Na tarde de Terça (24), a Vogue soltou uma matéria falando sobre a linha de roupas do James. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe:

Música e moda sempre tiveram uma relação estreita. Músicos inspiram designers, enquanto designers permitem, por meio de suas coleções criativas, que músicos se expressem.

James Bay segue agora ambas carreiras. Com a sua coleção para a Topman, que é sucesso absoluto, o cantor e compositor britânico segue os passos de outros nomes conceituados que, antes dele, criaram uma marca focada em sua figura pública.

A parceria com a Topman parece uma combinação perfeita, além do início de uma grande jornada no mundo da moda para James: “Quando eles entraram em contato comigo foi muito bom, me senti estranhamente afortunado e quase que um pouco sentimental.”

Como para a maioria de nós, roupas casuais eram e continuam sendo, uma constante no guarda-roupa de James, especialmente quando ele começou a encontrar seu estilo próprio. “Quando você entra para uma banda, você sobe no palco e começa a pensar “eu quero parecer alguma coisa”, e então a Topman se tornou relevante. Eu lembro da primeira vez que entrei numa Topman, 10 anos atrás, para escolher minha primeira roupa de palco, a primeira roupa que eu não iria destruir enquanto andava de skate.”

Topman também foi relevante quando pensava nos fãs que estão ansiosamente esperando seu segundo cd. “Inicialmente foi algo muito sentimental porque a Topman foi o primeiro lugar que fui e me senti bem em comprar roupas. Também, obviamente, foi importante para mim porque meus fãs não compram roupas só na Burberry e na Saint Laurent, eles vivem em lugares como a Topman.”

Assim como James se envolve na jornada completa de uma música, ele se envolve em cada elemento do processo criativo da coleção – desde de escrever á mão os créditos do catálogo, criar as ilustrações e desenhar á mão as estampas vistas na peça central da coleção: uma jaqueta bomber. “Eu ainda estava em turnê enquanto fazia o design da coleção, então, eu tinha um caderno de desenho para roupas. Muitas ideias vinham quando eu saía do palco e pensava no que eu estava vestindo aquela noite e o que eu teria mudado no look. Uma parte essencial do meu trabalho é escrever músicas, a ponto de colocar minha própria caneta no papel e escrever a letra. É como eu faço com qualquer coisa criativa. Muitas pessoas escrevem músicas e as digitam em seus telefones, o que é totalmente válido, mas eu não consigo um bom resultado fazendo isso. Eu geralmente escrevo mais a mão, para que eu consiga me expressar melhor.”

Agora, com a experiência em escrever músicas e criar uma coleção, o que James acha mais difícil? “Não é querendo dizer que desenhar roupas [seja fácil]”, explica ele. “Depende do que você quer obter com isso. É um pouco mais fácil acertar, enquanto que na música há sempre algo compreensivelmente brutal em tocar uma música para alguém, ela não ser boa o suficiente e as pessoas não gostarem dela. Você não pode mudar isso, você terá que trabalhar mais para escrever uma melhor. Então, é mais recompensador no final.”

Da mesma forma que James se inspira em suas experiências de vida para compor, o mesmo aconteceu com sua coleção. Principalmente seus gostos e preferências que ditaram o resultado final, visto pela lente de suas influências musicais. “Quando você está fazendo música, você pensa ‘o que Michael Jackson faria? O que Bruce Springsteen faria? O que Kings of Leon fariam?.’ Então, foi mais como pensar o que essas pessoas vestiram, sabe? Eu basicamente olhava e pesquisava muito.”

A influência número 1? David Bowie. “Parecendo ou não, eu lembro de observar várias facetas do seu estilo, especialmente no início dos anos 80. Ele passou a década de 70 sendo o mais glamuroso possível, e então ele passou a ser super simples e sutil, com jaquetas de couro e suéteres de lã. Eu me inspirei nessa versão dele, que é bem direta e sutil, mas que tinha alguns detalhes que se destacavam como os ombros e a parte de trás de suas jaquetas. Eram coisas assim que eu queria testar, explorar, e capturar na minha coleção com a Topman.” “Vou aproveitar essa oportunidade para dizer que eu gostaria que todo mundo sentisse que pode vesti-las. Roupas como as desta coleção passam uma sensação de chique e descoladas. Eu quero que todo mundo possa fazer isso e que sinta que eles podem vesti-las de forma grandiosa e larga, ou bem pequena, ou apenas como parte de um conjunto. O sentimento andrógeno foi a coisa mais importante.”

O que mais vai te surpreender nessa coleção, é que ela não tem chapéus. Madonna teve o sutiã em formato de cone, Michael Jackson a luva, Harry Styles o terno floral, e para James, a peça de roupa mais associada a sua imagem tem sido o chapéu. Por que ele foi deixado de fora da coleção? “Quem teria pensado nisso? Eu não queria usar chapéu o tempo todo. E eu não queria desenhar um. Em todos os shows que fiz durante a turnê do meu primeiro álbum, usando um chapéu, em alguns momentos pensei, ‘Eu não quero vestir isso, não combina com o chapéu.’ Isso é estressante, e eu não queria passar por toda essa experiência pensando nisso. Isso é chato e, com certeza, não para mim. A coleção não é para mim, é para todo mundo, e todo mundo provavelmente não quer usar chapéu – então eles não devem ser obrigados a isso.”

Com a Topman marcando presença em toda a Grã-Bretanha, James está destinado a esbarrar com alguém vestindo um de seus designs. Bem diferente de ouvir alguém assobiando uma de suas músicas, ele admite: “vai ser bem legal. Digo, vai ser um pouco estranho se eu estiver andando na rua e alguém vestindo algo que eu desenhei me ver. Eu fico meio envergonhado em ser a ‘pessoa que desenhou’ isso. É tão embaraçoso.”



Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.