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A entrevista a seguir é uma transcrição da matéria escrita pelo Mark Savage. O entrevistador conversou um pouco sobre Bay para falar sobre o caminho do cantor desde o começo até os dias atuais. Ele comenta sobre Chaos And The Calm, Electric Light, Oh My Messy Mind e seu futuro álbum. Confira:

O caminho para o sucesso pode ser cheio de falhas, mas tente dizer isso a James Bay.
 
Em 2015, ele aproveitou uma subida bem descomplicada ao estrelato, depois de ser descoberto em uma noite de apresentações de “microfone aberto” em Londres, e assinado um acordo de gravação de um vídeo no YouTube.
 
Abençoado com uma voz de blues e um visual atraente (acompanhado sempre pelo chapéu fedora), ele foi empurrado para os holofotes pela premiação Brits Critics’ Choice e rapidamente obteve milhões de vendas para seus singles Let It Go e Hold Back The River.
 
O álbum de estreia Chaos And The Calm alcançou as paradas em primeiro lugar e garantiu que o cantor nascido em Hitchin, fosse nomeado como melhor novo artista, melhor álbum de rock e melhor música de rock.
 
“A experiência do primeiro álbum foi insana”, ele disse. “Mas ele gerou muita expectativa no próximo trabalho que eu lançaria.”
 
O “próximo trabalho” foi uma mudança de direção. Para seu segundo álbum, Eletric Light, Bay abandonou as baladas antigas em favor das batidas de R&B (Wild Love) e de uma nova onda futurística (Pink Lemonade).
 
A transformação foi tanto musical quanto física. O cantor cortou o seu cabelo longo e aposentou o chapéu.
Na imprensa, ele arrebentou, e os fãs começaram a descrevê-lo como um deus do sexo.
“Fantástico, eu aceito.” Ele disse a BBC na época. “Eu aceito isso o dia todo.”
 
Isso não se traduziu nas vendas – Eletric Light vendeu um décimo do total vendido de Chaos And The Calm no Reino Unido, ficando apenas sete semanas nas paradas.
 
Olhando o passado, a estrela é filosófica. “A vida de um músico é uma montanha russa”, ele diz. “E o que nós sabemos sobre uma montanha russa? É muito empolgante mas às vezes faz com que você queira vomitar.”
Apesar disso, existem milhares de artistas que matariam pela recepção que seu segundo álbum teve. Foi somente em comparação com o de estreia que ele sofreu.
 
“É como dizer ‘Eu quero ganhar a Copa do Mundo’, mas naquele ano você só consegue ganhar a Premier League. Você ainda ganhou a Premier League, cara, sabe?
 
Então, se eu me abater em algum momento pelo segundo álbum  – o que acontece vez ou outra – eu ainda seria capaz de entrar no palco a cada noite e tocar para meus fãs. E, se não for toda a platéia, as 10 primeiras fileiras iriam saber de cor todas as letras do novo álbum.
Então, sim, é uma montanha russa. Altos e baixos. Mas no fim das contas, que prazer fazer isso. “
 
Voltando a ativa, Bay lançou um aperitivo em formato de EP ano passado, o qual teve participação de Julia Michaels com a música Peer Pressure, e também a melancólica Bad.
 
O EP deu largada aos 12 meses seguintes onde ele pôde compor ao lado de Brandon Flowers, da Banda The Killers, e tocar para estádios lotados como abertura principal na turnê Divide de Ed Sheeran.
 
Ele não consegue deixar de sorrir ao relembrar os 64.000 fãs cantando Hold Back The River à plenos pulmões no Benfica Stadium em Portugal.
 
“Eu senti uma onda de culpa quando eu vi cartazes escritos ‘James, estou aqui por você’,” ele sorri. “Mas tenho certeza que o Ed sabe lidar com isso. Ele vai ficar bem.”
 
Compor com o “jovem lenda” Flowers foi outra experiência de mudança de vida – embora ele ainda esteja para descobrir se o trabalho colaborativo estará na parte final das faixas do novo álbum de The Killers.
 
“Eu cheguei no estúdio com uma melodia que acabou virando uma música”, ele relembra. “E ele estava tipo, ‘Cara, essa melodia é como Beatles ou algo assim’.
 
“Foi aí que meu pequeno cérebro explodiu.”
 
‘Um tributo à minha namorada.’
 
Todas essas experiências alimentaram o terceiro álbum de Bay, gravado em Nashville no começo desse ano, pertinho do começo do confinamento.
 
O cantor o descreve como “a coisa mais positiva que já escrevi”, inspirado em sua namorada de longa data Lucy Smith, com quem está há 13 anos – desde que eles eram adolescentes prestando exames do ensino médio em Hertfordshire.
 
“Nosso relacionamento é a coisa mais importante na minha vida”, diz Bay. “Ao ter uma base sólida como rocha assim em casa, sabe, isso merece um pouco de crédito e atenção. Então, desse modo, muito dessas músicas são um tributo à ela.”
 
Embora Smith tenha inspirado muitas das músicas de Bay, ele nunca escreveu explicitamente sobre o relacionamento deles antes, em respeito a privacidade da namorada.
“Eu assinei para a fama ou o lado público das coisas, minha namorada não.”, ele conta. “E eu não vou, portanto, trazer muito dos detalhes para esse espaço público. Mas eu quero honrar  nosso relacionamento.”
 
O primeiro single, Chew On My Heart, chegou na sexta-feira, com um refrão pesado e uma das letras mais não-convencionais do ano.
 
“Como seria se você me despedaçasse?”, canta Bay, cheio de eco. “Venha, devore meu coração.”
 
É para transmitir impaciência, ele diz – o sentimento de amar alguém tanto que você quer ‘mais e mais e mais’ dessa pessoa. Tipo como: vamos nos abraçar forte e depois mais forte ainda.”
 
A frase surgiu do nada enquanto ele tocava violão distraidamente em casa, no ano passado.
 
“Eu escrevi a frase, a olhei e eu disse “Não importa o que fizermos, nós vamos escrever essa música porque eu não vou deixar uma frase como ‘devore meu coração’ deslizar pelos meus dedos’, ele ri. “Eu quero isso na capa do álbum!”
 
E a música teve a aprovação da namorada?
 
“Essa é uma coisa rara, mas ela adorou a música.”, ele diz. “E ela geralmente é uma das pessoas que dizem, ‘Ah, você vai continuar com essa melodia, não vai?’
“Então você pode imaginar que significa muito mais para mim quando a primeira reação dela foi ‘Isso!'”.
 
Outra faixa foi escrita depois de Bay e Smith tropeçarem em sua casa dos sonhos esse ano – que caiu na 11a hora.
A música também mostra Bay cantando ‘Você quer casar comigo?’, mas ele artisticamente desviou a pergunta sobre o pedido ser de verdade.
“Foi de verdade uma canção adorável de escrever”, ele diz diplomaticamente. “E como eu disse, é muito um tributo.”
 
O casal tem passado o confinamento em sua casa (não dos sonhos) em Islington, onde Bay tem dado aulas de violão no Instagram e tentado evitar os parques de Londres – embora não por questão de saúde.
“Tem sido difícil andar pelos espaços verdes, devido a quão parecido são com festivais”, ele diz. “Chega a doer o quanto eu quero tocar em festivais. Acontecem nessa época do ano, e eu adoraria estar participando.”
 
Ele terá que guardar fogo até o próximo ano quando, julgando pelas melodias dos refrões de seu novo trabalho, ele pode achar que alguns de seus fãs rebeldes voltaram… meio que como seu cabelo.
“Como eu amo que estou de volta aqui”, ele diz, mostrando seu cabelo na altura do ombro, “é tudo o que os comentários dizem: Me volte com o cabelo curto!’
 
“Mas na época que parei de usar chapéu, teve um número significante de pessoas fazendo barulho sobre como ‘a gravadora tinha me convencido’ a cortar meu cabelo.
E tudo bem. É tudo um fantástico drama nessa indústria louca. Mas isso me faz rir ao ver essas pessoas de repente dizendo ‘Cadê o cabelo curto? Eu amei aquele corte!”.
Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.


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