Em Abril do ano passado, James Bay conversou com os apresentadores do programa televisivo australiano The Project. Lá, ele contou um pouquinho mais sobre porque estava na hora de mudar de visual, seu álbum mais recente, Electric Light, e como ele se sente em fazer shows para estranhos que estão assistindo por chamada de vídeo.

A entrevista começa com as famosas perguntas sobre o cabelo e novo visual de James. O cantor e compositor britânico responde, dizendo que era hora de evoluir e explica que seu look antigo (chapéu e cabelos longos) era intencional, para criar uma “marca”, tanto que ele já o mantinha mesmo antes de conhecer e assinar com sua gravadora. Por isso, “mudar e evoluir” foi tão intencional quanto, e necessário.

Como em oportunidades anteriores, ele explica que quando concluiu suas faixas mais recentes, percebeu que elas não eram músicas para o cara dos cabelos longos e chapéu, mas sim para alguém novo, alguém diferente, e que por isso mudou.

James então é questionado se ele não sente que isso é “perigoso”, se ele não se sente nervoso por encarar o mundo nesta nova fase, já que as pessoas gostavam muito do que ele fazia.

“Com certeza, mas é preciso que haja esse tipo de coisa. Senão não parece algo que valha a pena, algo importante. Precisa ser empolgante e assustador, algo diferente e algo novo. Algumas pessoas me disseram ‘Eu adoro suas músicas novas, adoro o que você está fazendo. Não é o que eu esperava’, e eu penso ‘é claro, se eu fizesse o que você esperava, isso não seria super sem graça?” E por essa razão e muitas outras, que estou bastante animado com as novas músicas que fiz” – é a resposta de James.

Em seguida, James fala sobre as férias que deveria ter entre um álbum e outro, nas acabou não tendo. Ele conta que no final de 2016 foi para casa e passou as festas com a família, mas que no dia 2 de janeiro de 2017 olhou seu caderno de anotações e ele estava vazio. “Aquilo me apavorou” – conta Bay, que começou a trabalhar logo em seguida e na metade de 2017 já tinha todas as músicas prontas. “É preciso um pouco de sorte com essas coisas, mas no meio de 2017 eu já tinha todas as músicas prontas, então passei o restante de 2017 apenas apurando os sons e dando os últimos retoques” – conta James.

A próxima pergunta é sobre quando James foi “descoberto” e começou a fazer sucesso. Ele conta que vários degraus precisam ser subidos para que você chegue a um certo patamar. O primeiro deles foi assinar com uma gravadora, a gravadora certa entre 2012/2013, ser reconhecido pelo BRIT Awards, e que tudo isso o levou a outro degrau mais alto, que foi ser convidado por Taylor Swift para abrir seus shows, experiência a qual ele diz ter sido fantástica.

Em um momento de descontração, James diz está adorando estar no programa e que espera que eles “não o levem a mal”, mas que ele não consegue esquecer o fato de que, enquanto estava no avião chegando para a entrevista com o The Project, simultaneamente acontecia um show da Beyoncé. Então, um dos apresentadores brinca com ele e diz “Você está dizendo que preferia estar no show da Beyoncé do que aqui, James Bay?”, todos riem e um dos apresentadores responde “Eu também”, a risada toma conta de todos os presentes no estúdio mais uma vez.

O The Project pergunta a Bay se ele já viu alguém chorando na plateia enquanto assistia à sua apresentação, ele responde que sim, que isso é algo raro mas especial quando acontece. No entanto, o cantor afirma que “o que é estranho mesmo é estar tocando e do nada ver alguém fazendo uma chamada de vídeo e, a pessoa do outro lado do telefone, estar deitada na cama, de cueca, assistindo ao seu show”.

Um dos apresentadores brinca “fui eu James, mas foi só uma vez”, todos riem e nesse momento James continua, brincando: “É muito esquisito, a pessoa mostra o telefone como se quisesse dizer ‘meu amigo também está assistindo’ e eu fico tipo ‘tá bom cara, eu só quero fazer o meu show, eu estou tentando emocionar pessoas aqui’.

Para assistir à entrevista original, clique aqui.