‘Chaos and Calm’ Em Evidência.

James Bay cativou o mundo com o lançamento de seu cd de estreia, Chaos and The Calm, núm.1 nas paradas. Gravado no Blackbird Studios, em Nashville, com o produtor Jacquire King (ganhador do Grammy). O álbum recebeu aclamação global, o que consolidou a reputação de Bay como um talento único e moderno, um incrível compositor e um ótimo guitarrista.

“Minha Epiphone Century 1966 tem estado ao redor do mundo comigo, mas, agora, está envelhecendo, e se tornando mais difícil de ser mantida em turnê”, disse Bay. “Ter minha guitarra exclusiva feita pela Epiphone é algo que eu sonho desde que comecei a usar seus instrumentos, quando era criança. E, agora, esse sonho está se tornando realidade. Eu tive muita sorte em me juntar à Epiphone para criar meu modelo exclusivo Century! Agora, eu tenho uma versão ainda melhor da minha guitarra preferida para levar para a estrada e posso compartilhá-la com o mundo.”

Epiphone.com conversou com Bay sobre sua exclusiva Epiphone Signature “1966” Century, descobrindo a Masterbilt Century Olympic, na sequência de Chaos and the Calm.

EPIPHONE: O que o levou a escolher a sua Century 1966 Vintage e como aquela guitarra define o seu estilo?
JAMES: A Epiphone Century é um modelo antigo que não é feito desde o final dos anos 60, a minha é o modelo de 1966. É uma guitarra bem simples, que não vem com muitas variações de tom, o que é uma das coisas que mais gosto nela. É um instrumento sem pretensões, você tem que torná-lo seu. Para mim, a Century é uma archtop (tipo de violão/guitarra) particularmente legal, porque tem um corpo oco, feito de madeira leve, e com um captador P-90, ao invés de um humbucker (outro tipo de captador). E o cavalete de madeira tudo-em-um é uma variação legal do que geralmente é esperado em uma guitarra tradicional. Essas são as coisas que realmente me levaram a escolhe-lá. Bem como sua corda G diferenciada, ao invés da normal geralmente encontrada em outras guitarras. Isso muda a minha forma de tocar, o que mantém as coisas interessantes e me desafia a tentar diferentes formas de tocar e compor.

EPIPHONE: Você costuma usar apenas uma guitarra na maioria de suas composições ou varia? Como você deixa esse processo “fresco”?
JAMES: Eu escrevi quase todo o meu primeiro CD, Chaos and The Calm, na minha Century. E isso ajudou muito a encaixar todas as peças para mim. Eu compunha e me apresentava com um violão Jumbo até que eu encontrei a Century. A jumbo era ótima mas inegavelmente acústica. Eu queria preservar aquela sonoridade profunda e grave mas fazê-la crescer mais, o que o P-90 na minha Century permitiu. Ultimamente, escrevendo para o meu segundo álbum, eu variei bem mais. Parece certo me distanciar do que se tornou tão familiar, para manter tudo “fresco”. Eu tenho usado uma Gibson Les Paul Special – 1960 antiga. Ela era originalmente Amarelo TV, mas alguém a pintou com uma tinta barata vermelha. É bem desafiadora, com dois P-90s, o que eu amo. Tem sido divertido me afastar das de corpo oco por um minuto, ainda que eu venha usando a nova Epiphone Olympic Masterbilt com amplificadores de guitarra enquanto componho, o que soa incrível também!

EPIPHONE: Quem são os artistas, cantores ou escritores que têm sido como “guias” para você conforme sua carreira decolou ao longo dos anos?
JAMES: Michael Jackson, Bruce Springsteen, Joni Mitchell e Ray LaMontagne são artistas que sempre me inspiraram, mesmo quando eu nem escrevia músicas ainda. Mas de uns tempos para cá, a lista de escritores e artistas cresceu bastante. Inspirando meu primeiro cd, teve desde Kings of Leon até Feist. Eu lia muito James Baldwin também. Ele me inspira imensamente liricamente. Mais recentemente, os artistas que influenciam meu próximo álbum variam de David Bowie a Chance The Rapper, Beyoncé e Frank Ocean.

EPIPHONE: Você cria novas músicas quando em turnê ou você precisa estar em casa e distante da indústria musical para compôr?
JAMES: Eu gosto de me afastar de tudo quando estou escrevendo e fazendo novas músicas. Eu gosto de estar longe da estrada e de toda a loucura de divulgação da turnê. Eu escrevo um pouco quando em turnê, mas é mais um processo de coletar muitas ideias e partes de músicas. No momento, eu passo muito tempo no estúdio, quase 24 horas por dia, 7 dias por semana. Então, depois de 3 anos de viagens e aventuras, minha “gaveta criativa” está explodindo com inspiração, ideias e uma nova, diferente perspectiva de tudo. Durante o processo de composição, eu fico pensando muito sobre como as músicas soarão no palco, isso me ajuda a pensar mais amplamente, melodicamente e dinamicamente.

EPIPHONE: Na época analógica/pré-digital, havia um som particularmente “britânico” e um “americano”, parcialmente por causa de razões técnicas. Fitas cassete e outros equipamentos eram feitos diferentemente em cada país. Hoje em dia, conforme você viaja pelo mundo, quais diferenças você percebe entre a música americana e a britânica?
JAMES: Na parada musical da rádio pop americana, eu acho que a versão americana é sempre um pouco mais polida e eficiente na sua entrega. Michael Jackson, Beyoncé, Bruno Mars, Taylor Swift, musicalmente sempre tem sido à prova de balas. Tudo “pega”, eles cortam toda a gordura da música,, muito legal. E enquanto a América certamente sabe como rock n’ roll, eu sinto que o Reino Unido tem uma marca única de “legal” quando falamos de sons mais orgânicos e alternativos. Você pode ouvir uma atitude de ‘não tô nem aí’ neles, e isso acrescenta tanto a música. Eu não ouço muito isso na versão americana. De Led Zeppelin e The Rolling Stones, á Bowie, Oasis e The Libertines; os britânicos fazem essas coisas muito bem. Mas eu diria que, no fim das contas, isso faz parte do longo relacionamento de vai e volta que a música americana e britânica têm.

EPIPHONE: A Epiphone Century se tornou a sua guitarra, o instrumento com o qual você mais se identifica. Existem outras Epiphones que você usa ou está interessado em testar?
JAMES: Como disse anteriormente, a Masterbilt Olympic é excelente. Eu a liguei em um Fender Vibrolux e um Selmer Truvoice antigo. A pegada acústica dela é rasgada e dá lugar à um som muito louco, chocante! Também a Tamio Okuda Elitist Coronet parece maravilhosa, adoraria testá-la (percebeu o vício em P-90 de aparecendo?!). Tem algumas Epiphones de corpo sólido, como a Coronet, que eu adoraria passar um tempo com.

 

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.