No mês de abril deste ano, James Bay compareceu à rádio 104.3 MYfm em Los Angeles para falar sobre seu single “Peer Pressure” e cantá-lo. Outros assuntos se tornaram pauta da conversa, como: as mudanças que acha importante serem desafiadas na música, Ed Sheeran, ter filhos e muito mais.

A entrevista começou com James sendo elogiado por conta do single. Quando um dos locutores descreve Peer Pressure como uma música mais parecida com o seu primeiro álbum ‘Chaos and The Calm’, ele afirma que está em dois caminhos diferentes: fazer músicas que pareçam mais confortáveis para ele e para os fãs, e/ou evoluir e arriscar um estilo diferente. Então, o locutor diz que o Electric Light foi um experimento, e James acrescenta: “a ideia é que todos nós somos um trabalho em progresso. Alguns dias você está feliz com apenas o que você é e com o que você foi ontem. E outros dias você está pensando sobre o que é o amanhã e o que você pode fazer com ele”. O cantor, então, é questionado se tem um plano musical para atingir ou se isto evolui a cada ano, e ele responde que, quando se trata disto, é impossível prever o seu instinto de criatividade, mas que a única coisa que ele sabe é que quer fazer isso para sempre, e está constantemente pensando sobre o que ele reconhece que faz bem, e sobre o que todo mundo gosta. “Eu não posso me contentar com isso. Eu não acho que está certo me contentar com apenas uma coisa. Eu acho que você tem que bagunçar com isso um pouco e desafiar”. Ele também menciona que ama fazer álbuns e que, com certeza, o processo de composição muda um artista, assim como ele mudou após seus dois álbuns. 

O assunto sobre álbuns se estende. O locutor crítica a mania que a sociedade tem de ouvir apenas 10 segundos de uma música e pular imediatamente para a outra ao experimentar ouvir um álbum. James concorda que isto é horrível, e diz que tenta ao máximo dar uma chance para todas elas ouvindo pelo menos a metade, e que muitas vezes não gosta de uma música pela primeira vez, porém depois acaba pegando gosto. E outras vezes, gosta tanto que sente a necessidade de ouvi-lá mesmo após anos depois de seu lançamento, e menciona Call Me Maybe da Carly Rae Jepsen como um exemplo. 

Para dar uma descontraída e brincar com a questão dos 10 segundos, o locutor desafia James a falar o que quiser neste tempo, e ele diz: “houve um tempo, há muito tempo atrás, muitas coisas ruins estavam acontecendo, muitas pessoas estavam discordando umas das outras, todo mundo estava no limite”. Ele explica que, o que queria realmente fazer, era algo que parecesse com o monólogo da introdução de Star Wars. 

Um dos locutores parabeniza-o pelos 4 anos de Chaos And The Calm e conta que Hold Back The River tem um significado bem maior para ele agora que tem filhos, porque sua esposa estava grávida na época em que a música foi lançada e fez sucesso. Em seguida, James é questionado se acha que a música evolui nas pessoas, e o cantor responde que sim. “A música realmente evolui durante longos períodos de tempo com as pessoas […] Se você pula uma música após 10 segundos, você não está dando uma chance para evoluir com ela durante 4 ou 5 anos, que seja, e isso me faz pensar sobre a rádio. Você pode mudar o canal, mas se você se dedicou a ouvir a estação, você não pode pular para uma espécie de 10 segundos no futuro a maior parte do tempo, e eu acho isso ótimo”, completou ele. 

A turnê com o Ed Sheeran, então, vira pauta da conversa. James fala que está animado para fazer parte disto e se apresentar em estádios, levando em conta que só havia se apresentado em estádio uma vez, quando abriu um show para a Rolling Stones. Após isso, ele conta a história de como conheceu o Ed e como ocorreu o convite para que eles cantassem Let It Go juntos em um de seus shows em Cambridge, Reino Unido, em 2015. “Eu lembro que eu estava meio que entediado e frio ao dizer “senhoras e senhores, Ed Sheeran”, eu não falei alto “ED SHEERAN!”. Então, as pessoas não tiveram certeza naqueles dois segundos e meio sobre o que eu tinha acabado de dizer e iria acontecer. Eles viram ele aparecer rapidamente na frente da multidão, e algumas pessoas que não esperavam por isso meio que foram empurradas para frente”, relata ele sobre aquele dia. O locutor logo pergunta se ele ficou bravo com a situação, pois as pessoas estavam ali por ele e ficaram mais agitadas com o Ed, ele responde: “Eu amei. Eu estava esperando que, se eu anunciasse o Ed Sheeran, as pessoas iriam ficar animadas”. E ao ser questionado se já havia perguntado ao Ed se poderia juntar-se a ele nos palcos da turnê para cantarem algo juntos, James diz que ainda não e brinca que não tem esperanças que isso vá acontecer.

Mesmo percebendo que a entrevista sobre James Bay estava se tornando sobre Ed Sheeran, as perguntas sobre ele continuam, e James demonstra que não há problemas quanto a isso, diz estar adorando e o elogia: “o nível de talento… Eu acho que ele é uma coisa interessante […] Artisticamente ele tem feito alguns tipos de direções e escolhas interessantes, o que eu acho muito bom. Ele tentou sons e direções diferentes mas, no geral, ele manteve a mesma coisa: um único homem com um violão e a situação do pedal loop. Então, ele é extremamente bem treinado e capaz de fazer isso em um estádio para 70 mil pessoas toda noite. Jogo justo para ele, porque isso foi trabalhado e continua sendo trabalhado, é um dos espetáculos mais famosos do planeta no momento. Ele deve ser o cara mais famoso do mundo e tudo isto é incrível, mas é o que ele está fazendo, é o ato, a arte, é tudo”.

Por fim, mudando totalmente o caminho da conversa, após o locutor mencionar sobre o relacionamento privado de James e o fato de que já havia dito que queria ter filhos e formar uma família, ele afirma isto mais uma vez. Então, é questionado sobre músicas que cantaria para seus filhos dormirem, e responde que provavelmente seriam músicas clássicas da Carole King e faz uma amostra tocando e cantando “Will You Still Love Me Tomorrow” da cantora. Além disso, James diz que surtaria um pouco se seus filhos nascessem nos EUA e tivessem um sotaque americano, ele espera que eles adquiram o britânico. 

Confira a entrevista completa, apenas em inglês, e a performance acústica de Peer Pressure abaixo: