O James Hanley, do site Music Week conversou com o James sobre o álbum novo. Confira a matéria traduzida:

Qual o maior indicativo de que um novo artista conseguiu obter sucesso? Possivelmente um hit? Um Brit Award? Um disco de platina duplo do seu álbum de estréia?

E tudo isso junto? Pois James Bay pode tirar cada uma dessas conquistas da sua lista de coisas a fazer desde que Hold Back The River foi lançada ao mundo em Novembro de 2014.

Ele ainda tem 26 anos e está apenas começando. “Faz seis meses desde que eu saí da estrada, eu estou me sentindo muito criativo. Eu estou trabalhando em música nova,” Bay diz ao Music Week.

A continuação do seu álbum de estréia Chaos and The Calm, o qual vendeu 788.095 cópias no Reino Unido de acordo com o Official Charts, provavelmente veja a luz do dia no ano que vem, ele revela.

“Está pela frente – eu ainda não sei exatamente quando sairá – mas quanto mais eu trabalho em música nova, mais próximo nós ficamos de saber,” ele diz.

“Nós ficamos em turnê por um longo tempo e eu realmente gostei disso. A única coisa que me fez sentir um pouco negativo sobre isso no final, foi que eu amo essas músicas, mas eu realmente queria apimentá-las com um material novo. Então, é isso o que eu estou fazendo agora e eu está sendo fantástico fazer isso.”

Bay, que é gerenciado pela Closer Artists, contesta reclamações de que música de guitarra não está na moda ultimamente.
“É engraçado, as pessoas passaram os últimos 10 anos dizendo que não há muitos guitarristas no rádio, mas você não precisa procurar muito para encontrá-los,” ele afirma. “Eu estive ouvindo aos últimos álbuns de Frank Ocean e Chance The Rapper, e a musicalidade é incrível. Mas quando há música de guitarra no rádio, não é necessariamente sobre a guitarra tanto quanto é sobre a música.” Ele acrescenta.

O vencedor do Brits Critics’ Choice trabalhou com outros compositores como Iain Archer, Paul Barry e Jake Gosling em músicas para seu LP de estréia, e reagiu com interesse na recente pesquisa do Music Week que revelou que é preciso em média de 4,53 pessoas para escrever grandes hits em 2017.

“Se nós formos falar em porcentagem, foi 99,9% sustentado por mim, mas eu tive momentos ótimos com algumas pessoas que se tornaram amigas muito próximas, que escreveram e co-escreveram,” ele explica sobre seu próprio processo de composição.

“É sobre trabalhar junto – da mesma forma que Mick Jagger parecia não conseguir criar nenhum início sozinho, então ele escrevia com Keith. Isso que mantém divertido, e mantém a energia no ambiente de composição. Eu sou um grande fã do Ray Lamontagne, e eu me lembro de ter lido sobre a jornada meticulosa que ele se submete para compor, se mantendo sozinho por longos períodos de tempo.

Ele fala sobre como isso uma experiência bastante extenuante e eu consigo associar isso – eu escrevo músicas sozinho e eu as finalizo dessa forma. Mas é muito divertido reunir as pessoas numa sala, então não me surpreende que esse seja o número de pessoas necessário para criar um hit.

Outra coisa que também é divertida, é quando você tem esse sentimento que pode ter criado uma especial, e imediatamente há essa reafirmação de pessoas que estão tão entusiasmadas com isso quanto você está. Se você está sozinho, tudo bem, ótimo. Mas é emocionante estar com amigos e ter essa experiência juntos.”

A fabricante de guitarras Epiphone revelou recentemente a nova James Bay 1966 Century Archtop Outfit, inspirada na Epiphone vintage do cantor de 1966. Para um viciado em guitarra como Bay, você pode supor que esta é a maior honra de todas.

“Como um músico que toca guitarra há quase 15 anos, eu iria ler sobre modelos assinados e eu sonharia em ter uma minha algum dia,” ele sorri.

“Eu pensei que seria uma coisa que eu teria que fazer cinco ou dez álbuns para conseguir, mas por ter feito um álbum e ter dedicado a música para aquela guitarra – e aquela guitarra para a música – é muito legal eles reconhecerem isso.”

Depois do caos dos últimos anos, Bay está curtindo alguma – muito necessária – calma mas ele não ficará longe por muito tempo, com os pensamentos inevitavelmente retornando para esse segundo LP.

“Eu quero que esse próximo álbum supere tudo o que o primeiro fez,” declara. “Eu estou realmente animado sobre as músicas que eu estou fazendo – o que nem sempre é o caso, qualquer artista lhe dirá isso! Mas eu estou animado sobre uma nova versão de tudo o que eu sou.”

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.