James Bay Brasil

21
/06/

James Bay dá show em abertura para a banda The Rolling Stones.

James Bay foi um dos cantores convidados para abrir o último dia de show da nova turnê do The Rolling Stones, intitulada “No Filter” por Londres. Ele teve a honra de tocar no estádio Twickenham, na última Terça-Feira (19/05), na qual fez um show de abertura muito elogiado pelos fãs da banda que não o conheciam.

James Bay já comentou que seu pai também era obcecado pela banda e que já foi a 20 vezes ao Wembley Stadium para assistir os Stones. A banda de apoio de James acreditaram estar em um sonho. Não é por menos, né?!

O ápice da noite foi quando Mick Jagger o convidou para cantar “Beast of Burden” juntos. Confira fotos e vídeos desse momento:

No Filter Tour > The Rolling Stones & James Bay > Álbum

James ficou tão feliz com a repercussão que minutos depois do show postou em seu Twitter: “Essa banda provavelmente formou o meu jeito de fazer música e performar mais do que qualquer outra. A paixão e energia deles no palco é tão inspiradora. Não consigo acreditar que ontem foi real.”

James Bay também deu uma entrevista nos bastidores, minutos antes de entrar no palco e comentou que não imaginava um momento tão especial em sua vida desde então. Confira a entrevista legendada abaixo:

Vale lembrar que em 2015, James conheceu Ronnie Wood (guitarrista da banda) em uma premiação e o convidou para tocar em um show da Chaos And The Calm Tour. Veja o vídeo:

 

James não cansa de nos orgulhar, né? 😉

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01
/06/

O rockeiro dos pés cheirosos.

No dia 25 do mês passado, James Bay foi entrevistado pela NME Magazine e contou a Dan Stubbs um pouco mais sobre sua carreira, sua cidade natal e seu irmão, Alex Francis. Além de, claro, comentar sobre suas inspirações musicais e um dos assuntos mais polêmicos de toda a sua carreira: seu novo visual.

A matéria começa com James dizendo que “é uma benção ter um lugar tranquilo como aquele [seu quarto de hotel]”, em seguida, ele anuncia que vai tirar seus sapatos e que Dan nada deve temer pois seus “pés são cheirosos”.

Nesse clima descontraído, somos informados por Stubbs que James faz parte do clube de “Artistas Que São Muito Mais Relevantes Do Que Você Pensa Mas Que Ninguém Sabe Muita Coisa Sobre Eles” e que George Ezra é seu vice-presidente.

Em seguida, o cantor de Electric Light comenta a forte influência que o single Ultralight Beam do álbum The Life of Pablo de Kanye West exerceu em seu trabalho. Ele compartilha ainda a grande importância que seu amigo, John Green, teve no álbum e que todas as vozes nele eram suas, de John ou dos dois juntos.

James conta também como entrou em contato e convenceu Natalia Dyer, a Nancy de Stranger Things, a participar de seu clipe “Wild Love”:

“Bastou a coisa mais humana de todas: pegar o telefone. ‘Oi Natalia. Eu sou o James, você talvez não saiba quem eu sou, mas eu tenho uma nova música sendo lançada, eu a enviarei à você e adoraria saber o que você achou dela, se você gostar, toparia estar em seu clipe?”

Ainda sobre Stranger Things, James revela que se fosse um personagem da série, seria Lucas ou Will ou, mais provavelmente, o irmão mais velho de Will, já que ele é o “nerd da música e um pouco introvertido”.

No assunto “conte-me mais sobre você” James diz que vive atualmente em Islington, mas que vem de Hitchin, e que lá é um local muito seguro, onde se é muito fácil viver e crescer. Nesse momento, ele também fala um pouco sobre sua adolescência, que chegou a participar de uma banda com seu irmão, Alex Francis e um amigo, a quem ele se refere apenas como Tom.

Pouco tempo depois, ele decidiu que o melhor caminho era uma carreira solo e, enquanto seu irmão e amigos se encontravam com frequência em pubs, James preferia ficar em casa fazendo o que mais gostava: tocando guitarra. Mais tarde, James começaria a tocar pelas ruas de Brighton, onde estudava, e em Londres em noites de Open Mic.

Quanto perguntado se Alex gosta do sucesso de James, ele responde “Nós nos encontramos o tempo todo, moramos próximos um do outro, então essa é realmente uma boa pergunta. Esta é a melhor resposta que posso te dar. Ele está orgulhoso. Eu sei que está orgulhoso. Ele aparece de vez em quando [nos shows], também é cantor. Ele canta com os backing vocals algumas vezes, o que têm sido divertido para ele, poder ver tudo dos bastidores.”

“Como você se sentiu quando percebeu pela primeira vez, que tinha fãs?” – é a próxima pergunta e Bay não titubeia – “Louco. Maravilhoso, espetacular. Muito muito legal. De repente você tem… Digo é todo uma sensação de propósito, você de repente percebe que tem um.”

E então, o momento mais aguardado por todos os entrevistadores e temido por James chega: a infame pergunta sobre o cabelo. James leva na boa e conta que recentemente, em uma entrevista nos Estados Unidos, um repórter lhe disse: “Por favor, não me diga que eu fui a única pessoa que não perguntou sobre o seu cabelo”, ele diz que sua resposta foi “só notei agora mas sim, foi” e que, então, ele o abraçou.

Dando continuidade ao tema, o cantor de Hold Back The River, diz que tudo o que faz é proposital, que quando começou a usar o chapéu, há muitos e muitos anos, foi com a intenção de que, talvez um dia, este se tornasse uma marca, que o identificasse, mas que, da mesma forma que surgiu com esse intuito, ele também poderia sumir a qualquer momento.

E, como esperado, a entrevista termina de forma tão bem humorada quanto começou, acompanhe seu trecho final:

“A entrevista termina de forma calorosa, mas com um aperto de mão e não abraço, quando a NME se dispede de Bay em seu hotel.

“Apenas jornalistas que resistem e não perguntam sobre o chapéu ganham abraço.” ele diz.

Aqui está mais uma coisa sobre James Bay: ele é mais engraçado do que você pensa. Tiramos o chapéu para ele.”

Já sabem né baes? Se esbarrarem com o James por aí, nada de mencionar o chapéu!

Confira o ensaio feito para a entrevista:

Photoshoots > Meet The New James Bay > Álbum

A matéria completa você acessa clicando aqui.

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01
/06/

James Bay sobre seu cabelo em entrevista à revista Half&Half.

No último dia 16, foi publicada uma entrevista cedida por James Bay à revista americana Half&Half. Em uma conversa com Sam Keeler e Jaycee Rockhold, Bay fala sobre seu cabelo, sobre suas fases enquanto artista e suas opiniões sobre a desigualdade no mundo da música.

O bate-papo começa tendo como tema o “hiatus” de Bay e o artista comenta como esse conceito vem mudando ao longo dos anos “É interessante. Você não pode se afastar, principalmente no mundo da música pop, por cinco minutos sem que pareça que se afastou por um ano, e eu me afastei por um ano. Acho que foi mesmo um hiatus, mas, quando ouço minhas bandas preferidas dizendo que estão em hiatus, isso geralmente significa cinco, dez anos. Eu entendo que estamos nesse momento da música onde você tem que estar visível, trabalhando, em turnê, fazendo campanha, tudo isso enquanto escreve e cria [coisas novas]. Basicamente você não pode se afastar um pouco sem dizerem que está em “hiatus”. […]. Eu faço tanto parte dessa geração que não posso discordar disso. […] porque eu mesmo entendo que o negócio agora, é estar fazendo shows e escrevendo coisas novas que vão animar todo mundo, entende?”

Sobre este assunto, James comenta ainda a importância que “se afastar de tudo” teve para ele, pois só assim conseguiu compôr e montar seu novo álbum. Ele teve dificuldade para escrever músicas novas enquanto estava na estrada e precisava de um tempo fora dos holofotes para reunir suas ideias e organizá-las da melhor forma possível, tanto que, ele acreditava que ficaria até mais tempo sem fazer shows.

“Dois dias após o término da turnê [Chaos and The Calm], eu fui inundado por ideias novas” – conta Bay, esclarecendo ainda, que todas as músicas de Electric Light já estavam finalizadas em Março. De Abril em diante, foram apenas toques finais.

Quando perguntado sobre a diferença da sonoridade deste álbum em relação ao primeiro e sobre suas influências musicais atualmente, James conta que se apaixonou pelo som dos sintetizadores e sabia que tinha incluí-los, bem como uma bateria elétrica, em suas novas músicas. Ele se diz essencialmente um guitarrista e que isso pode ser percebido em 99% de suas músicas mas que, neste álbum, sentiu também a necessidade de explorar sons novos.

Sobre suas influências musicais, Bay diz que sempre ouviu Prince, Frank Ocean, David Bowie, mas que nunca comentou sobre eles antes e que, por isso, as pessoas se surpreenderam quando perceberam o quanto Electric Light foi influenciado por esses artistas. Essa surpresa era justamente a meta de James, que conclui dizendo que gosta de empolgar e chocar as pessoas.

No meio da entrevista, o cantor/compositor de Pink Lemonade conta ainda que pretende atrair novos fãs bem como manter os antigos, com seu novo trabalho, e que os fãs podem esperar coisas diferentes em seus shows ao vivo. Ele comenta ainda que a desigualdade de gênero no mundo da música é algo realmente indesculpável e que, é um dever de todos, mudar essa realidade.

Ao ser perguntado sobre “O que James gostaria que perguntassem a ele, mas ninguém perguntou“, o cantor avisa que sua resposta será o contrário, que ele dirá o que não gostaria mais de ser perguntado: “Quando as pessoas querem falar sobre meu corte de cabelo ou sobre eu ter parado de usar chapéu, muitas delas dizem “desculpa perguntar isso, mas eu preciso”. E então perguntam “por que você cortou o cabelo?” Eu só queria saber por que elas se desculpam. Eu quero saber porque elas acham que têm que perguntar isso. A última pessoa que me fez essa pergunta, disse que estava fazendo porque todo mundo faz. Eu penso assim: Por que você tem que perguntar se todo mundo já pergunta? Você está fazendo a mesma pergunta chata e repetitiva. E toda vez eles percebem que terão uma resposta entediante.” – responde Bay

Por fim, James afirma estar em sua fase “diferente e evoluída“, e que se vê em constante estado de evolução e transformação, tanto que acredita que, na próxima vez que lançar algum material novo, mudará algo novamente.

Confira o ensaio feito para a matéria logo abaixo:

Photoshoots > Half&Half > Álbum

 

Você pode conferir a matéria original na íntegra clicando aqui.

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09
/05/

James Bay fala sobre seu novo estilo para a Q Magazine.

A edição desse mês da revista Q Magazine traz uma matéria com James Bay falando sobre seu novo estilo, a ascensão do músico e os shows com o novo álbum. Confira a seguir a tradução:

É James Bay que começa falando primeiro. “Eu fiz uma entrevista no outro dia”, ele começa, sentado no andar de cima no Fillmore, em San Francisco. “Sempre começa com, ‘Desculpe, odeio fazer isso, mas… tenho que perguntar sobre o chapéu'”. Não que ele pareça excessivamente incomodado com essas perguntas. “Eu imagino que David Bowie recebia muitas perguntas: ‘Onde estão suas sobrancelhas? Por que seu cabelo está amarelo agora?'”

Apesar de um bolero preto de abas largas estar em cima de uma maleta de voo do lado de fora de seu camarim, o trovador que usava Fedora que está por trás do LP de estreia duas vezes platina Chaos And The Calm não pode ser visto hoje. Em vez disso, Bay se senta com calça social, botas de bico de aço e uma camisa brilhante que brilha contra a pele de porcelana, passando os dedos pelo cabelo recém-cortado. Não é apenas o guarda-roupa que recebeu uma revisão também. O segundo álbum, Electric Light, descarta o estilo roots-lite de seu antecessor em favor de um som mais moderno e que inclui o pop eletrônico, o R&B e as falhas sentimentais dos discos recentes de Bon Iver.

Bay aponta para os vocais do auto-tuning e para os sintetizadores flutuantes do primeiro single, Wild Love, como o sinal de sua reinvenção. “Me sentei e escutei e soube naquele momento que não se trata de música que seria executada por um cara de cabelo comprido e chapéu. Então eu mudei”, ele argumenta. “Permanecer o mesmo é chato. Prince mudou o nome dele. Michael Jackson passou de smoking e afro para chapéu, luva, jaqueta de couro vermelha, fivelas e uma jaqueta de motoqueiro em seus três álbuns mais importantes. Existem algumas mudanças bizarras e potencialmente biológicas que também ocorreram, mas…”

Eles são comparações grandiosas para fazer, mas transparece que Bay atualmente tem seus olhos determinados em alguns grandes prêmios. O Fillmore é um lugar especial para “The Bay” – como sua equipe o chama. Quando ele estava crescendo em Hitchin, ele estudou os álbuns ao vivo gravados aqui por Aretha Franklin e The Black Crowes e tocou nesta sala em seu aniversário de 23 anos, abertura para o cantor americano de blues, ZZ Ward. Agora com 27 anos, ele experimentou uma série de vitórias sensacionais.

Chaos And The Calm foi um sucesso transatlântico: número 1 no Reino Unido, número 3 nos Estados Unidos. Ele ganhou o prêmio Critics’ Choice 2015, tocou em Glastonbury’s Pyramid Stage e apoiou Taylor Swift na turnê européia, 1989. Vendo aquele nível de pop de perto o fez ir atrás disso ele mesmo. No Brits de 2016, ele ocupou um lugar como guitarrista de Justin Bieber (“Foi louco: ‘Olha, nós perdemos nosso cara. James está pronto para isso?’ Eu não vou dizer não”). A turnê de Taylor Swift, no entanto, foi a verdadeira revelação para ele. “Eu entrei com expansão em minha mente. Saí ainda mais sacudido, com ainda mais fome por essa escala. Você experimenta aquela sensação e é incrível.”

Em apenas 2.500 pessoas, o público de hoje à noite é menos da metade do tamanho dos que ele deve tocar no final deste ano, trabalhando como um campo de testes para uma fusão de material antigo e novas músicas “para enlouquecer as pessoas”.

Conforme o local se enche, a escala do show de Bay começa a se revelar. É a produção que te impressiona tanto quanto quando ele começa a cantar. Embora o palco seja modesto, Bay trata como se estivesse em uma arena. Uma projeção de filme, que passa em uma tela enorme, de dois atores em um relacionamento conturbado, seu diálogo espelhando a letra da faixa de abertura de Electric Light. É o tipo de coisa que você está mais acostumado a ver em um grande show pop, em que alguns temas e histórias fantásticas são procedimentos de final de livro.

Ele também entra bastante na estrela pop. De vermelho, jaqueta de couro estilo Michael Jackson em Thriller e camiseta preta, acompanhada de gritos ensurdecedores. A nova banda de apoio de quatro músicos de Bay e dois cantores de apoio injetam mais soul e R&B nas favoritos de violão, como Craving, e o rock, ainda não ouvido, de Us and Slide. O último arranjo despojado permite que a banda abaixe os intrumentos e todos se juntam em torno de um microfone atrás de Bay, como sua própria linha de apoio de Bay. Ele termina com uma gravação do poema de Allen Ginsberg, Song, que termina quando ele sai para uma troca de roupas no meio do set. Sua roupa muda junto com a sua troca de guitarra, com quase um instrumento diferente para cada música.

Para aqueles que não se incomodam com o novo arranjo de assobios e sinos de Bay, ainda há muitos momentos mais sérios, de um homem e seis cordas. Bay passa por músicas muito sentimentais, como When We Were On Fire, por exemplo.

Esses números mais antigos parecem um pouco equivocados agora, e certamente o próprio Bay parece mais entretido gritando a nova, Pink Lemonade, tingida de Blondie. Ele calça os pés e sacode a cabeça; mais livre e muito mais dinâmico. “Eu preciso de uma coisa de você”, diz ele. “Você precisa ser muito barulhento.” A multidão obriga, incitando palmas, e em Just For Tonight eles carregam um refrão inteiro, então Bay não precisa. “Ouça”, ele fala com todo o charme galã de Harry Styles. “Eu tinha minhas expectativas altas. Mas eu não esperava isso. E eu amo isso.”

Para acompanhar a versatilidade das novas músicas, a voz de Bay também se diversificou. Raspando e zombando do melhor sucesso Best Fake Smile, em Wild Love ele é silenciado para permitir que as nuances elétricas floresçam. Com uma versão pré-encore do hit Hold Back The River, ele soa como um britânico do Kings Of Leon. Isso provoca os fãs em uma rodada final de gritos ensurdecedores quando ele volta para um último número antes de ir para Kiss, do Prince, um pequeno aceno para seu novo capricho.

Nos bastidores, Bay recorda uma época em que os gritos eram tão desconfortáveis ​​que ele teve que se encolher durante uma apresentação. “Eu posso entender porquê os Beatles pararam de tocar”, ele diz, sua escolha de referência novamente traindo a escala de suas ambições. Retirando-se para seu camarim, é hora de resfriar as cordas vocais com um umidificador e se preparar para o próximo show. Não há cerveja, não há festa, mas há uma grande estrela pop em espera.

 

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02
/05/

James Bay fala sobre o modelo Epiphone com sua assinatura e o processo de gravação do novo álbum.

Faltando apenas 16 dias para o segundo álbum do James, Electric Light, a Epiphone conversou com ele sobre a pressão da indústria e sobre sua nova guitarra favorita. Confira a entrevista traduzida pela nossa equipe:

É ótimo falar com você de novo, James! Como está sua nova Epiphone Century?

Minha nova Epiphone está ótima, eu devo dizer. Eu vejo vários fãs postando e dizendo, “olha, eu tenho a sua guitarra assinada”, o que é muito legal. Mas para mim, ela é meio que minha favorita, como você sabe, esse modelo – o formato e o som. Epiphone foi obviamente muito, muito gentil comigo e me deu algumas relíquias que eram realmente incríveis, como a minha Century original de ’66. Nós acabamos de finalizar duas semanas de ensaio para a turnê e ela está incrível. E é triste retirar uma boa guitarra da turnê. Esses modelos com assinatura são realmente fantásticos.

Para guitarristas que não estão familiarizados com a Century, é um corpo oco e ainda muito alta desplugada. Ainda mais do que a Casino. Ela realmente é uma guitarra semi acústica.

Você disse tudo. Eu até gosto de como ela pode soar mais acústica e não tem um corpo muito “fundo”. Eu coloquei cordas de 0,12mm e desci um tom. E tem uma coisa nisso – ela fica bastante gutural e permanece muito ressonante. Eu posso te dizer que para o novo álbum, eu peguei uma Epiphone Coronet antiga e toquei boa parte junto com a Century durante a gravação do álbum. Eu sou apaixonado pela Coronet e tudo, mas é só uma tábua de madeira (risos). Não tem ressonância. Eu gosto da Century como um instrumento acústico. E entre isso ela soa muito bem plugada ou desplugada. Quando você tem a Century plugada, ainda parece um instrumento acústico, como uma caixa ressonante. E eu acho que parece uma combinação de muito ar se movendo e um tipo de massacre acontecendo. Eu amo isso.

Deve ser uma pressão muito grande em cima de você em gravar outro álbum. Como foi pra você reinventar sua música?

Boa pergunta. Sobre reinvenção… reinvenção foi uma dos aspectos mais excitantes sobre gravar um novo álbum. Eu não estava interessado em fazer a mesma coisa de novo. Não dá pra dizer que está completamente diferente, mas há momentos do novo álbum que estão muito distantes de Chaos and the Calm. E como pressão, eu absolutamente coloquei pressão em mim mesmo, e eu sei que há expectativas além da gravadora, além das pessoas das rádios, mas para os meus fãs – que são as pessoas mais importantes.
Eu acho pressão uma coisa excitante. Por exemplo, Bowie gravou Young Americans e então teve tempo para fazer outra coisa e alguns anos mais tarde sai Let’s Dance. É assim que funciona na minha cabeça quando eu penso num segundo álbum. Então, isso se torna uma coisa incrivelmente excitante. Além de mim, claro, existe as pessoas da gravadora que estão esperando de dedos cruzados que isso fique bom (risadas). Mas isso só me deixa mais animado. Eu acredito genuinamente que isso só nutre o quão bem eu posso fazer um álbum. Eu não consigo ver muita negatividade nisso. Eu sei que isso é ser muito otimista, porque eu poderia estar morrendo de nervoso e isso poderia ser horrível. Mas eu só aproveito essa parte da jornada onde as pessoas se perguntam “O que ele fará em seguida?”. Eu tenho essa “plataforma para intensificar?” e meio que conquistar a pressão e o momento. Eu abraço tudo. É muito divertido, eu devo dizer. “Vocês querem que eu tente fazer melhor da próxima? Bem, veja isso!”

Parece que os seus fãs apoiam essa mentalidade.

Eles apoiam. Eu tenho fãs de uma enorme variedade de gostos, o que é uma coisa incrível de poder dizer. Se todos os meus fãs forem como Dads aos seus 40 anos e amarem Wilco – por exemplo – isso irá imediatamente ser mais limitado e eu sei que eu tenho fãs que gostam de Justin Biebere eu tenho fãs que adoram Derek and The Dominoes e fãs que adoram o primeiro álbum da Adele. É um amplo aspecto. Musicalidade e criatividade, tem muitas coisas com as quais eu preciso trabalhar. Muitas influências diferentes que eu posso usar na minha manga. Há algumas músicas nesse novo álbum em que eu estava absolutamente relembrando de ter 12 anos na escola quando The Strokes estava fazendo música pela primeira vez.

Como você gosta de trabalhar no estúdio?

Mais do que da primeira vez. É uma confiança nova. Eu ainda amo a ideia de gravar ao vivo com um grupo, mas eu ainda não fiz isso. Eu tenho 100 segundos de gravação que foi assim. Eu tive um momento incrível da primeira vez, mas eu estava aprendendo as regras do estúdio, que é uma coisa complicada. E desta vez, eu realmente mudei meu ambiente. No primeiro álbum, nós fomos para Blackbird em Nashville, o qual você deve ser, está entre um dos top 10 estúdios do mundo. E eu me senti incrível lá. Mas eu saí da minha primeira experiência sabendo disso. E sabendo que eu queria fazer algo diferente com o segundo álbum, a última coisa que eu queria era estar em um estúdio chique. E pensando sobre isso, eu percebi que eu tenho mais confiança do que eu jamais tive no estúdio menos chique que você pode imaginar. E isso estoura aquela bolha de pressão, e faz tudo ser uma experiência divertida, sabe? Pressão desaparece e eu estava livre para escrever ótimas músicas e eu acredito que eu fiz isso. Eu estava livre para explorar como preencher essas faixas. Eu estava fazendo tudo isso entre Janeiro e Abril de 2017. Eu terminei a turnê em Dezembro de 2016 e comecei a fazer música em Janeiro de 2017, então a gravadora nem sabia o que eu estava fazendo. Eles não sabiam que eu estava trabalhando, então não existiu pressão. Eu enterrei os meus pés sem saber que estava fazendo isso. Eu permiti a mim mesmo ter uma experiência sem preocupações e divertida. Era um estúdio porão com uma pequena pedaleira 4×4. Não tinha ninguém me ligando pra saber como estavam indo as coisas, porque ninguém sabia que eu estava ali.

Então, fazendo esse álbum em um espaço pequeno e mais relaxante, como as músicas novas se transformam para uma banda inteira, para uma experiência de um palco enorme?

Não soa necessariamente como uma atmosfera íntima quando você escuta. Soa como se nós estivéssemos num lugar louco. Nós criamos isso sonicamente. Eu vou pro estúdio, tomo uma xícara de chá, e como uma mala de viagem que fica desfeita no quarto de hotel, você de repente tem cabos, microfones, teclados pra tudo que é lado. Eu adoro isso, porque isso não existe em Blackbird, o qual era um lugar divino com assistentes que estavam empacotando as coisas e arrumando os cabos debaixo dos seus pés enquanto procuram um sintonizador e de repente eles já ligaram a sua guitarra. Era o paraíso mas eu quis mudar o cenário. Cortar pra um pano de fundo diferente e me sentir em casa de uma outra forma. Foi uma ótima experiência e um caos agradável.

Enquanto você se prepara para sair em turnê com esse álbum, o que você tem escutado?

Várias coisas, cara – eu estou sempre pensando em como o David Bowie fazia as coisas no palco. Eu fui ver o Bon Iver noite passada e foi genuinamente excepcional. Eu escuto velhos artistas como Prince. O show do Drake foi ótimo. Eu vi filmes do Bruce Springsteen em estádios e outro dia eu estava em Nova York e fui assistir sua performance solo (no teatro Walter Kerr) e foi incrível. Então tudo desde um show do Drake até show solo do Springsteen me fez pensar sobre o que eu farei em vivo. Eu também tenho assistido coisas sobre dança contemporânea. Eu gosto de ver o que a iluminação faz e todo o conjunto de palco. Eu acho tudo inspirador.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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04
/03/

Pink Lemonade, Us e Slide serão as próximas músicas lançadas por Bay.

Wild Thing: Por dentro da sensacional reinvenção de James Bay em 2018.

Por James Hanley em 26 de Fevereiro de 2018 ás 3:51PM

Passados mais ou menos 15 minutos do encontro com James Bay, em um espaçoso estúdio em Islington, o grande elefante branco da sala ganha destaque.

O cabelo grande e chapéu característicos de Bay – tão associados ao cantor/compositor britânico – foram deixados de lado sem cerimônia, antes do lançamento do álbum número dois, mas por quê?

“Estava na hora”, sorri Bay, antecipando a questão inevitável. “Foi tão intencional criar um estilo próprio com o cabelo e o chapéu quanto foi se afastar do mesmo cabelo e chapéu. Evolução – isso me move.”

Enquanto sua reinvenção fez com que o modelo de 27 anos olhasse para frente, um pop star escolher abandonar o que já era certo em um ponto crítico de sua carreira é, sem dúvidas, uma atitude corajosa – ainda que, como Bay, essa pessoa pareça ter acabado de sair de uma passarela de Milão.

“Quando um look padrão começa a funcionar e você é conhecido por algo mais que apenas a sua música, o pessoal do marketing e da gravadora adoram,” sugere Bay. “Então quando eu disse, ‘Não, vou me livrar disso’, eles ficaram tipo, ‘Que?’ Eu não avisei a eles com muita antecedência, mas isso diz muito sobre a ótima relação que tenho com minha gravadora – eles abraçam o que eu quero fazer. É tudo sobre evolução, sobre começar de novo – mesmo cara, nova versão.”

Não é apenas a imagem que mudou: Wild Love, a primeira fatia do segundo álbum ainda-sem-nome de Bay, marca uma mudança distinguível de direção, evocando comparações com Drake e Frank Ocean.

“Fico feliz em ouvir isso,” ri Bay. “Wild Love é um exemplo de como Drake, Prince e Frank Ocean foram grandes influências neste álbum. Ao mesmo tempo, Bowie, Blondie, The Strokes, LCD Soundsystem foram influências tão fortes quanto – só talvez não tão óbvias nessa música.

“Há músicas nesse álbum que parecem mais similares às antigas e, por isso, mais seguras, como um primeiro movimento, e então há outras que são tão diferentes das antigas, que me pareceram um pouco mais arriscadas. Nunca foi minha intenção ir pelo que era seguro, então, nós precisamos encontrar um meio termo – e Wild Love foi o meio termo perfeito.

“Estou confiante com as coisas que crio e quero surpreender as pessoas, quero virar suas cabeças e fazê-las aumentar o volume do rádio. É por isso que Wild Love pareceu ser o primeiro passo correto.”

Que ela foi bem-sucedida em desafiar certos preconceitos, é música para os ouvidos de Bay. “Algumas pessoas que ouviram a música disseram, ‘Quem é esse?’ E elas não conseguem adivinhar,” ele observa.

“Eu adoro isso – porque quando elas descobrirem que sou eu, elas serão, repentinamente, tomadas com essa ideia da evolução da minha música e minha enquanto artista. Foi o certo e mais empolgante primeiro passo, e isso mostrou às pessoas que dessa vez não será o mesmo som que foi da primeira vez.

“A música alimenta tudo. Ela informa o resto. Assim que eu comecei a escrever essas músicas, eu sabia que não poderia me apresentar como a mesma coisa. Eu não poderia tocar essa música com minha camiseta pequena e estreita, um grande chapéu e cabelos longos soltos, teria parecido errado. Eu adoro artistas que evoluem e o correto é fazer isso.”

Bay foi bem dono do seu próprio nariz nesse aspecto, salienta Ted Cockle, presidente da Virgin EMI. “Nenhum de nós ficará com o crédito,” ele explica. “O artista foi a pessoa que categoricamente levou as coisas à frente e, quando [Wild Love] foi tocada, nós achamos que essa era a melhor representação de levar algo à frente.

“Ela ainda tinha a emoção de músicas como Let It Go e Hold Back the River que o representam tão bem. Você não pode fugir de tudo, e nós achamos que, se fôssemos reter um elemento de James Bay, seria provavelmente aquela emoção – a qual Wild Love pareceu ter em abundância.”

Bay, nascido em Hertfordshire, está trabalhando em uma posição de poder – seu álbum de estreia, topo das paradas de sucesso, Chaos And The Calm (2015) vendeu 811.082 cópias no Reino Unido, de acordo com a Official Charts Company. Bay fez turnê extensiva para promover o álbum, mas gastou a maior parte de 2017 trabalhando no álbum sucessor.

“Ele ficou pronto bem rápido,” diz ele. “Isso não significa automaticamente que ele é ótimo mas, se você tiver sorte, o álbum fica pronto rápido e é ótimo. Eu comecei a compor esse álbum há um ano. Ninguém disse, ‘Nós precisamos logo de um single novo,’ mas eu tinha muita energia em mim para fazer música nova e fazer algo que sonoramente ainda não tivesse feito antes.

“Eu tive muitas novas influências e fiquei inspirado em fazer outras coisas, para mudar o som e ir para algo maior – muito maior – algumas vezes, mas ainda respeitando a dinâmica mais íntima que eu sou conhecido por.”

“Você não pode controlar o ritmo que as coisas se encaixam – é um pouco de sorte. Mas coloque bastante trabalho árduo e você deve conseguir fazer essa sorte andar um pouco mais rápido.”

Se há um jeito fácil e um difícil de se tratar essa “dificuldade” do segundo álbum, Bay tem seus pés no chão. Cockle está ciente das possíveis armadilhas comerciais de tal abordagem.

“Deve o artista dar às pessoas o que elas já esperam dele, ou deve ele seguir em frente?,” pondera ele. “Essa é sempre a decisão assustadora que os artistas devem tomar.

“Você sempre corre o risco de se afogar no comércio quando se torna mais aventureiro e progressivo com seu som; É sempre o dilema e isso torna tudo mais assustador e empolgante.

Ele cita Frank Ocean e James Blake em termos de inspirações sonoras e seus álbuns não necessariamente estouraram nas paradas ou venderam o maior número de cópias – e ele está consciente disso. Por outro lado, o álbum dele tem a profundidade dos outros, mas com músicas mais convencionais, as quais nós acreditamos que podem tocar nas rádios por muito mais tempo.”

Quaisquer que sejam os riscos a curto prazo, Cockle está seguro de que a mudança valerá a pena a longo prazo. “Eu acho que ele acaba de garantir para si mais uma década na indústria, por contrariar tantas pessoas,” ele diz. “Ele mostrou que pode agir em níveis muito diferentes e surpreender as pessoas.”

Os primeiros sinais são encorajadores: Wild Love atingiu a 39ª posição nas paradas mesmo com pouquíssima divulgação, e as expectativas permanecem altas. “Nossa ambição é de, claramente, chegar no enorme sucesso de Chaos And The Calm,” declara Cockle.

“Nós não vemos nenhuma razão pela qual não deveríamos ter essa meta novamente em nossos radares. Nosso plano é nos certificarmos que, mesmo que hajam algumas músicas mais aventureiras, todo mundo encontre algo em comum com o álbum, que pode funcionar para eles, em todos os lugares que ele (James) foi bem-sucedido antes.”

Esboçando a estratégia com meses de antecedência, Cockle revela que várias músicas serão lançadas antes do álbum, “Em Março, nós temos Pink Lemonade que certamente, dada a resposta dos Estados Unidos à música, será particularmente boa no local e em alguns de seus mercados.

Então Us vem em Abril e nós temos a canção Slide, que é mais lenta, então, ainda há muitas camadas por vir, mesmo antes do lançamento do álbum.

“Ele tem o visual de uma estrela de cinema e suas canções emotivas, o que significa que nós ainda temos muitas músicas meio termo, que podem funcionar em vários formatos de rádio.

Eu adoraria que as pessoas ouvissem os extremos nesse álbum: Algumas músicas são mais imediatistas e outras mostram a profundidade e qualidade do talento dele, enquanto você cava mais fundo. É como um menu com sete pratos para provar.”

Sobre as dificuldades do gênero rock com o streaming, Bay continua confiante na capacidade que uma canção estelar tem de transcender fronteiras musicais. “Eu acho que se você tem uma ótima música, ela será ouvida,” ele diz. “Não é sempre que funciona, mas foi o critério mais importante para mim – uma ótima canção é a regra de ouro.

“Eu não teria tido a confiança de mostrar para alguém aquela música ou de colocar Pink Lemonade no álbum se não acreditasse firmemente que é uma excelente música.

Então, enquanto há uma estatística que diz que música rock é mais difícil de ser ouvida, isso não vai impedir ninguém de tentar – ou, pelo menos, não deveria – porque no fundo todas as maiores músicas de rock são excelentes músicas. Eu acredito nisso.”

O cantor assinou contrato diretamente com a Republic Records nos Estados Unidos seguindo um disputado cortejo no final de 2012. “Eu estava em Kentish Town, tocando em um pequeno pub, e um cara me filmou com uma câmera enorme,” relembra Bay.

“Eu estava tocando acusticamente algumas das músicas que eu já tinha para o primeiro álbum – Move Together, When We Were On Fire – e o cara tinha essa câmera gigante no ombro durante meu meu set de três músicas. Ele filmou duas delas e colocou uma no YouTube. Eu descobri depois que ele era um cinegrafista.

“Algum tempo depois, pouco antes do Natal, eu comecei a receber ligações de algumas gravadoras e uma das primeiras foi a Republic.

Eles disseram, ‘Nós adoramos sua música e gostaríamos de te trazer para Nova York.’ Eu me encontrei com algumas das outras gravadoras, mas a Republic era a certa, eu me dei muito bem com eles e eles eram muito legais e continuam sendo até hoje, uma galera muito, muito bacana.

Em Fevereiro eu tinha assinado com a Republic – tudo porque eles encontraram esse vídeo nas profundezas do YouTube, eu realmente não sei como eles o acharam – ele tinha 22 visualizações. Felizmente, foram as 22 certas!”

Ele continua: “A Republic entendeu e abraçou o fato de que eu sou um artista inglês, na questão de que é lá que eu moro, então eles fizeram um acordo, onde a Virgin cuidaria diretamente de 99% das coisas que eu fizesse lá e a Republic cuidaria de tudo que ocorresse pelo resto do mundo.

A Republic sempre terá a palavra final sobre o que eu fizer aqui no Reino Unido mas eles confiam bastante na Virgin, e a Virgin entende o que a Republic precisa.”

O progresso de Bay tem sido rápido e foi reconhecido pelo BRIT Awards – ele ganhou o prêmio de Escolha dos Críticos (Critic’s Choice Honour) em 2015, seguido por Melhor Artista Britânico Masculino 12 meses mais tarde. O que fez o público se conectar tão profundamente com Chaos And The Calm?

“Ótima pergunta, porque você nunca tem como saber,” responde Bay. “Eu acho que ele foi confiável, acessível, mas único e tocante – a combinação certa dessas coisas. Musicalmente, não tinha nada de diferente, mas elas eram músicas novas e eu era um artista novo. Isso proporciona um som empolgante e fresco para muitas pessoas.”

O sucesso estrondoso de Chaos And The Calm se deveu parcialmente, é claro, aos singles Hold Back The River que vendeu 1.549.622 de cópias e Let It Go que vendeu 1.224.372 de cópias, as quais atingiram a segunda e décima posição, respectivamente, no Reino Unido. Ele esperava ficar tão conhecido, tão rápido?

“Você sonha sobre como essas músicas que você escreveu – e que ama tanto – farão você ficar superconhecido e te levarão ao redor do mundo,” reflete ele. “Essa é a visão egoísta; a visão realística diz que isso não necessariamente vai acontecer, então ver acontecendo foi uma grata surpresa.

“Tocar no palco Pyramid no Glastonbury e ter 60-70.000 pessoas cantando Hold Back The River em uma sexta à tarde foi um dos melhores momentos da minha vida, com certeza.”

Bay, que é representando por Paul Franklin, CAA, retorna aos palcos para um show intimista no Brixton Electric em 15 de Março. Ele também se apresentará nos festivais Isle Of Wight e TRNSMT no verão (do hemisfério norte). “Ainda tem muitas datas para serem confirmadas,” ele completa.

“Eu participei do Isle Of Wight em 2015 e foi muito divertido. Nos apresentamos no palco principal enquanto o sol se punha em uma tarde de sábado e tinha uma multidão na plateia. Alguém da plateia cantou comigo If You Ever Want To Be In Love [música do Chaos And The Calm]. Esse foi um pequeno momento muito bom.”

O encanto por Bay se estende muito além de sua pátria. “Sua base de turnê é gigante por todo o mundo,” reconhece Cockle. “Ele se deu bem em vários mercados diferentes.”

E no que diz respeito a Bay, isso é apenas o começo.

“A última coisa que você me disse foi, ‘Nós vamos te ver em estádios?’ E isso é um com certeza,” diz Bay, fazendo referência a uma entrevista anterior com o Music Week sobre o lançamento de sua guitarra, pela Epiphone, em Julho do ano passado. “Eu não acho que teria sido capaz de fazer isso se não tivesse estabelecido metas maiores e melhores que as anteriores.

“Me disseram que Chaos And The Calm obteve 3 bilhões de streams de suas músicas em todas as plataformas – fantástico! Eu estou muito orgulhoso de tudo o que consegui com esse álbum, mas esse é o ponto de partida.

Por que eu faria isso se não quisesse eclipsar essas conquistas? Isso é quem eu sou — isso é ousado para caramba mas não me assusta.”

Se Bay não conseguir atingir seus objetivos, você pode ter certeza que não vai ser por falta de tentativa.

“Eu só tenho uma chance nisso e não estaria aqui agora se realmente não acreditasse que [o novo álbum] está pronto e vai chegar longe,” ele diz.

“A expectativa é bem maior do que da primeira vez. Concluo da mesma forma que da última vez que te vi: Arenas – com certeza – ao redor do mundo inteiro.”

 

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Music Week | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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25
/02/

“E em determinado momento, eu senti que o chapéu e o cabelo longo não combinavam mais com minha música.”

Entre Chaos and The Calm, sua mudança radical – musical e visualmente, seu novo álbum, principais inspirações e melhoria de vida, James bateu um papo descontraído com Michael Gebhart, apresentador de um programa na estação de rádio alemã WDR1, no último dia 23.

Primeiramente, Michael perguntou a James se ele “mudou muito“. Como em entrevistas anteriores, o cantor afirma que não, que as músicas estão diferentes porque essa era sua intenção desde o início. Ele diz que queria evoluir e fazer algo novo e que de repente seu cabelo longo e chapéu não combinavam mais com as novas músicas que estava fazendo. Ao finalizar o primeiro single do novo álbum, ele percebeu a necessidade de criar uma nova personna.

Sobre esta nova fase, James diz ainda que todo artista sente essa necessidade de mudar, de ter inspirações musicais e testar novos estilos, de se reinventar.

Em seguida, é pedido que James cite alguns dos artistas que mais o inspiraram atualmente. Ele conta que David Bowie, Frank Ocean, Lorde, LCD Soundsystem, Blondie, Chance The Rapper, Prince, foram suas principais fontes.

Perguntado sobre a melhora de sua condição financeira, James responde que não vive uma vida extravagante, que agora consegue comprar mais ingressos e ir a mais shows, que comprou uma casa, e  que gasta com coisas desse gênero, as quais  não podia fazer antes, mas que, fora isso, pouco mudou e que continua vivendo de forma simples e modesta.

Bay conta ainda que mantém os amigos de antes da fama e que se orgulha de dizer que não mudou com eles e nem eles com ele.

Sobre seu novo trabalho, James diz que começou há muito tempo mas que demorou a concluí-lo por conta da turnê Chaos and The Calm, que não o deixava com muito tempo disponível para gravar. Ele continua, dizendo que sairá em turnê antes do lançamento de seu novo álbum (na primavera europeia). Maiores informações sobre o assunto estarão disponíveis em breve.

Ao fim da entrevista o compositor cita ainda Kings of Leon, Bruce Springsteen, Ryan Adams, The Rolling Stones como principais influências de seu primeiro álbum e a importância de ter crescido em um ambiente tão rico e diverso musicalmente.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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24
/02/

James Bay sobre sua nova música e cortar seu cabelo.

Abaixo você pode conferir uma entrevista com James Bay feita pelo BAZAAR.com sobre seu novo single, novo som, e novo look:

James Bay está quase irreconhecível quando chega para a nossa entrevista. Seu cabelo não está mais até o ombro, está solto. Seu chapéu, sua assinatura, está faltando. Ele está vestindo um único brinco de aro fino, que é novo ou apenas perceptível agora que seus cabelos são curtos. Ele parece nervoso, vestido todo de preto – jaqueta Burberry, jeans e botas – como se ele estivesse de luto por sua personalidade antiga enquanto apresentava uma nova ao mesmo tempo.

Esta é uma nova era para o britânico de 27 anos, esteticamente e sonoramente, começando com seu novo single, ‘Wild Love’. É a primeira versão original desde a sua estreia em 2015, Chaos and the Calm, que lhe valeu três indicações para o Grammy (incluindo o melhor novo artista), um BRIT Award e um espaço de abertura na turnê 1989, da Taylor Swift.

Mas, ao contrário do seu doce álbum folk-rock (que incluiu o melancólico ‘When We Were on Fire’, o doloroso ‘Let It Go’ e ‘Hold Back the River’), ‘Wild Love’ possui um som totalmente novo. Para iniciantes, abre com sintetizadores etéreos, uma diferença surpreendente das faixas de guitarra do Chaos.

Bay tem mais músicas à caminho, também, e tudo parece diferente. Há uma música meio Strokes chamada ‘Pink Lemonade’. Há ‘In My Head’, uma melodia que ele descreve como influenciada pela Vila Sésamo. Há elementos reminiscentes de Chance the Rapper e The Social Experiment. E, para o deleite de seus primeiros fãs, há uma música que Bay escreveu para o Chaos, mas decidiu guardar para mais tarde.

O novo trabalho é “diverso e eclético”, descreve Bay, conversando com as mãos e apoiando os pés em uma borda próxima. “A minha faixa precisa ser ampliada. Eu não quero me limitar a uma faixa estreita.” Mas, tanto quanto ele afirma ter evoluído, o velho James Bay vive em seu sincero lirismo e vocal rockeiro. Ele também promete continuar a tocar com um violão na mão. (Ele começa outra turnê americana em 25 de março).

Então, isso realmente significa que o chapéu icônico de Bay se foi para sempre? “Sim”, ele responde sem hesitação. Mas então ele rapidamente reconsidera. “Quero dizer, quem deve dizer que alguma coisa se foi ou não para sempre?”

Depois de estar em turnê com seu primeiro álbum por quase cinco anos, Bay estava pronto para uma mudança.

“No final de 2016, eu terminei – e, cada vez que digo isso que vou dizer, estou pensando em meus fãs e no quanto eles são importantes para mim – mas eu estava realmente pronto para fazer qualquer coisa, exceto algo que soava como Chaos and the Calm.”

Ele sabia que seu estilo antigo não duraria para sempre.

“Você sabe, ‘cara com um violão, chapéu e cabelos longos’ como uma marca visual e uma marca registrada, foi inteiramente intencional. Eu fiz para conseguir o que eu consegui. Não havia garantia de que eu conseguiria, então é legal que eu consegui, mas sempre teria uma data de venda, sabe?”

“Todo o caráter, para mim, fazendo essa nova música, era que, se eu não avançasse, estaria parado. Eu avançarei. Todos os meus fãs também estiveram em uma jornada comigo ao longo do tempo. Não espero que nenhum deles seja a mesma pessoa que eles eram quando descobriram minha música pela primeira vez.”

Mas abandonar sua imagem reconhecível ainda era um risco.

“Eu comecei a deixar meu cabelo crescer aos 11 ou 12, então, sempre tive cabelos longos. Então, no final de 2017, eu estava quase cortando o cabelo. Agora eu posso andar pelas ruas e as pessoas não estão pulando em mim, especialmente quando não estou em turnê com a música, então não é um grande problema. Mas quando sua identidade torna-se tão pública, você deseja mudar. Você quer mudar quando é o momento certo. Por se tornar uma marca registrada para mim, sempre há algo de assustador em dar o salto, e pensar: ‘Ok, você teve uma coisa pela qual você era conhecido, juntamente com a música. Agora, você vai jogar isso fora.’ Eu sempre teria escolhido fazer isso.”

Ele não usa chapéu desde que cortou o cabelo alguns meses atrás.

“Desde que cortei o cabelo, não coloquei um chapéu na minha cabeça. Eu não cobri esse cabelo. Estranho, mas não tive vontade. Eu usei por tempo suficiente. Eu realmente não sei se vai voltar, ou qualquer coisa. Eu não tenho interesse nisso agora.”

Sua nova música tem influências desde Frank Ocean até Blondie.

“Meu primeiro álbum foi muito direto. Era sobre as músicas. Seria uma guitarra – ou uma guitarra acústica e guitarra elétrica – um kit de bateria, um baixo e alguns teclados. Desta vez, existem todos os tipos de camadas. Em uma faixa, há até um pouco de influência da Vila Sésamo. Há um monte de crianças. Eu consegui esse grupo de meninos e eles estão cantando, mas em um ponto, eu disse: ‘Não se preocupem com a melodia. Apenas gritem a letra.’ Essa é a melhor maneira de descrevê-la.”

“Há coisas de Frank Ocean. Há coisas do LCD Soundsystem. Há coisas de Strokes. Há coisas do Blondie, David Bowie, Prince, Michael Jackson. Eu amo toda essa música. Muita coisa que amei há muitos anos, mas não se aplicava necessariamente ao que estava fazendo no Chaos and the Calm.”

“Nas influências do Chaos and the Calm, houve Bruce Springsteen, Kings of Leon, Ryan Adams, Ray LaMontagne aplicaram-se mais a essa música. Mas agora estou evoluindo.”

Ele trabalhou com Jon Green, um compositor, produtor e amigo íntimo. Mas Bay escreveu principalmente as músicas em um violão, como ele costuma fazer.

“Eu estava fazendo uma mudança e tendo uma mudança tão diferente de onde eu estive sonoramente, se eu fizer isso, eu realmente posso sentir que vou conseguir se as músicas estiverem ótimas. Se as músicas não são ótimas? É como um novo ruído, e está tudo bem, mas não sei se isso vai durar tanto quanto duraria uma ótima música.”

“Então, o objetivo é escrever grandes músicas e, em seguida, juntá-las como eu quisesse, e foram todas aquelas influências que eu nomeei – e apenas meus gostos novos e únicos, instrumentalmente – por isso que ‘Wild Love’ soa desse jeito, e muitas outras faixas também irão. E todas elas não se parecem com ‘Wild Love’.”

Bay não quer ser colocado em uma caixa.

“Olha: todo mundo fica embutido, e eu prefiro ser escolhido e conhecido por algo em oposição a nada. Mas se as pessoas estão dizendo: ‘James, você sabe, tipo íntimo de compositor de trovadores’, que existe aqui [ele forma um círculo com as mãos na frente do rosto]. Está tudo bem, e sempre toquei para isso, porque eu sei que é uma das minhas forças, mas eu tenho forças aqui [ele estica seu braço direito], eu tenho forças aqui embaixo [ele estica seu outro braço para baixo], e também vou tocar com eles, porque acho isso mais emocionante e mais interessante.”

Os fãs de sua rock suave não ficarão desapontados com sua nova música.

“Há alguns momentos – e isso é importante, novamente, voltando para os fãs – que superam a lacuna entre o primeiro álbum e o novo material. Eu confesso, foi mais em retrospectiva que eu reconheci que eu tinha feito isso. E se as pessoas não pensam que mesmo esses momentos superam a lacuna? Eu realmente não me importo. Só espero que gostem das músicas. Muita coisa é sobre ser emocionante, e novo, e diferente para mim e para os fãs, mas é um equilíbrio dos dois.”

Bay não compôs durante a turnê, mas quando ele finalmente estava em casa, ele só descansou por “10 dias” antes de criar novas músicas novamente.

“No final de dezembro de 2016, quando parei a turnê, cheguei em casa e demorei alguns dias. Estes poucos dias, na realidade de muitas outras pessoas, podem durar um ano facilmente. E entendo isso. As pessoas da minha equipe estavam dizendo: ‘Pare um minuto. Leve seis meses. Leve um ano. Relaxe. Esteja em casa. Viva.’ Todas as coisas importantes para a alma e para a criatividade. Mas não tinha interesse nisso. Eu tirei cerca de 10 dias disso.”

Ele gravou o álbum no Reino Unido ao invés dos Estados Unidos.

“No começo de janeiro de 2017, voltei com Jon e continuamos escrevendo, e eu fiz esse álbum em Londres. Então eu consegui me concentrar e me atirar nisso e trabalhar durante a noite se eu precisasse, porque eu estava meio que em casa. O primeiro álbum foi essa enorme empresa, em Nashville, fazendo tudo isso. Havia muita energia nisso, e estava longe de casa. Foi completamente diferente desta vez, então não senti trabalho excessivo.”

Bay tinha o álbum pronto no final de abril de 2017, mas não liberou nada imediatamente. Um dos seus representantes da A&R secretamente enviou sua música ao produtor e compositor Paul Epworth (Adele, Florence + the Machine, Bloc Party) que logo se tornou um fã. Ele deu uma chance a James e se ofereceu para ajudar a finalizar a música em seu estúdio de Londres. Bay ficou chocado.

“Ele disse: ‘Eu acho que essa música pode estar pronta. Se você lançasse amanhã, eu apoiaria isso. Como eu disse, achei brilhante. Mas é maio de 2017. Eu sei que você não está com pressa para lançar amanhã. Eu tenho um estúdio. Se você e Jon estão tranquilos e quiserem passar algumas semanas aqui, há algumas coisas que eu adoraria tentar. Eu sei que estou sendo um pouco ousado, mas sou fã dessas coisas, e se você estiver preparado para isso, eu adoraria tentar alguns sons extras sobre isso. Se você não gostar, jogue fora. Coloque no lixo. Eu ainda apoiaria a música.'”

“Eu nunca vou deixar essa oportunidade passar. Nós levamos a música para Paul, e por algumas semanas, foi mágico. Ele é, obviamente, super talentoso. Ele realmente deu um toque especial na música.”

Os sintetizadores de ‘Wild Love’ foram trabalho de Bay e Green, mas Epworth os mostrou mais sons.

“Eu e Jon entramos nesse mundo, porque Jon é bom nesse tipo de coisas de qualquer maneira, então, inicialmente, esses sons eram só eu e Jon. A maior parte do que você ouve no ‘Wild Love’ é daquilo que escrevemos. É uma espécie de demo.”

“Paul tem esse grande estúdio com vários sintetizadores diferentes, então fomos capazes de apimentar com essas outras nuances e sons que não tivemos acesso antes. E ele tem alguns truques de produtores e se move na mesa de mixagem de uma forma que realmente não conhecíamos, que realmente fez com que o álbum ficasse completo.”

Pode ser surpreendente ouvir a lista de inspirações de Bay com tantos artistas do hip-hop e rap, mas ele é atraído por sua “franqueza e honestidade lírica”, assim como ele é com atos de diferentes gêneros. Ele espera fazer o mesmo com suas músicas.

“Você pode ouvir uma verdadeira honestidade quando é verdadeira honestidade, em qualquer gênero. Então, tenho favoritos no rock e tenho favoritos no rap e no hip-hop por razões realmente únicas.”

“Eu escuto ‘Someone Like You’ da Adele, e ‘Same Drugs’ do Chance the Rapper, porque eu recebo a mesma dose de honestidade de ambos, e eu fico tão feliz todas as vezes.”

“A coisa sobre Chance e Frank Ocean, Kanye e Noname que eu amo é quando eles lançam um pouco de melodia para [o rap] e eles também tem um tipo de canto. Não é tecnicamente perfeito, e essa é a melhor coisa sobre isso. Não estou interessado em nada tecnicamente perfeito, apenas emoção real, sentimento e alma. Há alma em todos os artistas que acabamos de mencionar, e essa é uma das minhas coisas favoritas. Ouço isso em nas músicas do Drake também.”

“Eu adoro uma ótima música pop. ‘All Night’ do Chance The Rapper. É uma música tão incrível. ‘Same Drug’, de uma maneira ligeiramente diferente. ‘Smoke Break’. E todos os hits de Drake. A lista é bastante infinita. ‘Ultralight Beam’ no recente álbum de Kanye. É fenomenal.”

“Se me move, se isso me deixa arrepiado, se isso me faz sentir algo, então coloco em uma playlist, ou eu quero falar sobre isso, ou eu vou me inspirar.”

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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21
/02/

“Eu não estava interessado em fazer o Chaos And The Calm 2”, explica James à Billboard.

Nessa época, no ano passado – apenas três meses atrás – James Bay era conhecido principalmente por seus singles de 2014 “Hold Back The River” e “Let It Go”, bem como sua assinatura de cabelo comprido e chapéu. Mas pouco mais de um mês em 2018, Bay tem um novo visual e som na loja para aqueles que achavam que conheciam James Bay.

O cantor e compositor britânico de 27 anos estreou o primeiro single de seu próximo álbum do segundo ano na quinta-feira (8 de fevereiro), “Wild Love”, que apresenta uma vibração muito mais eletrônica do que o Chaos And The Calm de 2015. Enquanto a música pode pegar os fãs de surpresa um pouquinho, uma mudança musical é algo que eles provavelmente viram chegando, considerando sua mudança de aparência dramática em novembro – os cabelos longos do cantor desapareceram, assim como o chapéu. Mas era uma transformação que Bay sabia que tinha que fazer.

“Mais do que tudo, fiquei animado”, ele conta a Billboard de seu movimento ousado. “Animado” é uma palavra que ele usa muito quando se refere ao seu próximo conjunto de músicas, que foi influenciado por artistas jovens e velhos, e o mais importante, aqueles que não impactaram seu primeiro álbum. “Eu não estava interessado em fazer o Chaos And The Calm 2 – soa chato dizer isso.”

Antes do lançamento da música, Billboard sentou-se com Bay para saber sobre como este novo som surgiu, se ele teve medo de cortar o cabelo e a “evolução” que ele está pronto para compartilhar com seus fãs na segunda rodada. Abaixo, confira uma transcrição editada da conversa:

“2016 foi um ano de transição interessante – emocionalmente e mentalmente. 2016 foi estranho porque era tão emocionante, e esse tipo de campanha e ciclo de turnê pareceram mais intermináveis ​​do que nunca, mas ao mesmo tempo, o fim estava mais próximo do que nunca. E, durante todo o tempo, eu realmente estava gostando muito de tocar essas músicas, mas com o passar do tempo e com aquele ano passando rapidamente, senti cada vez mais esse desejo de separar as antigas músicas um pouco, porque eu estava desesperado para tocar mais ao vivo, mas com novos materiais.

No começo de 2017 – isso foi bem quando eu estava escrevendo música nova – eu estava curtindo muito o álbum do Frank Ocean, Channel Orange. Isso, coisas do Chance The Rapper, Lorde, David Bowie. O LCD Soundsystem sempre esteve entre as coisas que eu ouço há anos, e eu sempre achei legal. Como a música de Daft Punk, isso meio que influencia, em alguns aspectos, as músicas que eu fiz agora… coisas do Prince e Michael Jackson, eu amo desde que eu era criança. Antes mesmo do meu primeiro álbum ter saído, adorava a música mais tradicional e com alma.

Isso não fez parte do Chaos And The Calm. Esse foi o capítulo um para mim, estou vendo isso como o capítulo dois. Pego todas as minhas coisas favoritas sobre esses artistas, e escrevo músicas novas e originais e misturo essas músicas nesses novos sons. Esse combo cria um novo som para mim como artista, e acho um novo som no momento. Era um reinado livre, e não havia prazo.

A música da Lorde é uma [influência para o novo álbum]. “Liability” é ótima – todo o “I’m a liability”, a frase daquela música… suas letras são fantásticas. Sua produção é sempre interessante, porque não acho que ela precise fazer muito. Mas se ela fizer mais e arrumar o som, ainda é emocionante. “Green Light” – definitivamente há, às vezes, mais coisas acontecendo. “Perfect Places”, há uma quantidade razoável de coisas acontecendo com ela, como artista, mas parece certo. Meu ponto é que “Liability” é como uma coisa deslumbrante, despojada. Eu adoro esse alcance dinâmico. Eu mesmo vou sempre para esse tipo de coisa.

Chance O Rapper… Há algumas músicas nesse álbum, Coloring Book, que são pesadas em seu som. E são tipos de discos pop muito prontos para rádio, então isso foi muito influente, eu estava tirando disso. Mas, então, ele tem coisas como “How Great”, que é uma espécie de situação gospel. E isso é realmente legal – ouvir um artista como esse, que está tão na vanguarda da música pop, voltar para suas próprias raízes até certo ponto. Eu estava lendo que é o grupo de coro de seu primo que está cantando. Então ele tem músicas como “Smoke Break” e “Juke Jam” e eles são este meio-termo ardente. Mas há grandes ganchos, é ótima música pop, ótima escrita pop… Ainda estou procurando minhas melhores versões dessas coisas toda vez que escrevo.

Terminamos a turnê em 20 de dezembro de 2016, lembro-me bem. No final de janeiro de 2017, eu tinha um punhado de músicas neste novo álbum. Eu vivo para ser musical e criativo, mas estava desesperado por sentir que era algo novo e diferente para mim. Tudo estava pronto para ser lançado.

Eu tinha muitas coisas a dizer sobre isso, porque eu passaria todo o tempo com todas o pessoal da turnê – essa família da estrada, essa gangue na estrada. Esse clube é o clube mais legal do qual você poderia fazer parte. Mas eu tenho uma namorada em casa que eu conheci há 10 anos. Não é bom estar longe de casa ou dela por longos períodos de tempo.

Finalmente terminei e voltei, nós [eu e ela] podíamos passar o tempo todo que queríamos juntos. É um momento tão conflitante, porque chegou a hora de tirar uma “folga” daquelas pessoas brilhantes com quem eu viajava – há dois aspectos negativos e há dois positivos, e tudo isso culmina com esse sentido de união e em quão difícil pode ser às vezes. A vida lhe dará problemas, mas é claro que existem alguns pelos quais definitivamente valem a pena lutar. Em todos os tipos de maneiras diferentes, esse tipo de emoção surgiu. E essa coisa de união tornou-se um tema forte em todo o álbum.

“Wild Love” me pareceu como um grande tipo de reintrodução para mim mesmo como artista. Havia um grande número de opções, e eu gosto de como essa música não está desesperada por atenção, mas isso acontece – eu acho que merece isso. Não demora muito para curtir. Suponho que o que estou tentando dizer é que ela tem absolutamente um imediatismo.

Tudo isso é um exercício de evolução, e acho que é isso que a música pop tem que ser. E a música pop é muito mais sem gênero do que nunca antes, o que é realmente emocionante. Não é tão tribal como era. Isso é muito emocionante para alguém que está fazendo novas músicas.

Reconhecendo que a evolução é a coisa mais emocionante para se animar no pop, na música em geral. O chapéu e a situação dos cabelos, comecei a andar por aí assim há muito tempo, e foi intencional. Eu continuava usando o chapéu e o cabelo, na esperança de que se tornasse meu próprio look icônico, uma marca registrada. Eu tive cabelos longos por cerca de 15 anos – metade da minha vida. Depois de muito tempo, não há nada mais emocionante e refrescante do que a mudança. Tudo está ligado.

Não havia medo, evoluir sempre foi muito importante para mim. Então, essa é a rota que escolhi. Eu até falei com o meu gerente – eu disse, “eu vou tirar o chapéu e os cabelos.” Tivemos um momento rápido em que queríamos dizer em voz alta que era a opção mais assustadora, mas quero dizer, como mudar se não fazemos coisas que nos assustam?

David Bowie disse: “Eu não sei o que vou fazer depois, mas eu prometo que não vai ser chato.” Isso é algo para se pensar. Há muitas outras coisas que alimentam o porquê eu fiz as coisas que fiz e troquei o jeito que eu tenho, mas, assim que você ouve algo assim, de um exemplo perfeito de camaleão bem sucedido, você irá se sentir mais confiante de que é o certo, pelo menos para mim.

Eu não sei o que vem depois, então eu tenho que dar o meu melhor. Eu prometo que será brilhante. Eu audaciosamente e com confiança, digo isso. Eu acredito nisso.”

Fonte: Billboard | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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18
/02/

James Bay diz que o desenho “Vila Sésamo” o inspirou em Eletric Light.

No último dia 14, aconteceu o NME Awards, premiação da revista britânica NMW que presenteia os grupos ou artistas solo que mais se destacaram no ano passado ou que contribuíram para a música ao longo da sua própria carreira.

James Bay foi convidado da premiação e foi o responsável por apresentar a categoria de “Melhor Vídeo” e também aproveitou para contar mais sobre o álbum novo nomeado “Eletric Light“, ainda sem data de estreia, e contou que as músicas de abertura dos desenhos “Rei Leão” e “Vila Sésamo” serviram como inspirações para suas músicas.

Confira a entrevista legendada:

 

 

 

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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