Agora em parceria com a Topman, James Bay irá lançar sua linha de roupas dia 17 de Agosto e resolveu conversar sobre fama, moda e masculinidade em uma entrevista com a Topman. Confira:

 

TOPMAN: Como você era quando estava crescendo?
JAMES BAY: Qualquer coisa ligada à área acadêmica era meio que um pesadelo, mesmo teoria musical. Eu era péssimo nisso. Mas eu estava sempre feliz em pegar um instrumento. Eu não era especialmente tímido, mas também não era extrovertido. Eu estava sempre observando as coisas – e eu continuo fazendo isso hoje – observando as coisas e as digerindo.

TOPMAN: Sua casa era musical?
JAMES BAY: Na medida em que meus pais estavam ouvindo, fosse no rádio ou no rádio do carro. E era tanto soul quanto rock and roll, Michael Jackson ou Bruce Springsteen. Se eu estivesse no meu quarto desenhando ou jogando Playstation, tudo estaria no mudo e o rádio estaria ligado. Eu estaria desenhando meus músicos preferidos, os idolatrando como você faz quando é criança. Essa ideia de um astro nos holofotes era uma grande coisa pra mim quando eu era criança.

TOPMAN: Foram esses músicos que inspiraram você?
JB: Michel Jackson me inspirou. A forma como ele se mexia no palco me inspirou, e suas músicas realmente mexiam comigo. Depois teve os Rolling Stones, suas músicas podiam ser sobre sexo, drogas e rock mas não apelavam pra ninguém. Mas foi o Eric Clapton e (a música) Layla que realmente me moveu e me fez pegar o violão.

TM: Os movimentos de Michel Jackson? Então, imagem era importante pra você também?
JB: Essa coisa da imagem estava definitivamente em jogo. Eu pulava em frente ao espelho com a escova de cabelo tentando fazer algo como Justin Timberlake. Eu acho que moda e música definitivamente andam de mãos dadas também. Há mais por vir sobre como música vai influenciar minha aparência. Eu sempre admirei artistas como David Bowie – eu sou fascinado por ele. Caras como ele estão sempre se reinventando, sendo notáveis, afrontoso, fazendo uma declaração. Eles vestiriam qualquer coisa, até mesmo coisa que são consideradas roupas de mulher. Jimi Hendrix era outro cara que se apresentava da forma como queria – era pra qualquer um, independente do sexo. É para isso que eu estou desenhando, essa coisa sem gênero.

TM: Então você não está na ideia tradicional de masculinidade?
JB:Masculinidade, para a minha geração, está se tornando algo sem significado. Mas não só a minha geração, tem caras de 56, ou 12, para os quais a palavra masculinidade parece estranha e antiquada. Essas ideias antigas sobre o que significa “ser um homem” estão fora de moda. Estamos todos nisso juntos. Eu, na verdade, tenho uma coleção saindo para a Topman ainda esse ano, e eu suponho e tenho esperança que mulheres olhem e queiram usar. Eu já fiz a mesma coisa – comprei calças da Topshop porque elas vestem melhor. Isso estava na minha cabeça quando eu desenhei peças para a Topman. É TopMAN (da palavra homem), claro, mas é para qualquer um.

E tem mais, eu não admiro apenas homens. Beyonce é uma potência absoluta. Não é sobre ser homem ou mulher. Eu posso pegar coisas que a Beyonce tem feito – você não saberá quando nem como, mas eu vou. Assim como ela também pegou coisas pelo que Michel Jackson fez, o que Prince fez, no estilo dela, na sua presença de palco.

TM: O que você está escutando hoje?
JB: Música antiga sempre me dispersa da minha constante busca por música nova. As pessoas estão sempre afogas na quantidade de música nova que se tem, todo o tempo, num click. Eu escuto bastante coisa do Drake, Chance the Rapper, Bon Iver. Mas de repente estou ouvindo Bowie, Jackson, Aretha Franklin. 

Mas eu não estou apenas ouvindo. Eu estou sempre procurando as apresentações dos artistas. É interessante ver Drake. Durante o show , ele irá vestir umas camisetas lindas padrão e coletes. Mas depois separa em diferentes looks, geralmente todo preto. Primeiro uma camiseta aberta sobre um colete. Depois volta para uma camiseta preta, depois sai e volta num jaqueta extravagante. É tudo parte do show.

TM: Então você se vê tendendo um estilo mais afrontoso, Bowie ou Prince?
JB: Eu tenho um “estilo” de certa forma, e ele está estagnado. Mas eu não vou me prender a ele. Parece errado. Parece chato. Eu não tenho ideia para onde eu vou. Eu estou nessa ideia de mudança. Ao invés de ficar nessa mesma coisa e deixar estagnado. Nunca parece certo descartar algo.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.