é basicamente: sim! No site Metacritic, por exemplo, o consenso por enquanto é de 74/100 pontos, o que classifica o álbum como muito bom. Confira um pequeno resumo e tradução das principais críticas até o momento:

Site All Music – Nota 80
“Bay nunca parece querer bajular; ele soa empolgado por ter a chance de fazer o tipo de pop que quer fazer: com várias camadas e gênero flexível, e os ouvintes devem achar essa liberdade encantadora.”

Site Music OMH – Nota 80
“Isso [as partes faladas durante a música] contribui para um álbum sólido, que apresenta essa diferença imediata ao que foi lançado anteriormente, ainda que não se distancie muito do passado de seu criador. Isso certamente não quer dizer que não possa [o álbum] ser apreciado. Electric Light é uma viagem completamente imersiva que mostra que James Bay tem várias ideias transbordando em sua cabeça agora sem chapéu.”

Revista Q Magazine – Nota 80:
“Este novo álbum mostra um desejo admirável por transformação.” [Será publicada em: Junho 2018, p.111]

Site The Independent (UK) – Nota 60:
“Há um pouco da sensualidade do Prince em certas músicas, mas Bay não possui a mesma energia sexual crepitante do Purple One; ele é mais pensativo, introspectivo.”

Revista Mojo – Nota 60:
“Este álbum ambicioso perde sutileza em grandes gestos do tipo de Springsteen, em músicas como Just For Tonight. Bay funciona melhor nas letras com repetições e de “Soul crocante”: Fade Out e Slide. [Será publicada em: Jun 2018, p.95]

Portal RockLine (Brasileiro) – Não deu uma nota, mas publicou uma matéria sobre o álbum, eis um trecho:
“Electric Light” nos apresenta um novo James Bay e é a chance perfeita para você dar uma chance ao músico de apenas 27 anos. Há muito mais em sua criatividade artística do que apenas dois grandes hits.”

Aqui vão alguns avisos e dicas:

Quer ajudar o James a se manter na #1 posição? Nós também! Então corre no Spotify, Deezer, Apple Store, Google Play ou na Regards.com e garanta já seu álbum!

Ajude também nosso querido Bay a divulgar seu trabalho e chegar ao topo dos TT’s mundiais utilizando a hashtag #ElectricLight em suas redes sociais. Compartilhe conosco sua música preferida do Electric Light e o porquê, as respostas mais criativas serão compartilhadas nos nossos stories. 

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04
/03/

Pink Lemonade, Us e Slide serão as próximas músicas lançadas por Bay.

Wild Thing: Por dentro da sensacional reinvenção de James Bay em 2018.

Por James Hanley em 26 de Fevereiro de 2018 ás 3:51PM

Passados mais ou menos 15 minutos do encontro com James Bay, em um espaçoso estúdio em Islington, o grande elefante branco da sala ganha destaque.

O cabelo grande e chapéu característicos de Bay – tão associados ao cantor/compositor britânico – foram deixados de lado sem cerimônia, antes do lançamento do álbum número dois, mas por quê?

“Estava na hora”, sorri Bay, antecipando a questão inevitável. “Foi tão intencional criar um estilo próprio com o cabelo e o chapéu quanto foi se afastar do mesmo cabelo e chapéu. Evolução – isso me move.”

Enquanto sua reinvenção fez com que o modelo de 27 anos olhasse para frente, um pop star escolher abandonar o que já era certo em um ponto crítico de sua carreira é, sem dúvidas, uma atitude corajosa – ainda que, como Bay, essa pessoa pareça ter acabado de sair de uma passarela de Milão.

“Quando um look padrão começa a funcionar e você é conhecido por algo mais que apenas a sua música, o pessoal do marketing e da gravadora adoram,” sugere Bay. “Então quando eu disse, ‘Não, vou me livrar disso’, eles ficaram tipo, ‘Que?’ Eu não avisei a eles com muita antecedência, mas isso diz muito sobre a ótima relação que tenho com minha gravadora – eles abraçam o que eu quero fazer. É tudo sobre evolução, sobre começar de novo – mesmo cara, nova versão.”

Não é apenas a imagem que mudou: Wild Love, a primeira fatia do segundo álbum ainda-sem-nome de Bay, marca uma mudança distinguível de direção, evocando comparações com Drake e Frank Ocean.

“Fico feliz em ouvir isso,” ri Bay. “Wild Love é um exemplo de como Drake, Prince e Frank Ocean foram grandes influências neste álbum. Ao mesmo tempo, Bowie, Blondie, The Strokes, LCD Soundsystem foram influências tão fortes quanto – só talvez não tão óbvias nessa música.

“Há músicas nesse álbum que parecem mais similares às antigas e, por isso, mais seguras, como um primeiro movimento, e então há outras que são tão diferentes das antigas, que me pareceram um pouco mais arriscadas. Nunca foi minha intenção ir pelo que era seguro, então, nós precisamos encontrar um meio termo – e Wild Love foi o meio termo perfeito.

“Estou confiante com as coisas que crio e quero surpreender as pessoas, quero virar suas cabeças e fazê-las aumentar o volume do rádio. É por isso que Wild Love pareceu ser o primeiro passo correto.”

Que ela foi bem-sucedida em desafiar certos preconceitos, é música para os ouvidos de Bay. “Algumas pessoas que ouviram a música disseram, ‘Quem é esse?’ E elas não conseguem adivinhar,” ele observa.

“Eu adoro isso – porque quando elas descobrirem que sou eu, elas serão, repentinamente, tomadas com essa ideia da evolução da minha música e minha enquanto artista. Foi o certo e mais empolgante primeiro passo, e isso mostrou às pessoas que dessa vez não será o mesmo som que foi da primeira vez.

“A música alimenta tudo. Ela informa o resto. Assim que eu comecei a escrever essas músicas, eu sabia que não poderia me apresentar como a mesma coisa. Eu não poderia tocar essa música com minha camiseta pequena e estreita, um grande chapéu e cabelos longos soltos, teria parecido errado. Eu adoro artistas que evoluem e o correto é fazer isso.”

Bay foi bem dono do seu próprio nariz nesse aspecto, salienta Ted Cockle, presidente da Virgin EMI. “Nenhum de nós ficará com o crédito,” ele explica. “O artista foi a pessoa que categoricamente levou as coisas à frente e, quando [Wild Love] foi tocada, nós achamos que essa era a melhor representação de levar algo à frente.

“Ela ainda tinha a emoção de músicas como Let It Go e Hold Back the River que o representam tão bem. Você não pode fugir de tudo, e nós achamos que, se fôssemos reter um elemento de James Bay, seria provavelmente aquela emoção – a qual Wild Love pareceu ter em abundância.”

Bay, nascido em Hertfordshire, está trabalhando em uma posição de poder – seu álbum de estreia, topo das paradas de sucesso, Chaos And The Calm (2015) vendeu 811.082 cópias no Reino Unido, de acordo com a Official Charts Company. Bay fez turnê extensiva para promover o álbum, mas gastou a maior parte de 2017 trabalhando no álbum sucessor.

“Ele ficou pronto bem rápido,” diz ele. “Isso não significa automaticamente que ele é ótimo mas, se você tiver sorte, o álbum fica pronto rápido e é ótimo. Eu comecei a compor esse álbum há um ano. Ninguém disse, ‘Nós precisamos logo de um single novo,’ mas eu tinha muita energia em mim para fazer música nova e fazer algo que sonoramente ainda não tivesse feito antes.

“Eu tive muitas novas influências e fiquei inspirado em fazer outras coisas, para mudar o som e ir para algo maior – muito maior – algumas vezes, mas ainda respeitando a dinâmica mais íntima que eu sou conhecido por.”

“Você não pode controlar o ritmo que as coisas se encaixam – é um pouco de sorte. Mas coloque bastante trabalho árduo e você deve conseguir fazer essa sorte andar um pouco mais rápido.”

Se há um jeito fácil e um difícil de se tratar essa “dificuldade” do segundo álbum, Bay tem seus pés no chão. Cockle está ciente das possíveis armadilhas comerciais de tal abordagem.

“Deve o artista dar às pessoas o que elas já esperam dele, ou deve ele seguir em frente?,” pondera ele. “Essa é sempre a decisão assustadora que os artistas devem tomar.

“Você sempre corre o risco de se afogar no comércio quando se torna mais aventureiro e progressivo com seu som; É sempre o dilema e isso torna tudo mais assustador e empolgante.

Ele cita Frank Ocean e James Blake em termos de inspirações sonoras e seus álbuns não necessariamente estouraram nas paradas ou venderam o maior número de cópias – e ele está consciente disso. Por outro lado, o álbum dele tem a profundidade dos outros, mas com músicas mais convencionais, as quais nós acreditamos que podem tocar nas rádios por muito mais tempo.”

Quaisquer que sejam os riscos a curto prazo, Cockle está seguro de que a mudança valerá a pena a longo prazo. “Eu acho que ele acaba de garantir para si mais uma década na indústria, por contrariar tantas pessoas,” ele diz. “Ele mostrou que pode agir em níveis muito diferentes e surpreender as pessoas.”

Os primeiros sinais são encorajadores: Wild Love atingiu a 39ª posição nas paradas mesmo com pouquíssima divulgação, e as expectativas permanecem altas. “Nossa ambição é de, claramente, chegar no enorme sucesso de Chaos And The Calm,” declara Cockle.

“Nós não vemos nenhuma razão pela qual não deveríamos ter essa meta novamente em nossos radares. Nosso plano é nos certificarmos que, mesmo que hajam algumas músicas mais aventureiras, todo mundo encontre algo em comum com o álbum, que pode funcionar para eles, em todos os lugares que ele (James) foi bem-sucedido antes.”

Esboçando a estratégia com meses de antecedência, Cockle revela que várias músicas serão lançadas antes do álbum, “Em Março, nós temos Pink Lemonade que certamente, dada a resposta dos Estados Unidos à música, será particularmente boa no local e em alguns de seus mercados.

Então Us vem em Abril e nós temos a canção Slide, que é mais lenta, então, ainda há muitas camadas por vir, mesmo antes do lançamento do álbum.

“Ele tem o visual de uma estrela de cinema e suas canções emotivas, o que significa que nós ainda temos muitas músicas meio termo, que podem funcionar em vários formatos de rádio.

Eu adoraria que as pessoas ouvissem os extremos nesse álbum: Algumas músicas são mais imediatistas e outras mostram a profundidade e qualidade do talento dele, enquanto você cava mais fundo. É como um menu com sete pratos para provar.”

Sobre as dificuldades do gênero rock com o streaming, Bay continua confiante na capacidade que uma canção estelar tem de transcender fronteiras musicais. “Eu acho que se você tem uma ótima música, ela será ouvida,” ele diz. “Não é sempre que funciona, mas foi o critério mais importante para mim – uma ótima canção é a regra de ouro.

“Eu não teria tido a confiança de mostrar para alguém aquela música ou de colocar Pink Lemonade no álbum se não acreditasse firmemente que é uma excelente música.

Então, enquanto há uma estatística que diz que música rock é mais difícil de ser ouvida, isso não vai impedir ninguém de tentar – ou, pelo menos, não deveria – porque no fundo todas as maiores músicas de rock são excelentes músicas. Eu acredito nisso.”

O cantor assinou contrato diretamente com a Republic Records nos Estados Unidos seguindo um disputado cortejo no final de 2012. “Eu estava em Kentish Town, tocando em um pequeno pub, e um cara me filmou com uma câmera enorme,” relembra Bay.

“Eu estava tocando acusticamente algumas das músicas que eu já tinha para o primeiro álbum – Move Together, When We Were On Fire – e o cara tinha essa câmera gigante no ombro durante meu meu set de três músicas. Ele filmou duas delas e colocou uma no YouTube. Eu descobri depois que ele era um cinegrafista.

“Algum tempo depois, pouco antes do Natal, eu comecei a receber ligações de algumas gravadoras e uma das primeiras foi a Republic.

Eles disseram, ‘Nós adoramos sua música e gostaríamos de te trazer para Nova York.’ Eu me encontrei com algumas das outras gravadoras, mas a Republic era a certa, eu me dei muito bem com eles e eles eram muito legais e continuam sendo até hoje, uma galera muito, muito bacana.

Em Fevereiro eu tinha assinado com a Republic – tudo porque eles encontraram esse vídeo nas profundezas do YouTube, eu realmente não sei como eles o acharam – ele tinha 22 visualizações. Felizmente, foram as 22 certas!”

Ele continua: “A Republic entendeu e abraçou o fato de que eu sou um artista inglês, na questão de que é lá que eu moro, então eles fizeram um acordo, onde a Virgin cuidaria diretamente de 99% das coisas que eu fizesse lá e a Republic cuidaria de tudo que ocorresse pelo resto do mundo.

A Republic sempre terá a palavra final sobre o que eu fizer aqui no Reino Unido mas eles confiam bastante na Virgin, e a Virgin entende o que a Republic precisa.”

O progresso de Bay tem sido rápido e foi reconhecido pelo BRIT Awards – ele ganhou o prêmio de Escolha dos Críticos (Critic’s Choice Honour) em 2015, seguido por Melhor Artista Britânico Masculino 12 meses mais tarde. O que fez o público se conectar tão profundamente com Chaos And The Calm?

“Ótima pergunta, porque você nunca tem como saber,” responde Bay. “Eu acho que ele foi confiável, acessível, mas único e tocante – a combinação certa dessas coisas. Musicalmente, não tinha nada de diferente, mas elas eram músicas novas e eu era um artista novo. Isso proporciona um som empolgante e fresco para muitas pessoas.”

O sucesso estrondoso de Chaos And The Calm se deveu parcialmente, é claro, aos singles Hold Back The River que vendeu 1.549.622 de cópias e Let It Go que vendeu 1.224.372 de cópias, as quais atingiram a segunda e décima posição, respectivamente, no Reino Unido. Ele esperava ficar tão conhecido, tão rápido?

“Você sonha sobre como essas músicas que você escreveu – e que ama tanto – farão você ficar superconhecido e te levarão ao redor do mundo,” reflete ele. “Essa é a visão egoísta; a visão realística diz que isso não necessariamente vai acontecer, então ver acontecendo foi uma grata surpresa.

“Tocar no palco Pyramid no Glastonbury e ter 60-70.000 pessoas cantando Hold Back The River em uma sexta à tarde foi um dos melhores momentos da minha vida, com certeza.”

Bay, que é representando por Paul Franklin, CAA, retorna aos palcos para um show intimista no Brixton Electric em 15 de Março. Ele também se apresentará nos festivais Isle Of Wight e TRNSMT no verão (do hemisfério norte). “Ainda tem muitas datas para serem confirmadas,” ele completa.

“Eu participei do Isle Of Wight em 2015 e foi muito divertido. Nos apresentamos no palco principal enquanto o sol se punha em uma tarde de sábado e tinha uma multidão na plateia. Alguém da plateia cantou comigo If You Ever Want To Be In Love [música do Chaos And The Calm]. Esse foi um pequeno momento muito bom.”

O encanto por Bay se estende muito além de sua pátria. “Sua base de turnê é gigante por todo o mundo,” reconhece Cockle. “Ele se deu bem em vários mercados diferentes.”

E no que diz respeito a Bay, isso é apenas o começo.

“A última coisa que você me disse foi, ‘Nós vamos te ver em estádios?’ E isso é um com certeza,” diz Bay, fazendo referência a uma entrevista anterior com o Music Week sobre o lançamento de sua guitarra, pela Epiphone, em Julho do ano passado. “Eu não acho que teria sido capaz de fazer isso se não tivesse estabelecido metas maiores e melhores que as anteriores.

“Me disseram que Chaos And The Calm obteve 3 bilhões de streams de suas músicas em todas as plataformas – fantástico! Eu estou muito orgulhoso de tudo o que consegui com esse álbum, mas esse é o ponto de partida.

Por que eu faria isso se não quisesse eclipsar essas conquistas? Isso é quem eu sou — isso é ousado para caramba mas não me assusta.”

Se Bay não conseguir atingir seus objetivos, você pode ter certeza que não vai ser por falta de tentativa.

“Eu só tenho uma chance nisso e não estaria aqui agora se realmente não acreditasse que [o novo álbum] está pronto e vai chegar longe,” ele diz.

“A expectativa é bem maior do que da primeira vez. Concluo da mesma forma que da última vez que te vi: Arenas – com certeza – ao redor do mundo inteiro.”

 

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Music Week | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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“E em determinado momento, eu senti que o chapéu e o cabelo longo não combinavam mais com minha música.”

Entre Chaos and The Calm, sua mudança radical – musical e visualmente, seu novo álbum, principais inspirações e melhoria de vida, James bateu um papo descontraído com Michael Gebhart, apresentador de um programa na estação de rádio alemã WDR1, no último dia 23.

Primeiramente, Michael perguntou a James se ele “mudou muito“. Como em entrevistas anteriores, o cantor afirma que não, que as músicas estão diferentes porque essa era sua intenção desde o início. Ele diz que queria evoluir e fazer algo novo e que de repente seu cabelo longo e chapéu não combinavam mais com as novas músicas que estava fazendo. Ao finalizar o primeiro single do novo álbum, ele percebeu a necessidade de criar uma nova personna.

Sobre esta nova fase, James diz ainda que todo artista sente essa necessidade de mudar, de ter inspirações musicais e testar novos estilos, de se reinventar.

Em seguida, é pedido que James cite alguns dos artistas que mais o inspiraram atualmente. Ele conta que David Bowie, Frank Ocean, Lorde, LCD Soundsystem, Blondie, Chance The Rapper, Prince, foram suas principais fontes.

Perguntado sobre a melhora de sua condição financeira, James responde que não vive uma vida extravagante, que agora consegue comprar mais ingressos e ir a mais shows, que comprou uma casa, e  que gasta com coisas desse gênero, as quais  não podia fazer antes, mas que, fora isso, pouco mudou e que continua vivendo de forma simples e modesta.

Bay conta ainda que mantém os amigos de antes da fama e que se orgulha de dizer que não mudou com eles e nem eles com ele.

Sobre seu novo trabalho, James diz que começou há muito tempo mas que demorou a concluí-lo por conta da turnê Chaos and The Calm, que não o deixava com muito tempo disponível para gravar. Ele continua, dizendo que sairá em turnê antes do lançamento de seu novo álbum (na primavera europeia). Maiores informações sobre o assunto estarão disponíveis em breve.

Ao fim da entrevista o compositor cita ainda Kings of Leon, Bruce Springsteen, Ryan Adams, The Rolling Stones como principais influências de seu primeiro álbum e a importância de ter crescido em um ambiente tão rico e diverso musicalmente.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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