Em julho deste ano, rolou em Jakarta, na Indonésia, o festival We The Fest. A Bandwagon Asia aproveitou a oportunidade para bater um papo com James Bay nos bastidores do evento,  foram quatro perguntas envolvendo o Electric Light e as preferências musicais de James, o resultado você encontra embaixo:

Bandwagon: Seu novo álbum foi lançado há alguns meses, como você se sente em saber que ele está disponível para todo o mundo?

James Bay: Dá uma grande sensação de alívio e empolgação, lançar as músicas e deixar que as pessoas as digiram, o que demora um pouco. E agora, eu estou em uma fase onde posso tocar essas músicas ao vivo e todos as conhecem, o que é maravilhoso, muito legal. Então, é incrível que elas finalmente tenham sido lançadas. Foi um processo intenso, bem como deve ser, e eu gostei muito que tenha sido assim. Meu primeiro álbum, Chaos and The Calm, teve, no geral, uma recepção muito boa; por isso, eu me senti muito pressionado. Eu queria amar minhas novas músicas, tanto quanto ou até mais que as do Chaos and The Calm. Eu senti que tinha uma ideia melhor do que queria fazer musicalmente, e isso se deve ao fato de ter tocado ao vivo também. Mas eu estou muito empolgado com as músicas novas, preciso dizer, eu as adoro. 

Bandwagon: Como você sabe que gosta de uma música?

James Bay: É preciso prática, chegar em um ponto onde você é bom em entender e aceitar que gosta de uma música ou algo que criou. Porque no começo, você só quer conseguir criar e dizer: “eu fiz isso”. É um pensamento e experiência totalmente diferentes de chegar no ponto onde você pode dizer: “dá uma olhada nisso, eu acho que é brilhante”, o que é uma grande diferença. Você precisa aprender a descobrir o que realmente gosta, e ser bem sincero consigo mesmo, e eu ainda estou aprendendo a fazer isso. Demora, sabe, demora muito, mas eu acho que estou chegando lá, e com certeza cheguei com ‘Electric Light‘. Com ele, eu cheguei rapidamente na fase em que estava soando como gostaria e fazendo o que queria ouvir, então estou bem satisfeito com o álbum. 

Bandwagon: Qual foi sua inspiração ao fazer este álbum?

James Bay: Para mim foi uma lista grande de pessoas, teve David Bowie, Prince, Blondie, The Strokes, Frank Ocean, LCD Sound System, dentre vários outros artistas. E então ao mesmo tempo, outra coisa que eu queria colocar nestas músicas era a energia que tenho quando me apresento ao vivo. Eu não queria fazer um álbum ao vivo, mas queria capturar essa energia imediata [que recebo em shows]. Por isso, eu não perdi tempo gravando minha voz 15 vezes em cada música, eu gravei duas ou três no máximo e, na maioria das vezes, usamos a primeira ou a segunda, porque pareciam mais verdadeiras, mais reais. E esse foi um processo completamente diferente para mim, em relação ao primeiro álbum, eu não era bom nisso, nele. Eu mudava cada palavra, e mudava mais uma vez, eu cantava tudo de novo… Desta vez, foi tudo de primeira ou segunda, e eu gostei muito disso, foi libertador.

Bandwagon: Quem mais te ajudou a fazer este álbum?

James Bay: Para chegar naquele espaço e me sentir mais livre e tranquilo em relação às regravações, foi Jon Green, que é meu amigo há muito tempo e com quem eu escrevi este álbum inteiro, exceto uma música. Ele é um excelente produtor, compositor e músico, eu aprendi tanto com ele ao longo dos anos! Ele é muito bom em fazer as coisas calmamente, apenas tentando ser “musical” e não pensar demais sobre o assunto, ele me ajudou muito com isso. E então nós fomos convidados por um produtor muito famoso, Paul Epworth, para irmos ao seu estúdio. Ele era fã da música que estávamos fazendo para este álbum, ele ouviu alguns dos primeiros demos e nos ajudou a progredir aquele som, nos apresentou a elementos que inicialmente eu não tinha muita certeza [que funcionariam], é meio difícil para eu descrever, porque ele estava lá, em sua mesa de mixagem, e ele sabe muito sobre como utilizá-la e sons sintetizados. Eu amei o resultado que ele estava obtendo, havia alguns sintetizadores muito atmosféricos, que geravam sons diferentes por todo o álbum. Eu não tenho muita certeza como ele fazia isso, isso faz parte da mágica e genialidade de Paul Epworth, ele conhece todos esses inúmeros movimentos e truques com diversos sintetizadores e equalizadores em sua mesa, que alguém [leigo] como eu não sabe nada sobre. Então, foi fascinante simplesmente ficar sentado, relaxado e curtindo, ele realmente realmente trouxe aquele elemento que foi a quarta dimensão da música, ele proporcionou isso de uma forma muito significativa.

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