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Durante a quarentena e divulgação de seu novo single “Chew On My Heart”, Bay tem dado várias entrevistas. No dia 30 de Julho, James Bay conversou com a Sarina, dona do site The Bellissimo Files.

A entrevista aconteceu pelo Zoom e decidimos trazer para vocês um resumo de tudo que eles conversaram. Vocês podem conferir tudo abaixo do vídeo:

Eles conversaram inicialmente sobre a quarentena e o funcionamento das entrevistas nesse período. James até falou que comprou um ring light. Hahaha


Conversaram também sobre o início da pandemia, que ocorreu quando James ainda estava em Nashville no estúdio, em fevereiro. Ele conta que, nesse período, ele se manteve numa bolha entre o Airbnb, o carro e o estúdio de gravação e que convivia apenas com um time pequeno de cinco a seis pessoas. Felizmente, eles conseguiram fazer música de forma bastante proveitosa nesse período, mas que dentro dele começava a crescer um sentimento de ansiedade relacionado à disseminação do coronavírus.

O assunto, então, começa a girar em torno das live lessons semanais que James começou a oferecer após retornar à Inglaterra.

A entrevistadora diz: “eu sei o que os fãs ganham com isso… mas o que você ganha com isso?”.
Ele responde: “Eu não sou um político, eu não sou um cientista… eu não posso oferecer nada para essa situação [de pandemia] nesse nível. Eu sou um artista, um animador… uma espécie de cantor e compositor. (…) Então eu quis oferecer algo e quis me conectar com os meus fãs, sabe? Eu não tinha nenhuma turnê planejada (…) e eu queria me conectar com meus fãs, mas nunca fui um usuário de redes sociais. No entanto, eu acabei usufruindo delas de uma forma mais grandiosa. Lembro quando eu tinha 18 anos e, logo após sair do colégio, dei aulas de violão/guitarra por um ano e me saí bem. (…) Então pensei que talvez eu pudesse fazer algo baseado nisso. Então pensei comigo mesmo: ‘o que eu poderia dar aos fãs?’. Então eu decidi dissecar minhas músicas como um professor de violão/guitarra… Mostrar às pessoas uma forma ligeiramente complexa de tocar minhas músicas, ou melhor, o modo que eu toco minhas músicas de forma bastante detalhada e mostrar também uma forma mais simples de fazer isso.”

A entrevistadora muda de assunto e começa a falar em música, do seu novo single “Chew On My Heart”. Ela diz: Eu amo que você tinha o título antes mesmo de compor a música. Como um título desses chegou até você, James?”

James respondeu que não sabia completamente a resposta.
“Quer dizer… a descrição técnica da forma que isso chegou até mim é que frequentemente eu sento com o violão na mão, toco alguns acordes, algo musical que eu goste e me inspire, e então começo um “lalala”… começo a cantarolar sons vogais e a tentar formar palavras. E a medida que esses sons vogais são formados, todos os tipos de palavra são ditas nesse processo, entende? E ‘chew on my heart’, ou algo que soou como isso (essa é a parte interessante e mágica desse momento… quando algo soa como algo e eu, ou qualquer pessoa, reinterpreto isso de maneiras mais específicas), chegou antes mesmo de eu decidir o que eu estava compondo sobre. Isso foi muito empolgante, porque raramente acontece. (…) A outra tarefa após essa é: se você gosta o suficiente da frase, você precisa tentar integrar isso [ao seu trabalho] e ver se dá certo com um pouco de licença artística e tudo mais. Então eu fiquei satisfeito de chegar a um lugar [no processo de composição] onde eu pude usar esse título ligeiramente louco para expressar esse sentimento de voltar de uma turnê depois de passar algum tempo fora, cansado e com jetlag, e passar pela porta de casa e encontrar minha namorada. E aí acontece aquele momento nebuloso de euforia que eu apenas a agarro em meus braços e é algo muito intenso… aquele tipo de egoísmo de “ok, eu quero desligar o mundo lá fora e será só eu e você agora”. Foi meio que esse o processo que eu passei para chegar em ‘Chew On My Heart’, de uma forma ligeiramente reversa, mas é mais ou menos o que isso significa.”.

Após ser perguntado sobre escrever pela primeira vez de forma tão pessoal para esse álbum, James responde: “Há algo assustador nisso… há algo muito vulnerável nisso. No entanto, eu também encontrei isso em músicas que escrevi anteriormente. Esses níveis mais profundos de vulnerabilidade ressoam com muito mais pessoas. Eles ressoam ainda mais… eles meio que ondulam ainda mais. E, você sabe, talvez tenha mais [na música] com o que se conectar e mais pessoas irão se conectar com ela. Mas isso não significa que eu vou alcançar as profundezas mais profundas… é necessário ter cuidado, é necessário guardar um pouco de si. (…) Mas tem sido maravilhoso colocar isso pra fora, porque é algo que eu vivenciei por conta própria por tanto tempo e eu estou mostrando um pouco disso… Não me importo em fazer isso, porque acaba que eu escrevi todas essas músicas [do novo álbum] quando ninguém sabia o que era o coronavírus ainda… E, em um período estressante onde os níveis de ansiedade estão muito altos no mundo, eu sinto que acabei conseguindo oferecer um pouco de luz. Apenas um pouco, não quero soar convencido. É apenas bom compartilhar isso, entende?”

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.


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