James Bay Brasil

03
/10/

James Bay bate um papo com a Bandwagon Asia sobre Electric Light, confira:

Em julho deste ano, rolou em Jakarta, na Indonésia, o festival We The Fest. A Bandwagon Asia aproveitou a oportunidade para bater um papo com James Bay nos bastidores do evento,  foram quatro perguntas envolvendo o Electric Light e as preferências musicais de James, o resultado você encontra embaixo:

Bandwagon: Seu novo álbum foi lançado há alguns meses, como você se sente em saber que ele está disponível para todo o mundo?

James Bay: Dá uma grande sensação de alívio e empolgação, lançar as músicas e deixar que as pessoas as digiram, o que demora um pouco. E agora, eu estou em uma fase onde posso tocar essas músicas ao vivo e todos as conhecem, o que é maravilhoso, muito legal. Então, é incrível que elas finalmente tenham sido lançadas. Foi um processo intenso, bem como deve ser, e eu gostei muito que tenha sido assim. Meu primeiro álbum, Chaos and The Calm, teve, no geral, uma recepção muito boa; por isso, eu me senti muito pressionado. Eu queria amar minhas novas músicas, tanto quanto ou até mais que as do Chaos and The Calm. Eu senti que tinha uma ideia melhor do que queria fazer musicalmente, e isso se deve ao fato de ter tocado ao vivo também. Mas eu estou muito empolgado com as músicas novas, preciso dizer, eu as adoro. 

Bandwagon: Como você sabe que gosta de uma música?

James Bay: É preciso prática, chegar em um ponto onde você é bom em entender e aceitar que gosta de uma música ou algo que criou. Porque no começo, você só quer conseguir criar e dizer: “eu fiz isso”. É um pensamento e experiência totalmente diferentes de chegar no ponto onde você pode dizer: “dá uma olhada nisso, eu acho que é brilhante”, o que é uma grande diferença. Você precisa aprender a descobrir o que realmente gosta, e ser bem sincero consigo mesmo, e eu ainda estou aprendendo a fazer isso. Demora, sabe, demora muito, mas eu acho que estou chegando lá, e com certeza cheguei com ‘Electric Light‘. Com ele, eu cheguei rapidamente na fase em que estava soando como gostaria e fazendo o que queria ouvir, então estou bem satisfeito com o álbum. 

Bandwagon: Qual foi sua inspiração ao fazer este álbum?

James Bay: Para mim foi uma lista grande de pessoas, teve David Bowie, Prince, Blondie, The Strokes, Frank Ocean, LCD Sound System, dentre vários outros artistas. E então ao mesmo tempo, outra coisa que eu queria colocar nestas músicas era a energia que tenho quando me apresento ao vivo. Eu não queria fazer um álbum ao vivo, mas queria capturar essa energia imediata [que recebo em shows]. Por isso, eu não perdi tempo gravando minha voz 15 vezes em cada música, eu gravei duas ou três no máximo e, na maioria das vezes, usamos a primeira ou a segunda, porque pareciam mais verdadeiras, mais reais. E esse foi um processo completamente diferente para mim, em relação ao primeiro álbum, eu não era bom nisso, nele. Eu mudava cada palavra, e mudava mais uma vez, eu cantava tudo de novo… Desta vez, foi tudo de primeira ou segunda, e eu gostei muito disso, foi libertador.

Bandwagon: Quem mais te ajudou a fazer este álbum?

James Bay: Para chegar naquele espaço e me sentir mais livre e tranquilo em relação às regravações, foi Jon Green, que é meu amigo há muito tempo e com quem eu escrevi este álbum inteiro, exceto uma música. Ele é um excelente produtor, compositor e músico, eu aprendi tanto com ele ao longo dos anos! Ele é muito bom em fazer as coisas calmamente, apenas tentando ser “musical” e não pensar demais sobre o assunto, ele me ajudou muito com isso. E então nós fomos convidados por um produtor muito famoso, Paul Epworth, para irmos ao seu estúdio. Ele era fã da música que estávamos fazendo para este álbum, ele ouviu alguns dos primeiros demos e nos ajudou a progredir aquele som, nos apresentou a elementos que inicialmente eu não tinha muita certeza [que funcionariam], é meio difícil para eu descrever, porque ele estava lá, em sua mesa de mixagem, e ele sabe muito sobre como utilizá-la e sons sintetizados. Eu amei o resultado que ele estava obtendo, havia alguns sintetizadores muito atmosféricos, que geravam sons diferentes por todo o álbum. Eu não tenho muita certeza como ele fazia isso, isso faz parte da mágica e genialidade de Paul Epworth, ele conhece todos esses inúmeros movimentos e truques com diversos sintetizadores e equalizadores em sua mesa, que alguém [leigo] como eu não sabe nada sobre. Então, foi fascinante simplesmente ficar sentado, relaxado e curtindo, ele realmente realmente trouxe aquele elemento que foi a quarta dimensão da música, ele proporcionou isso de uma forma muito significativa.

A entrevista, sem legenda, você confere clicando aqui.

19
/09/

James Bay diz que foi influenciado por Justin Bieber e que já começou a escrever para o próximo álbum.

Durante a passagem de James Bay na Indonésia, a entrevistadora da rádio Heatwave conversou com o músico para falar sobre seu novo álbum e sobre os planos para o futuro.

Para começar, a entrevistadora fala que a música de James sofreu uma grande mudança desde de seu primeiro álbum, Chaos And The Calm, até o segundo, Electric Light. Ao responder, Bay afirma não ser o tipo de artista que sempre se inspira nos mesmos músicos e que seu propósito é mudar sempre que necessário: “A maior influência foi uma coleção de artistas que não inspiraram meu primeiro álbum. No meu primeiro álbum, eu escutei muito Kings Of Leon, muito Ryan Adams, Ray LaMontagne e músicas antigas como Carole King. Nenhum desses artistas inspiraram meu segundo álbum. A maior influência do segundo foram pessoas como David Bowie, Prince, Lorde, Frank Ocean, e a outra coisa temática que inspirou o segundo álbum foi a união, o ato de estar junto com as pessoas, como oposto de estar dividido.”

Depois disso, a entrevistadora contou que sua música preferida do álbum é “In My Head“, faixa que separa os dois momentos do álbum. James comentou que foi uma música muito legal de se fazer e que a música “Where Are Ü Now” do Jack U e Justin Bieber o inspirou: “Nessa faixa há muitos sons diferentes, também tem um pouco de auto-tune, que é algo que nunca havia usado antes. Alguns artistas usam o auto-tune como instrumento e foi o que eu quis fazer também. Há uma música do Justin Bieber que me inspirou a fazer isso.”

Houve também, indícios de que James Bay já está trabalhando no próximo álbum: “Já comecei a escrever para o próximo álbum. Não está claro como irá soar, então não tenho muito o que te falar, mas sei que será em torno da minha voz e guitarra, porque grande parte de mim como artista, é a guitarra. Estou ansioso para descobrir.”

A entrevistadora aproveitou também para fazer uma brincadeira e tentou prever o futuro de Bay, como por exemplo, seu próximo corte de cabelo para o próximo álbum.

O resultado foi o seguinte: James Bay raspará o cabelo, usará uma camiseta polo rosa com chinelos e terá uma mochila do pokémon charmander como acessório. 

A entrevista, sem legenda, você confere clicando aqui.

 

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12
/09/

LADYGUNN: James Bay conta sobre a pressão do segundo álbum e qual seu objetivo na música.

Saiu nessa quarta-feira, a nova edição da revista digital da LadyGunn e nela, há um pequeno artigo, escrito pela Erica Hawkins, sobre a pressão que James Bay sofreu por causa da mudança de estilo que teve em seu segundo álbum e conta qual seu verdadeiro objetivo na música.

Confira a entrevista traduzida pela nossa equipe logo abaixo:

“Sou um pouco esquisito, mas eu meio que – isso vai soar estranho – mas eu meio que abraço minha própria honestidade nas coisas. Quem não sente pressão sob si mesmo? Mas para mim, pressão é importante. Sentir ansiedade é importante. Ter esse sentimento e curiosidade sobre o que as pessoas dizem sobre você também é importante. Seria uma droga se ninguém se importasse. Então, se eles falam algo sobre mim – seja bom ou ruim – é importante.”

Essa é a resposta de James Bay sobre a antecipação, pressão e alegria em torno do seu segundo álbum, Electric Light, que saiu em maio. Eu sei o que você está pensando e sei que está certo. Ele pode ser alto e inteligente, mas o cantor e compositor inglês está bem ciente de todos esses comentários “maldosos” e se inclina para a auto depreciação, mesmo recebendo muitos elogios.

Ele me lembra de um garoto esperto e foto da escola primaria – que não tem noção das paixões que acumula porque está ocupado demais lendo e relendo as páginas de seus livros preferidos e que não confia muito em sua aparência, – veja Bay, assim como sua música, você é encantador e atraente, sendo com cabelo grande ou com cabelos curtos.

Seu álbum de estreia, Chaos and the Calm, recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum de Rock , e seu single “Hold Back the River” recebeu uma indicação de Melhor Canção Rock e também lhe rendeu uma nomeação como Melhor Novo Artista. Mas Bay, três anos depois, ficou mais do que feliz em abraçar todos os aspectos do nascimento de um novo álbum, usando uma energia diferente para impulsionar-se em uma nova direção. “Essa é a coisa estranha sobre mim: eu gosto desse sentimento de mudança. Havia muita tensão, pressão e ansiedade sob todas essas coisas novas, mas eu amo isso porque também amo a música que eu faço… E se não amasse, talvez não teria feito. Por mais estranho que isso possa soar.” Bay decidiu em 2016 que estava pronto para parar de fazer turnês e voltar para o estúdio: “eu senti o ardente desejo de escrever novamente. Desesperado é a palavra certa. Eu estava desesperado, animado e ansioso para escrever e ter um material novo.“.

O processo lírico após o sucesso de seu primeiro álbum não foi fácil, mas Bay não esperava que fosse. “Nada faz com que escrever uma música seja fácil, nada disso é fácil, e eu acho que é obviamente por isso que é tão especial ou tão mágico. Estranhamente dizendo, eu me aprofundei muito mais nesse segundo álbum do que no primeiro.”.

São histórias humanas que estão no centro do trabalho de James Bay, sendo elas interações românticas ou não. Todas elas têm o objetivo de afetar quem ouve. “A arte existe para mover as pessoas. Você pode dançar, chorar e até mesmo beijar alguém enquanto ouve música. Meu objetivo é mover as pessoas. E eu espero que isso aconteça sempre.“.

 

 

Fonte l Traduzido e adaptado pela equipe James Bay Brasil. Não copie ou reproduza sem os créditos!

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21
/06/

James Bay dá show em abertura para a banda The Rolling Stones.

James Bay foi um dos cantores convidados para abrir o último dia de show da nova turnê do The Rolling Stones, intitulada “No Filter” por Londres. Ele teve a honra de tocar no estádio Twickenham, na última Terça-Feira (19/05), na qual fez um show de abertura muito elogiado pelos fãs da banda que não o conheciam.

James Bay já comentou que seu pai também era obcecado pela banda e que já foi a 20 vezes ao Wembley Stadium para assistir os Stones. A banda de apoio de James acreditaram estar em um sonho. Não é por menos, né?!

O ápice da noite foi quando Mick Jagger o convidou para cantar “Beast of Burden” juntos. Confira fotos e vídeos desse momento:

No Filter Tour > The Rolling Stones & James Bay > Álbum

James ficou tão feliz com a repercussão que minutos depois do show postou em seu Twitter: “Essa banda provavelmente formou o meu jeito de fazer música e performar mais do que qualquer outra. A paixão e energia deles no palco é tão inspiradora. Não consigo acreditar que ontem foi real.”

James Bay também deu uma entrevista nos bastidores, minutos antes de entrar no palco e comentou que não imaginava um momento tão especial em sua vida desde então. Confira a entrevista legendada abaixo:

Vale lembrar que em 2015, James conheceu Ronnie Wood (guitarrista da banda) em uma premiação e o convidou para tocar em um show da Chaos And The Calm Tour. Veja o vídeo:

 

James não cansa de nos orgulhar, né? 😉

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01
/06/

O rockeiro dos pés cheirosos.

No dia 25 do mês passado, James Bay foi entrevistado pela NME Magazine e contou a Dan Stubbs um pouco mais sobre sua carreira, sua cidade natal e seu irmão, Alex Francis. Além de, claro, comentar sobre suas inspirações musicais e um dos assuntos mais polêmicos de toda a sua carreira: seu novo visual.

A matéria começa com James dizendo que “é uma benção ter um lugar tranquilo como aquele [seu quarto de hotel]”, em seguida, ele anuncia que vai tirar seus sapatos e que Dan nada deve temer pois seus “pés são cheirosos”.

Nesse clima descontraído, somos informados por Stubbs que James faz parte do clube de “Artistas Que São Muito Mais Relevantes Do Que Você Pensa Mas Que Ninguém Sabe Muita Coisa Sobre Eles” e que George Ezra é seu vice-presidente.

Em seguida, o cantor de Electric Light comenta a forte influência que o single Ultralight Beam do álbum The Life of Pablo de Kanye West exerceu em seu trabalho. Ele compartilha ainda a grande importância que seu amigo, John Green, teve no álbum e que todas as vozes nele eram suas, de John ou dos dois juntos.

James conta também como entrou em contato e convenceu Natalia Dyer, a Nancy de Stranger Things, a participar de seu clipe “Wild Love”:

“Bastou a coisa mais humana de todas: pegar o telefone. ‘Oi Natalia. Eu sou o James, você talvez não saiba quem eu sou, mas eu tenho uma nova música sendo lançada, eu a enviarei à você e adoraria saber o que você achou dela, se você gostar, toparia estar em seu clipe?”

Ainda sobre Stranger Things, James revela que se fosse um personagem da série, seria Lucas ou Will ou, mais provavelmente, o irmão mais velho de Will, já que ele é o “nerd da música e um pouco introvertido”.

No assunto “conte-me mais sobre você” James diz que vive atualmente em Islington, mas que vem de Hitchin, e que lá é um local muito seguro, onde se é muito fácil viver e crescer. Nesse momento, ele também fala um pouco sobre sua adolescência, que chegou a participar de uma banda com seu irmão, Alex Francis e um amigo, a quem ele se refere apenas como Tom.

Pouco tempo depois, ele decidiu que o melhor caminho era uma carreira solo e, enquanto seu irmão e amigos se encontravam com frequência em pubs, James preferia ficar em casa fazendo o que mais gostava: tocando guitarra. Mais tarde, James começaria a tocar pelas ruas de Brighton, onde estudava, e em Londres em noites de Open Mic.

Quanto perguntado se Alex gosta do sucesso de James, ele responde “Nós nos encontramos o tempo todo, moramos próximos um do outro, então essa é realmente uma boa pergunta. Esta é a melhor resposta que posso te dar. Ele está orgulhoso. Eu sei que está orgulhoso. Ele aparece de vez em quando [nos shows], também é cantor. Ele canta com os backing vocals algumas vezes, o que têm sido divertido para ele, poder ver tudo dos bastidores.”

“Como você se sentiu quando percebeu pela primeira vez, que tinha fãs?” – é a próxima pergunta e Bay não titubeia – “Louco. Maravilhoso, espetacular. Muito muito legal. De repente você tem… Digo é todo uma sensação de propósito, você de repente percebe que tem um.”

E então, o momento mais aguardado por todos os entrevistadores e temido por James chega: a infame pergunta sobre o cabelo. James leva na boa e conta que recentemente, em uma entrevista nos Estados Unidos, um repórter lhe disse: “Por favor, não me diga que eu fui a única pessoa que não perguntou sobre o seu cabelo”, ele diz que sua resposta foi “só notei agora mas sim, foi” e que, então, ele o abraçou.

Dando continuidade ao tema, o cantor de Hold Back The River, diz que tudo o que faz é proposital, que quando começou a usar o chapéu, há muitos e muitos anos, foi com a intenção de que, talvez um dia, este se tornasse uma marca, que o identificasse, mas que, da mesma forma que surgiu com esse intuito, ele também poderia sumir a qualquer momento.

E, como esperado, a entrevista termina de forma tão bem humorada quanto começou, acompanhe seu trecho final:

“A entrevista termina de forma calorosa, mas com um aperto de mão e não abraço, quando a NME se dispede de Bay em seu hotel.

“Apenas jornalistas que resistem e não perguntam sobre o chapéu ganham abraço.” ele diz.

Aqui está mais uma coisa sobre James Bay: ele é mais engraçado do que você pensa. Tiramos o chapéu para ele.”

Já sabem né baes? Se esbarrarem com o James por aí, nada de mencionar o chapéu!

Confira o ensaio feito para a entrevista:

Photoshoots > Meet The New James Bay > Álbum

A matéria completa você acessa clicando aqui.

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01
/06/

James Bay sobre seu cabelo em entrevista à revista Half&Half.

No último dia 16, foi publicada uma entrevista cedida por James Bay à revista americana Half&Half. Em uma conversa com Sam Keeler e Jaycee Rockhold, Bay fala sobre seu cabelo, sobre suas fases enquanto artista e suas opiniões sobre a desigualdade no mundo da música.

O bate-papo começa tendo como tema o “hiatus” de Bay e o artista comenta como esse conceito vem mudando ao longo dos anos “É interessante. Você não pode se afastar, principalmente no mundo da música pop, por cinco minutos sem que pareça que se afastou por um ano, e eu me afastei por um ano. Acho que foi mesmo um hiatus, mas, quando ouço minhas bandas preferidas dizendo que estão em hiatus, isso geralmente significa cinco, dez anos. Eu entendo que estamos nesse momento da música onde você tem que estar visível, trabalhando, em turnê, fazendo campanha, tudo isso enquanto escreve e cria [coisas novas]. Basicamente você não pode se afastar um pouco sem dizerem que está em “hiatus”. […]. Eu faço tanto parte dessa geração que não posso discordar disso. […] porque eu mesmo entendo que o negócio agora, é estar fazendo shows e escrevendo coisas novas que vão animar todo mundo, entende?”

Sobre este assunto, James comenta ainda a importância que “se afastar de tudo” teve para ele, pois só assim conseguiu compôr e montar seu novo álbum. Ele teve dificuldade para escrever músicas novas enquanto estava na estrada e precisava de um tempo fora dos holofotes para reunir suas ideias e organizá-las da melhor forma possível, tanto que, ele acreditava que ficaria até mais tempo sem fazer shows.

“Dois dias após o término da turnê [Chaos and The Calm], eu fui inundado por ideias novas” – conta Bay, esclarecendo ainda, que todas as músicas de Electric Light já estavam finalizadas em Março. De Abril em diante, foram apenas toques finais.

Quando perguntado sobre a diferença da sonoridade deste álbum em relação ao primeiro e sobre suas influências musicais atualmente, James conta que se apaixonou pelo som dos sintetizadores e sabia que tinha incluí-los, bem como uma bateria elétrica, em suas novas músicas. Ele se diz essencialmente um guitarrista e que isso pode ser percebido em 99% de suas músicas mas que, neste álbum, sentiu também a necessidade de explorar sons novos.

Sobre suas influências musicais, Bay diz que sempre ouviu Prince, Frank Ocean, David Bowie, mas que nunca comentou sobre eles antes e que, por isso, as pessoas se surpreenderam quando perceberam o quanto Electric Light foi influenciado por esses artistas. Essa surpresa era justamente a meta de James, que conclui dizendo que gosta de empolgar e chocar as pessoas.

No meio da entrevista, o cantor/compositor de Pink Lemonade conta ainda que pretende atrair novos fãs bem como manter os antigos, com seu novo trabalho, e que os fãs podem esperar coisas diferentes em seus shows ao vivo. Ele comenta ainda que a desigualdade de gênero no mundo da música é algo realmente indesculpável e que, é um dever de todos, mudar essa realidade.

Ao ser perguntado sobre “O que James gostaria que perguntassem a ele, mas ninguém perguntou“, o cantor avisa que sua resposta será o contrário, que ele dirá o que não gostaria mais de ser perguntado: “Quando as pessoas querem falar sobre meu corte de cabelo ou sobre eu ter parado de usar chapéu, muitas delas dizem “desculpa perguntar isso, mas eu preciso”. E então perguntam “por que você cortou o cabelo?” Eu só queria saber por que elas se desculpam. Eu quero saber porque elas acham que têm que perguntar isso. A última pessoa que me fez essa pergunta, disse que estava fazendo porque todo mundo faz. Eu penso assim: Por que você tem que perguntar se todo mundo já pergunta? Você está fazendo a mesma pergunta chata e repetitiva. E toda vez eles percebem que terão uma resposta entediante.” – responde Bay

Por fim, James afirma estar em sua fase “diferente e evoluída“, e que se vê em constante estado de evolução e transformação, tanto que acredita que, na próxima vez que lançar algum material novo, mudará algo novamente.

Confira o ensaio feito para a matéria logo abaixo:

Photoshoots > Half&Half > Álbum

 

Você pode conferir a matéria original na íntegra clicando aqui.

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09
/05/

James Bay fala sobre seu novo estilo para a Q Magazine.

A edição desse mês da revista Q Magazine traz uma matéria com James Bay falando sobre seu novo estilo, a ascensão do músico e os shows com o novo álbum. Confira a seguir a tradução:

É James Bay que começa falando primeiro. “Eu fiz uma entrevista no outro dia”, ele começa, sentado no andar de cima no Fillmore, em San Francisco. “Sempre começa com, ‘Desculpe, odeio fazer isso, mas… tenho que perguntar sobre o chapéu'”. Não que ele pareça excessivamente incomodado com essas perguntas. “Eu imagino que David Bowie recebia muitas perguntas: ‘Onde estão suas sobrancelhas? Por que seu cabelo está amarelo agora?'”

Apesar de um bolero preto de abas largas estar em cima de uma maleta de voo do lado de fora de seu camarim, o trovador que usava Fedora que está por trás do LP de estreia duas vezes platina Chaos And The Calm não pode ser visto hoje. Em vez disso, Bay se senta com calça social, botas de bico de aço e uma camisa brilhante que brilha contra a pele de porcelana, passando os dedos pelo cabelo recém-cortado. Não é apenas o guarda-roupa que recebeu uma revisão também. O segundo álbum, Electric Light, descarta o estilo roots-lite de seu antecessor em favor de um som mais moderno e que inclui o pop eletrônico, o R&B e as falhas sentimentais dos discos recentes de Bon Iver.

Bay aponta para os vocais do auto-tuning e para os sintetizadores flutuantes do primeiro single, Wild Love, como o sinal de sua reinvenção. “Me sentei e escutei e soube naquele momento que não se trata de música que seria executada por um cara de cabelo comprido e chapéu. Então eu mudei”, ele argumenta. “Permanecer o mesmo é chato. Prince mudou o nome dele. Michael Jackson passou de smoking e afro para chapéu, luva, jaqueta de couro vermelha, fivelas e uma jaqueta de motoqueiro em seus três álbuns mais importantes. Existem algumas mudanças bizarras e potencialmente biológicas que também ocorreram, mas…”

Eles são comparações grandiosas para fazer, mas transparece que Bay atualmente tem seus olhos determinados em alguns grandes prêmios. O Fillmore é um lugar especial para “The Bay” – como sua equipe o chama. Quando ele estava crescendo em Hitchin, ele estudou os álbuns ao vivo gravados aqui por Aretha Franklin e The Black Crowes e tocou nesta sala em seu aniversário de 23 anos, abertura para o cantor americano de blues, ZZ Ward. Agora com 27 anos, ele experimentou uma série de vitórias sensacionais.

Chaos And The Calm foi um sucesso transatlântico: número 1 no Reino Unido, número 3 nos Estados Unidos. Ele ganhou o prêmio Critics’ Choice 2015, tocou em Glastonbury’s Pyramid Stage e apoiou Taylor Swift na turnê européia, 1989. Vendo aquele nível de pop de perto o fez ir atrás disso ele mesmo. No Brits de 2016, ele ocupou um lugar como guitarrista de Justin Bieber (“Foi louco: ‘Olha, nós perdemos nosso cara. James está pronto para isso?’ Eu não vou dizer não”). A turnê de Taylor Swift, no entanto, foi a verdadeira revelação para ele. “Eu entrei com expansão em minha mente. Saí ainda mais sacudido, com ainda mais fome por essa escala. Você experimenta aquela sensação e é incrível.”

Em apenas 2.500 pessoas, o público de hoje à noite é menos da metade do tamanho dos que ele deve tocar no final deste ano, trabalhando como um campo de testes para uma fusão de material antigo e novas músicas “para enlouquecer as pessoas”.

Conforme o local se enche, a escala do show de Bay começa a se revelar. É a produção que te impressiona tanto quanto quando ele começa a cantar. Embora o palco seja modesto, Bay trata como se estivesse em uma arena. Uma projeção de filme, que passa em uma tela enorme, de dois atores em um relacionamento conturbado, seu diálogo espelhando a letra da faixa de abertura de Electric Light. É o tipo de coisa que você está mais acostumado a ver em um grande show pop, em que alguns temas e histórias fantásticas são procedimentos de final de livro.

Ele também entra bastante na estrela pop. De vermelho, jaqueta de couro estilo Michael Jackson em Thriller e camiseta preta, acompanhada de gritos ensurdecedores. A nova banda de apoio de quatro músicos de Bay e dois cantores de apoio injetam mais soul e R&B nas favoritos de violão, como Craving, e o rock, ainda não ouvido, de Us and Slide. O último arranjo despojado permite que a banda abaixe os intrumentos e todos se juntam em torno de um microfone atrás de Bay, como sua própria linha de apoio de Bay. Ele termina com uma gravação do poema de Allen Ginsberg, Song, que termina quando ele sai para uma troca de roupas no meio do set. Sua roupa muda junto com a sua troca de guitarra, com quase um instrumento diferente para cada música.

Para aqueles que não se incomodam com o novo arranjo de assobios e sinos de Bay, ainda há muitos momentos mais sérios, de um homem e seis cordas. Bay passa por músicas muito sentimentais, como When We Were On Fire, por exemplo.

Esses números mais antigos parecem um pouco equivocados agora, e certamente o próprio Bay parece mais entretido gritando a nova, Pink Lemonade, tingida de Blondie. Ele calça os pés e sacode a cabeça; mais livre e muito mais dinâmico. “Eu preciso de uma coisa de você”, diz ele. “Você precisa ser muito barulhento.” A multidão obriga, incitando palmas, e em Just For Tonight eles carregam um refrão inteiro, então Bay não precisa. “Ouça”, ele fala com todo o charme galã de Harry Styles. “Eu tinha minhas expectativas altas. Mas eu não esperava isso. E eu amo isso.”

Para acompanhar a versatilidade das novas músicas, a voz de Bay também se diversificou. Raspando e zombando do melhor sucesso Best Fake Smile, em Wild Love ele é silenciado para permitir que as nuances elétricas floresçam. Com uma versão pré-encore do hit Hold Back The River, ele soa como um britânico do Kings Of Leon. Isso provoca os fãs em uma rodada final de gritos ensurdecedores quando ele volta para um último número antes de ir para Kiss, do Prince, um pequeno aceno para seu novo capricho.

Nos bastidores, Bay recorda uma época em que os gritos eram tão desconfortáveis ​​que ele teve que se encolher durante uma apresentação. “Eu posso entender porquê os Beatles pararam de tocar”, ele diz, sua escolha de referência novamente traindo a escala de suas ambições. Retirando-se para seu camarim, é hora de resfriar as cordas vocais com um umidificador e se preparar para o próximo show. Não há cerveja, não há festa, mas há uma grande estrela pop em espera.

 

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02
/05/

James Bay fala sobre o modelo Epiphone com sua assinatura e o processo de gravação do novo álbum.

Faltando apenas 16 dias para o segundo álbum do James, Electric Light, a Epiphone conversou com ele sobre a pressão da indústria e sobre sua nova guitarra favorita. Confira a entrevista traduzida pela nossa equipe:

É ótimo falar com você de novo, James! Como está sua nova Epiphone Century?

Minha nova Epiphone está ótima, eu devo dizer. Eu vejo vários fãs postando e dizendo, “olha, eu tenho a sua guitarra assinada”, o que é muito legal. Mas para mim, ela é meio que minha favorita, como você sabe, esse modelo – o formato e o som. Epiphone foi obviamente muito, muito gentil comigo e me deu algumas relíquias que eram realmente incríveis, como a minha Century original de ’66. Nós acabamos de finalizar duas semanas de ensaio para a turnê e ela está incrível. E é triste retirar uma boa guitarra da turnê. Esses modelos com assinatura são realmente fantásticos.

Para guitarristas que não estão familiarizados com a Century, é um corpo oco e ainda muito alta desplugada. Ainda mais do que a Casino. Ela realmente é uma guitarra semi acústica.

Você disse tudo. Eu até gosto de como ela pode soar mais acústica e não tem um corpo muito “fundo”. Eu coloquei cordas de 0,12mm e desci um tom. E tem uma coisa nisso – ela fica bastante gutural e permanece muito ressonante. Eu posso te dizer que para o novo álbum, eu peguei uma Epiphone Coronet antiga e toquei boa parte junto com a Century durante a gravação do álbum. Eu sou apaixonado pela Coronet e tudo, mas é só uma tábua de madeira (risos). Não tem ressonância. Eu gosto da Century como um instrumento acústico. E entre isso ela soa muito bem plugada ou desplugada. Quando você tem a Century plugada, ainda parece um instrumento acústico, como uma caixa ressonante. E eu acho que parece uma combinação de muito ar se movendo e um tipo de massacre acontecendo. Eu amo isso.

Deve ser uma pressão muito grande em cima de você em gravar outro álbum. Como foi pra você reinventar sua música?

Boa pergunta. Sobre reinvenção… reinvenção foi uma dos aspectos mais excitantes sobre gravar um novo álbum. Eu não estava interessado em fazer a mesma coisa de novo. Não dá pra dizer que está completamente diferente, mas há momentos do novo álbum que estão muito distantes de Chaos and the Calm. E como pressão, eu absolutamente coloquei pressão em mim mesmo, e eu sei que há expectativas além da gravadora, além das pessoas das rádios, mas para os meus fãs – que são as pessoas mais importantes.
Eu acho pressão uma coisa excitante. Por exemplo, Bowie gravou Young Americans e então teve tempo para fazer outra coisa e alguns anos mais tarde sai Let’s Dance. É assim que funciona na minha cabeça quando eu penso num segundo álbum. Então, isso se torna uma coisa incrivelmente excitante. Além de mim, claro, existe as pessoas da gravadora que estão esperando de dedos cruzados que isso fique bom (risadas). Mas isso só me deixa mais animado. Eu acredito genuinamente que isso só nutre o quão bem eu posso fazer um álbum. Eu não consigo ver muita negatividade nisso. Eu sei que isso é ser muito otimista, porque eu poderia estar morrendo de nervoso e isso poderia ser horrível. Mas eu só aproveito essa parte da jornada onde as pessoas se perguntam “O que ele fará em seguida?”. Eu tenho essa “plataforma para intensificar?” e meio que conquistar a pressão e o momento. Eu abraço tudo. É muito divertido, eu devo dizer. “Vocês querem que eu tente fazer melhor da próxima? Bem, veja isso!”

Parece que os seus fãs apoiam essa mentalidade.

Eles apoiam. Eu tenho fãs de uma enorme variedade de gostos, o que é uma coisa incrível de poder dizer. Se todos os meus fãs forem como Dads aos seus 40 anos e amarem Wilco – por exemplo – isso irá imediatamente ser mais limitado e eu sei que eu tenho fãs que gostam de Justin Biebere eu tenho fãs que adoram Derek and The Dominoes e fãs que adoram o primeiro álbum da Adele. É um amplo aspecto. Musicalidade e criatividade, tem muitas coisas com as quais eu preciso trabalhar. Muitas influências diferentes que eu posso usar na minha manga. Há algumas músicas nesse novo álbum em que eu estava absolutamente relembrando de ter 12 anos na escola quando The Strokes estava fazendo música pela primeira vez.

Como você gosta de trabalhar no estúdio?

Mais do que da primeira vez. É uma confiança nova. Eu ainda amo a ideia de gravar ao vivo com um grupo, mas eu ainda não fiz isso. Eu tenho 100 segundos de gravação que foi assim. Eu tive um momento incrível da primeira vez, mas eu estava aprendendo as regras do estúdio, que é uma coisa complicada. E desta vez, eu realmente mudei meu ambiente. No primeiro álbum, nós fomos para Blackbird em Nashville, o qual você deve ser, está entre um dos top 10 estúdios do mundo. E eu me senti incrível lá. Mas eu saí da minha primeira experiência sabendo disso. E sabendo que eu queria fazer algo diferente com o segundo álbum, a última coisa que eu queria era estar em um estúdio chique. E pensando sobre isso, eu percebi que eu tenho mais confiança do que eu jamais tive no estúdio menos chique que você pode imaginar. E isso estoura aquela bolha de pressão, e faz tudo ser uma experiência divertida, sabe? Pressão desaparece e eu estava livre para escrever ótimas músicas e eu acredito que eu fiz isso. Eu estava livre para explorar como preencher essas faixas. Eu estava fazendo tudo isso entre Janeiro e Abril de 2017. Eu terminei a turnê em Dezembro de 2016 e comecei a fazer música em Janeiro de 2017, então a gravadora nem sabia o que eu estava fazendo. Eles não sabiam que eu estava trabalhando, então não existiu pressão. Eu enterrei os meus pés sem saber que estava fazendo isso. Eu permiti a mim mesmo ter uma experiência sem preocupações e divertida. Era um estúdio porão com uma pequena pedaleira 4×4. Não tinha ninguém me ligando pra saber como estavam indo as coisas, porque ninguém sabia que eu estava ali.

Então, fazendo esse álbum em um espaço pequeno e mais relaxante, como as músicas novas se transformam para uma banda inteira, para uma experiência de um palco enorme?

Não soa necessariamente como uma atmosfera íntima quando você escuta. Soa como se nós estivéssemos num lugar louco. Nós criamos isso sonicamente. Eu vou pro estúdio, tomo uma xícara de chá, e como uma mala de viagem que fica desfeita no quarto de hotel, você de repente tem cabos, microfones, teclados pra tudo que é lado. Eu adoro isso, porque isso não existe em Blackbird, o qual era um lugar divino com assistentes que estavam empacotando as coisas e arrumando os cabos debaixo dos seus pés enquanto procuram um sintonizador e de repente eles já ligaram a sua guitarra. Era o paraíso mas eu quis mudar o cenário. Cortar pra um pano de fundo diferente e me sentir em casa de uma outra forma. Foi uma ótima experiência e um caos agradável.

Enquanto você se prepara para sair em turnê com esse álbum, o que você tem escutado?

Várias coisas, cara – eu estou sempre pensando em como o David Bowie fazia as coisas no palco. Eu fui ver o Bon Iver noite passada e foi genuinamente excepcional. Eu escuto velhos artistas como Prince. O show do Drake foi ótimo. Eu vi filmes do Bruce Springsteen em estádios e outro dia eu estava em Nova York e fui assistir sua performance solo (no teatro Walter Kerr) e foi incrível. Então tudo desde um show do Drake até show solo do Springsteen me fez pensar sobre o que eu farei em vivo. Eu também tenho assistido coisas sobre dança contemporânea. Eu gosto de ver o que a iluminação faz e todo o conjunto de palco. Eu acho tudo inspirador.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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Pink Lemonade, Us e Slide serão as próximas músicas lançadas por Bay.

Wild Thing: Por dentro da sensacional reinvenção de James Bay em 2018.

Por James Hanley em 26 de Fevereiro de 2018 ás 3:51PM

Passados mais ou menos 15 minutos do encontro com James Bay, em um espaçoso estúdio em Islington, o grande elefante branco da sala ganha destaque.

O cabelo grande e chapéu característicos de Bay – tão associados ao cantor/compositor britânico – foram deixados de lado sem cerimônia, antes do lançamento do álbum número dois, mas por quê?

“Estava na hora”, sorri Bay, antecipando a questão inevitável. “Foi tão intencional criar um estilo próprio com o cabelo e o chapéu quanto foi se afastar do mesmo cabelo e chapéu. Evolução – isso me move.”

Enquanto sua reinvenção fez com que o modelo de 27 anos olhasse para frente, um pop star escolher abandonar o que já era certo em um ponto crítico de sua carreira é, sem dúvidas, uma atitude corajosa – ainda que, como Bay, essa pessoa pareça ter acabado de sair de uma passarela de Milão.

“Quando um look padrão começa a funcionar e você é conhecido por algo mais que apenas a sua música, o pessoal do marketing e da gravadora adoram,” sugere Bay. “Então quando eu disse, ‘Não, vou me livrar disso’, eles ficaram tipo, ‘Que?’ Eu não avisei a eles com muita antecedência, mas isso diz muito sobre a ótima relação que tenho com minha gravadora – eles abraçam o que eu quero fazer. É tudo sobre evolução, sobre começar de novo – mesmo cara, nova versão.”

Não é apenas a imagem que mudou: Wild Love, a primeira fatia do segundo álbum ainda-sem-nome de Bay, marca uma mudança distinguível de direção, evocando comparações com Drake e Frank Ocean.

“Fico feliz em ouvir isso,” ri Bay. “Wild Love é um exemplo de como Drake, Prince e Frank Ocean foram grandes influências neste álbum. Ao mesmo tempo, Bowie, Blondie, The Strokes, LCD Soundsystem foram influências tão fortes quanto – só talvez não tão óbvias nessa música.

“Há músicas nesse álbum que parecem mais similares às antigas e, por isso, mais seguras, como um primeiro movimento, e então há outras que são tão diferentes das antigas, que me pareceram um pouco mais arriscadas. Nunca foi minha intenção ir pelo que era seguro, então, nós precisamos encontrar um meio termo – e Wild Love foi o meio termo perfeito.

“Estou confiante com as coisas que crio e quero surpreender as pessoas, quero virar suas cabeças e fazê-las aumentar o volume do rádio. É por isso que Wild Love pareceu ser o primeiro passo correto.”

Que ela foi bem-sucedida em desafiar certos preconceitos, é música para os ouvidos de Bay. “Algumas pessoas que ouviram a música disseram, ‘Quem é esse?’ E elas não conseguem adivinhar,” ele observa.

“Eu adoro isso – porque quando elas descobrirem que sou eu, elas serão, repentinamente, tomadas com essa ideia da evolução da minha música e minha enquanto artista. Foi o certo e mais empolgante primeiro passo, e isso mostrou às pessoas que dessa vez não será o mesmo som que foi da primeira vez.

“A música alimenta tudo. Ela informa o resto. Assim que eu comecei a escrever essas músicas, eu sabia que não poderia me apresentar como a mesma coisa. Eu não poderia tocar essa música com minha camiseta pequena e estreita, um grande chapéu e cabelos longos soltos, teria parecido errado. Eu adoro artistas que evoluem e o correto é fazer isso.”

Bay foi bem dono do seu próprio nariz nesse aspecto, salienta Ted Cockle, presidente da Virgin EMI. “Nenhum de nós ficará com o crédito,” ele explica. “O artista foi a pessoa que categoricamente levou as coisas à frente e, quando [Wild Love] foi tocada, nós achamos que essa era a melhor representação de levar algo à frente.

“Ela ainda tinha a emoção de músicas como Let It Go e Hold Back the River que o representam tão bem. Você não pode fugir de tudo, e nós achamos que, se fôssemos reter um elemento de James Bay, seria provavelmente aquela emoção – a qual Wild Love pareceu ter em abundância.”

Bay, nascido em Hertfordshire, está trabalhando em uma posição de poder – seu álbum de estreia, topo das paradas de sucesso, Chaos And The Calm (2015) vendeu 811.082 cópias no Reino Unido, de acordo com a Official Charts Company. Bay fez turnê extensiva para promover o álbum, mas gastou a maior parte de 2017 trabalhando no álbum sucessor.

“Ele ficou pronto bem rápido,” diz ele. “Isso não significa automaticamente que ele é ótimo mas, se você tiver sorte, o álbum fica pronto rápido e é ótimo. Eu comecei a compor esse álbum há um ano. Ninguém disse, ‘Nós precisamos logo de um single novo,’ mas eu tinha muita energia em mim para fazer música nova e fazer algo que sonoramente ainda não tivesse feito antes.

“Eu tive muitas novas influências e fiquei inspirado em fazer outras coisas, para mudar o som e ir para algo maior – muito maior – algumas vezes, mas ainda respeitando a dinâmica mais íntima que eu sou conhecido por.”

“Você não pode controlar o ritmo que as coisas se encaixam – é um pouco de sorte. Mas coloque bastante trabalho árduo e você deve conseguir fazer essa sorte andar um pouco mais rápido.”

Se há um jeito fácil e um difícil de se tratar essa “dificuldade” do segundo álbum, Bay tem seus pés no chão. Cockle está ciente das possíveis armadilhas comerciais de tal abordagem.

“Deve o artista dar às pessoas o que elas já esperam dele, ou deve ele seguir em frente?,” pondera ele. “Essa é sempre a decisão assustadora que os artistas devem tomar.

“Você sempre corre o risco de se afogar no comércio quando se torna mais aventureiro e progressivo com seu som; É sempre o dilema e isso torna tudo mais assustador e empolgante.

Ele cita Frank Ocean e James Blake em termos de inspirações sonoras e seus álbuns não necessariamente estouraram nas paradas ou venderam o maior número de cópias – e ele está consciente disso. Por outro lado, o álbum dele tem a profundidade dos outros, mas com músicas mais convencionais, as quais nós acreditamos que podem tocar nas rádios por muito mais tempo.”

Quaisquer que sejam os riscos a curto prazo, Cockle está seguro de que a mudança valerá a pena a longo prazo. “Eu acho que ele acaba de garantir para si mais uma década na indústria, por contrariar tantas pessoas,” ele diz. “Ele mostrou que pode agir em níveis muito diferentes e surpreender as pessoas.”

Os primeiros sinais são encorajadores: Wild Love atingiu a 39ª posição nas paradas mesmo com pouquíssima divulgação, e as expectativas permanecem altas. “Nossa ambição é de, claramente, chegar no enorme sucesso de Chaos And The Calm,” declara Cockle.

“Nós não vemos nenhuma razão pela qual não deveríamos ter essa meta novamente em nossos radares. Nosso plano é nos certificarmos que, mesmo que hajam algumas músicas mais aventureiras, todo mundo encontre algo em comum com o álbum, que pode funcionar para eles, em todos os lugares que ele (James) foi bem-sucedido antes.”

Esboçando a estratégia com meses de antecedência, Cockle revela que várias músicas serão lançadas antes do álbum, “Em Março, nós temos Pink Lemonade que certamente, dada a resposta dos Estados Unidos à música, será particularmente boa no local e em alguns de seus mercados.

Então Us vem em Abril e nós temos a canção Slide, que é mais lenta, então, ainda há muitas camadas por vir, mesmo antes do lançamento do álbum.

“Ele tem o visual de uma estrela de cinema e suas canções emotivas, o que significa que nós ainda temos muitas músicas meio termo, que podem funcionar em vários formatos de rádio.

Eu adoraria que as pessoas ouvissem os extremos nesse álbum: Algumas músicas são mais imediatistas e outras mostram a profundidade e qualidade do talento dele, enquanto você cava mais fundo. É como um menu com sete pratos para provar.”

Sobre as dificuldades do gênero rock com o streaming, Bay continua confiante na capacidade que uma canção estelar tem de transcender fronteiras musicais. “Eu acho que se você tem uma ótima música, ela será ouvida,” ele diz. “Não é sempre que funciona, mas foi o critério mais importante para mim – uma ótima canção é a regra de ouro.

“Eu não teria tido a confiança de mostrar para alguém aquela música ou de colocar Pink Lemonade no álbum se não acreditasse firmemente que é uma excelente música.

Então, enquanto há uma estatística que diz que música rock é mais difícil de ser ouvida, isso não vai impedir ninguém de tentar – ou, pelo menos, não deveria – porque no fundo todas as maiores músicas de rock são excelentes músicas. Eu acredito nisso.”

O cantor assinou contrato diretamente com a Republic Records nos Estados Unidos seguindo um disputado cortejo no final de 2012. “Eu estava em Kentish Town, tocando em um pequeno pub, e um cara me filmou com uma câmera enorme,” relembra Bay.

“Eu estava tocando acusticamente algumas das músicas que eu já tinha para o primeiro álbum – Move Together, When We Were On Fire – e o cara tinha essa câmera gigante no ombro durante meu meu set de três músicas. Ele filmou duas delas e colocou uma no YouTube. Eu descobri depois que ele era um cinegrafista.

“Algum tempo depois, pouco antes do Natal, eu comecei a receber ligações de algumas gravadoras e uma das primeiras foi a Republic.

Eles disseram, ‘Nós adoramos sua música e gostaríamos de te trazer para Nova York.’ Eu me encontrei com algumas das outras gravadoras, mas a Republic era a certa, eu me dei muito bem com eles e eles eram muito legais e continuam sendo até hoje, uma galera muito, muito bacana.

Em Fevereiro eu tinha assinado com a Republic – tudo porque eles encontraram esse vídeo nas profundezas do YouTube, eu realmente não sei como eles o acharam – ele tinha 22 visualizações. Felizmente, foram as 22 certas!”

Ele continua: “A Republic entendeu e abraçou o fato de que eu sou um artista inglês, na questão de que é lá que eu moro, então eles fizeram um acordo, onde a Virgin cuidaria diretamente de 99% das coisas que eu fizesse lá e a Republic cuidaria de tudo que ocorresse pelo resto do mundo.

A Republic sempre terá a palavra final sobre o que eu fizer aqui no Reino Unido mas eles confiam bastante na Virgin, e a Virgin entende o que a Republic precisa.”

O progresso de Bay tem sido rápido e foi reconhecido pelo BRIT Awards – ele ganhou o prêmio de Escolha dos Críticos (Critic’s Choice Honour) em 2015, seguido por Melhor Artista Britânico Masculino 12 meses mais tarde. O que fez o público se conectar tão profundamente com Chaos And The Calm?

“Ótima pergunta, porque você nunca tem como saber,” responde Bay. “Eu acho que ele foi confiável, acessível, mas único e tocante – a combinação certa dessas coisas. Musicalmente, não tinha nada de diferente, mas elas eram músicas novas e eu era um artista novo. Isso proporciona um som empolgante e fresco para muitas pessoas.”

O sucesso estrondoso de Chaos And The Calm se deveu parcialmente, é claro, aos singles Hold Back The River que vendeu 1.549.622 de cópias e Let It Go que vendeu 1.224.372 de cópias, as quais atingiram a segunda e décima posição, respectivamente, no Reino Unido. Ele esperava ficar tão conhecido, tão rápido?

“Você sonha sobre como essas músicas que você escreveu – e que ama tanto – farão você ficar superconhecido e te levarão ao redor do mundo,” reflete ele. “Essa é a visão egoísta; a visão realística diz que isso não necessariamente vai acontecer, então ver acontecendo foi uma grata surpresa.

“Tocar no palco Pyramid no Glastonbury e ter 60-70.000 pessoas cantando Hold Back The River em uma sexta à tarde foi um dos melhores momentos da minha vida, com certeza.”

Bay, que é representando por Paul Franklin, CAA, retorna aos palcos para um show intimista no Brixton Electric em 15 de Março. Ele também se apresentará nos festivais Isle Of Wight e TRNSMT no verão (do hemisfério norte). “Ainda tem muitas datas para serem confirmadas,” ele completa.

“Eu participei do Isle Of Wight em 2015 e foi muito divertido. Nos apresentamos no palco principal enquanto o sol se punha em uma tarde de sábado e tinha uma multidão na plateia. Alguém da plateia cantou comigo If You Ever Want To Be In Love [música do Chaos And The Calm]. Esse foi um pequeno momento muito bom.”

O encanto por Bay se estende muito além de sua pátria. “Sua base de turnê é gigante por todo o mundo,” reconhece Cockle. “Ele se deu bem em vários mercados diferentes.”

E no que diz respeito a Bay, isso é apenas o começo.

“A última coisa que você me disse foi, ‘Nós vamos te ver em estádios?’ E isso é um com certeza,” diz Bay, fazendo referência a uma entrevista anterior com o Music Week sobre o lançamento de sua guitarra, pela Epiphone, em Julho do ano passado. “Eu não acho que teria sido capaz de fazer isso se não tivesse estabelecido metas maiores e melhores que as anteriores.

“Me disseram que Chaos And The Calm obteve 3 bilhões de streams de suas músicas em todas as plataformas – fantástico! Eu estou muito orgulhoso de tudo o que consegui com esse álbum, mas esse é o ponto de partida.

Por que eu faria isso se não quisesse eclipsar essas conquistas? Isso é quem eu sou — isso é ousado para caramba mas não me assusta.”

Se Bay não conseguir atingir seus objetivos, você pode ter certeza que não vai ser por falta de tentativa.

“Eu só tenho uma chance nisso e não estaria aqui agora se realmente não acreditasse que [o novo álbum] está pronto e vai chegar longe,” ele diz.

“A expectativa é bem maior do que da primeira vez. Concluo da mesma forma que da última vez que te vi: Arenas – com certeza – ao redor do mundo inteiro.”

 

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Music Week | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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“E em determinado momento, eu senti que o chapéu e o cabelo longo não combinavam mais com minha música.”

Entre Chaos and The Calm, sua mudança radical – musical e visualmente, seu novo álbum, principais inspirações e melhoria de vida, James bateu um papo descontraído com Michael Gebhart, apresentador de um programa na estação de rádio alemã WDR1, no último dia 23.

Primeiramente, Michael perguntou a James se ele “mudou muito“. Como em entrevistas anteriores, o cantor afirma que não, que as músicas estão diferentes porque essa era sua intenção desde o início. Ele diz que queria evoluir e fazer algo novo e que de repente seu cabelo longo e chapéu não combinavam mais com as novas músicas que estava fazendo. Ao finalizar o primeiro single do novo álbum, ele percebeu a necessidade de criar uma nova personna.

Sobre esta nova fase, James diz ainda que todo artista sente essa necessidade de mudar, de ter inspirações musicais e testar novos estilos, de se reinventar.

Em seguida, é pedido que James cite alguns dos artistas que mais o inspiraram atualmente. Ele conta que David Bowie, Frank Ocean, Lorde, LCD Soundsystem, Blondie, Chance The Rapper, Prince, foram suas principais fontes.

Perguntado sobre a melhora de sua condição financeira, James responde que não vive uma vida extravagante, que agora consegue comprar mais ingressos e ir a mais shows, que comprou uma casa, e  que gasta com coisas desse gênero, as quais  não podia fazer antes, mas que, fora isso, pouco mudou e que continua vivendo de forma simples e modesta.

Bay conta ainda que mantém os amigos de antes da fama e que se orgulha de dizer que não mudou com eles e nem eles com ele.

Sobre seu novo trabalho, James diz que começou há muito tempo mas que demorou a concluí-lo por conta da turnê Chaos and The Calm, que não o deixava com muito tempo disponível para gravar. Ele continua, dizendo que sairá em turnê antes do lançamento de seu novo álbum (na primavera europeia). Maiores informações sobre o assunto estarão disponíveis em breve.

Ao fim da entrevista o compositor cita ainda Kings of Leon, Bruce Springsteen, Ryan Adams, The Rolling Stones como principais influências de seu primeiro álbum e a importância de ter crescido em um ambiente tão rico e diverso musicalmente.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

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