James Bay Brasil

04
/03/

Pink Lemonade, Us e Slide serão as próximas músicas lançadas por Bay.

Wild Thing: Por dentro da sensacional reinvenção de James Bay em 2018.

Por James Hanley em 26 de Fevereiro de 2018 ás 3:51PM

Passados mais ou menos 15 minutos do encontro com James Bay, em um espaçoso estúdio em Islington, o grande elefante branco da sala ganha destaque.

O cabelo grande e chapéu característicos de Bay – tão associados ao cantor/compositor britânico – foram deixados de lado sem cerimônia, antes do lançamento do álbum número dois, mas por quê?

“Estava na hora”, sorri Bay, antecipando a questão inevitável. “Foi tão intencional criar um estilo próprio com o cabelo e o chapéu quanto foi se afastar do mesmo cabelo e chapéu. Evolução – isso me move.”

Enquanto sua reinvenção fez com que o modelo de 27 anos olhasse para frente, um pop star escolher abandonar o que já era certo em um ponto crítico de sua carreira é, sem dúvidas, uma atitude corajosa – ainda que, como Bay, essa pessoa pareça ter acabado de sair de uma passarela de Milão.

“Quando um look padrão começa a funcionar e você é conhecido por algo mais que apenas a sua música, o pessoal do marketing e da gravadora adoram,” sugere Bay. “Então quando eu disse, ‘Não, vou me livrar disso’, eles ficaram tipo, ‘Que?’ Eu não avisei a eles com muita antecedência, mas isso diz muito sobre a ótima relação que tenho com minha gravadora – eles abraçam o que eu quero fazer. É tudo sobre evolução, sobre começar de novo – mesmo cara, nova versão.”

Não é apenas a imagem que mudou: Wild Love, a primeira fatia do segundo álbum ainda-sem-nome de Bay, marca uma mudança distinguível de direção, evocando comparações com Drake e Frank Ocean.

“Fico feliz em ouvir isso,” ri Bay. “Wild Love é um exemplo de como Drake, Prince e Frank Ocean foram grandes influências neste álbum. Ao mesmo tempo, Bowie, Blondie, The Strokes, LCD Soundsystem foram influências tão fortes quanto – só talvez não tão óbvias nessa música.

“Há músicas nesse álbum que parecem mais similares às antigas e, por isso, mais seguras, como um primeiro movimento, e então há outras que são tão diferentes das antigas, que me pareceram um pouco mais arriscadas. Nunca foi minha intenção ir pelo que era seguro, então, nós precisamos encontrar um meio termo – e Wild Love foi o meio termo perfeito.

“Estou confiante com as coisas que crio e quero surpreender as pessoas, quero virar suas cabeças e fazê-las aumentar o volume do rádio. É por isso que Wild Love pareceu ser o primeiro passo correto.”

Que ela foi bem-sucedida em desafiar certos preconceitos, é música para os ouvidos de Bay. “Algumas pessoas que ouviram a música disseram, ‘Quem é esse?’ E elas não conseguem adivinhar,” ele observa.

“Eu adoro isso – porque quando elas descobrirem que sou eu, elas serão, repentinamente, tomadas com essa ideia da evolução da minha música e minha enquanto artista. Foi o certo e mais empolgante primeiro passo, e isso mostrou às pessoas que dessa vez não será o mesmo som que foi da primeira vez.

“A música alimenta tudo. Ela informa o resto. Assim que eu comecei a escrever essas músicas, eu sabia que não poderia me apresentar como a mesma coisa. Eu não poderia tocar essa música com minha camiseta pequena e estreita, um grande chapéu e cabelos longos soltos, teria parecido errado. Eu adoro artistas que evoluem e o correto é fazer isso.”

Bay foi bem dono do seu próprio nariz nesse aspecto, salienta Ted Cockle, presidente da Virgin EMI. “Nenhum de nós ficará com o crédito,” ele explica. “O artista foi a pessoa que categoricamente levou as coisas à frente e, quando [Wild Love] foi tocada, nós achamos que essa era a melhor representação de levar algo à frente.

“Ela ainda tinha a emoção de músicas como Let It Go e Hold Back the River que o representam tão bem. Você não pode fugir de tudo, e nós achamos que, se fôssemos reter um elemento de James Bay, seria provavelmente aquela emoção – a qual Wild Love pareceu ter em abundância.”

Bay, nascido em Hertfordshire, está trabalhando em uma posição de poder – seu álbum de estreia, topo das paradas de sucesso, Chaos And The Calm (2015) vendeu 811.082 cópias no Reino Unido, de acordo com a Official Charts Company. Bay fez turnê extensiva para promover o álbum, mas gastou a maior parte de 2017 trabalhando no álbum sucessor.

“Ele ficou pronto bem rápido,” diz ele. “Isso não significa automaticamente que ele é ótimo mas, se você tiver sorte, o álbum fica pronto rápido e é ótimo. Eu comecei a compor esse álbum há um ano. Ninguém disse, ‘Nós precisamos logo de um single novo,’ mas eu tinha muita energia em mim para fazer música nova e fazer algo que sonoramente ainda não tivesse feito antes.

“Eu tive muitas novas influências e fiquei inspirado em fazer outras coisas, para mudar o som e ir para algo maior – muito maior – algumas vezes, mas ainda respeitando a dinâmica mais íntima que eu sou conhecido por.”

“Você não pode controlar o ritmo que as coisas se encaixam – é um pouco de sorte. Mas coloque bastante trabalho árduo e você deve conseguir fazer essa sorte andar um pouco mais rápido.”

Se há um jeito fácil e um difícil de se tratar essa “dificuldade” do segundo álbum, Bay tem seus pés no chão. Cockle está ciente das possíveis armadilhas comerciais de tal abordagem.

“Deve o artista dar às pessoas o que elas já esperam dele, ou deve ele seguir em frente?,” pondera ele. “Essa é sempre a decisão assustadora que os artistas devem tomar.

“Você sempre corre o risco de se afogar no comércio quando se torna mais aventureiro e progressivo com seu som; É sempre o dilema e isso torna tudo mais assustador e empolgante.

Ele cita Frank Ocean e James Blake em termos de inspirações sonoras e seus álbuns não necessariamente estouraram nas paradas ou venderam o maior número de cópias – e ele está consciente disso. Por outro lado, o álbum dele tem a profundidade dos outros, mas com músicas mais convencionais, as quais nós acreditamos que podem tocar nas rádios por muito mais tempo.”

Quaisquer que sejam os riscos a curto prazo, Cockle está seguro de que a mudança valerá a pena a longo prazo. “Eu acho que ele acaba de garantir para si mais uma década na indústria, por contrariar tantas pessoas,” ele diz. “Ele mostrou que pode agir em níveis muito diferentes e surpreender as pessoas.”

Os primeiros sinais são encorajadores: Wild Love atingiu a 39ª posição nas paradas mesmo com pouquíssima divulgação, e as expectativas permanecem altas. “Nossa ambição é de, claramente, chegar no enorme sucesso de Chaos And The Calm,” declara Cockle.

“Nós não vemos nenhuma razão pela qual não deveríamos ter essa meta novamente em nossos radares. Nosso plano é nos certificarmos que, mesmo que hajam algumas músicas mais aventureiras, todo mundo encontre algo em comum com o álbum, que pode funcionar para eles, em todos os lugares que ele (James) foi bem-sucedido antes.”

Esboçando a estratégia com meses de antecedência, Cockle revela que várias músicas serão lançadas antes do álbum, “Em Março, nós temos Pink Lemonade que certamente, dada a resposta dos Estados Unidos à música, será particularmente boa no local e em alguns de seus mercados.

Então Us vem em Abril e nós temos a canção Slide, que é mais lenta, então, ainda há muitas camadas por vir, mesmo antes do lançamento do álbum.

“Ele tem o visual de uma estrela de cinema e suas canções emotivas, o que significa que nós ainda temos muitas músicas meio termo, que podem funcionar em vários formatos de rádio.

Eu adoraria que as pessoas ouvissem os extremos nesse álbum: Algumas músicas são mais imediatistas e outras mostram a profundidade e qualidade do talento dele, enquanto você cava mais fundo. É como um menu com sete pratos para provar.”

Sobre as dificuldades do gênero rock com o streaming, Bay continua confiante na capacidade que uma canção estelar tem de transcender fronteiras musicais. “Eu acho que se você tem uma ótima música, ela será ouvida,” ele diz. “Não é sempre que funciona, mas foi o critério mais importante para mim – uma ótima canção é a regra de ouro.

“Eu não teria tido a confiança de mostrar para alguém aquela música ou de colocar Pink Lemonade no álbum se não acreditasse firmemente que é uma excelente música.

Então, enquanto há uma estatística que diz que música rock é mais difícil de ser ouvida, isso não vai impedir ninguém de tentar – ou, pelo menos, não deveria – porque no fundo todas as maiores músicas de rock são excelentes músicas. Eu acredito nisso.”

O cantor assinou contrato diretamente com a Republic Records nos Estados Unidos seguindo um disputado cortejo no final de 2012. “Eu estava em Kentish Town, tocando em um pequeno pub, e um cara me filmou com uma câmera enorme,” relembra Bay.

“Eu estava tocando acusticamente algumas das músicas que eu já tinha para o primeiro álbum – Move Together, When We Were On Fire – e o cara tinha essa câmera gigante no ombro durante meu meu set de três músicas. Ele filmou duas delas e colocou uma no YouTube. Eu descobri depois que ele era um cinegrafista.

“Algum tempo depois, pouco antes do Natal, eu comecei a receber ligações de algumas gravadoras e uma das primeiras foi a Republic.

Eles disseram, ‘Nós adoramos sua música e gostaríamos de te trazer para Nova York.’ Eu me encontrei com algumas das outras gravadoras, mas a Republic era a certa, eu me dei muito bem com eles e eles eram muito legais e continuam sendo até hoje, uma galera muito, muito bacana.

Em Fevereiro eu tinha assinado com a Republic – tudo porque eles encontraram esse vídeo nas profundezas do YouTube, eu realmente não sei como eles o acharam – ele tinha 22 visualizações. Felizmente, foram as 22 certas!”

Ele continua: “A Republic entendeu e abraçou o fato de que eu sou um artista inglês, na questão de que é lá que eu moro, então eles fizeram um acordo, onde a Virgin cuidaria diretamente de 99% das coisas que eu fizesse lá e a Republic cuidaria de tudo que ocorresse pelo resto do mundo.

A Republic sempre terá a palavra final sobre o que eu fizer aqui no Reino Unido mas eles confiam bastante na Virgin, e a Virgin entende o que a Republic precisa.”

O progresso de Bay tem sido rápido e foi reconhecido pelo BRIT Awards – ele ganhou o prêmio de Escolha dos Críticos (Critic’s Choice Honour) em 2015, seguido por Melhor Artista Britânico Masculino 12 meses mais tarde. O que fez o público se conectar tão profundamente com Chaos And The Calm?

“Ótima pergunta, porque você nunca tem como saber,” responde Bay. “Eu acho que ele foi confiável, acessível, mas único e tocante – a combinação certa dessas coisas. Musicalmente, não tinha nada de diferente, mas elas eram músicas novas e eu era um artista novo. Isso proporciona um som empolgante e fresco para muitas pessoas.”

O sucesso estrondoso de Chaos And The Calm se deveu parcialmente, é claro, aos singles Hold Back The River que vendeu 1.549.622 de cópias e Let It Go que vendeu 1.224.372 de cópias, as quais atingiram a segunda e décima posição, respectivamente, no Reino Unido. Ele esperava ficar tão conhecido, tão rápido?

“Você sonha sobre como essas músicas que você escreveu – e que ama tanto – farão você ficar superconhecido e te levarão ao redor do mundo,” reflete ele. “Essa é a visão egoísta; a visão realística diz que isso não necessariamente vai acontecer, então ver acontecendo foi uma grata surpresa.

“Tocar no palco Pyramid no Glastonbury e ter 60-70.000 pessoas cantando Hold Back The River em uma sexta à tarde foi um dos melhores momentos da minha vida, com certeza.”

Bay, que é representando por Paul Franklin, CAA, retorna aos palcos para um show intimista no Brixton Electric em 15 de Março. Ele também se apresentará nos festivais Isle Of Wight e TRNSMT no verão (do hemisfério norte). “Ainda tem muitas datas para serem confirmadas,” ele completa.

“Eu participei do Isle Of Wight em 2015 e foi muito divertido. Nos apresentamos no palco principal enquanto o sol se punha em uma tarde de sábado e tinha uma multidão na plateia. Alguém da plateia cantou comigo If You Ever Want To Be In Love [música do Chaos And The Calm]. Esse foi um pequeno momento muito bom.”

O encanto por Bay se estende muito além de sua pátria. “Sua base de turnê é gigante por todo o mundo,” reconhece Cockle. “Ele se deu bem em vários mercados diferentes.”

E no que diz respeito a Bay, isso é apenas o começo.

“A última coisa que você me disse foi, ‘Nós vamos te ver em estádios?’ E isso é um com certeza,” diz Bay, fazendo referência a uma entrevista anterior com o Music Week sobre o lançamento de sua guitarra, pela Epiphone, em Julho do ano passado. “Eu não acho que teria sido capaz de fazer isso se não tivesse estabelecido metas maiores e melhores que as anteriores.

“Me disseram que Chaos And The Calm obteve 3 bilhões de streams de suas músicas em todas as plataformas – fantástico! Eu estou muito orgulhoso de tudo o que consegui com esse álbum, mas esse é o ponto de partida.

Por que eu faria isso se não quisesse eclipsar essas conquistas? Isso é quem eu sou — isso é ousado para caramba mas não me assusta.”

Se Bay não conseguir atingir seus objetivos, você pode ter certeza que não vai ser por falta de tentativa.

“Eu só tenho uma chance nisso e não estaria aqui agora se realmente não acreditasse que [o novo álbum] está pronto e vai chegar longe,” ele diz.

“A expectativa é bem maior do que da primeira vez. Concluo da mesma forma que da última vez que te vi: Arenas – com certeza – ao redor do mundo inteiro.”

 

Scans > Music Week Magazine > Álbum

 

 

 

 

Music Week | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

Postado por
Arquivado em Destaque, Entrevistas
26
/02/

James Bay sobre a evolução do seu som, estilo e desigualdade na indústria da música.

Com 27 anos, James Bay tem certeza de que ele está em sua quarta lua. “Eu estou em um lugar agora na segunda metade dos meus vinte anos, onde, pela primeira vez, tendo feito da música o trabalho da minha vida desde os 12 anos, eu realmente posso olhar para trás e pensar ‘o que eu consegui é incrível’, mas eu também cresci a partir disso”, diz Bay. “Eu sinto ter crescido [mais] do que nunca.”

Para explicar, a namorada e os pais do britânico vencedor do Brit Award estiveram lendo The Women Who Run With Wolves [Mulheres que correm com lobos]. Por isso Bay, usou a leitura do livro nos ciclos de lunares e os diferentes estágios do ser, para articular a sensação de que ele alcançou uma fase seminal em sua vida.

E ele não está errado. Após o sucesso do seu primeiro álbum, Chaos And The Calm, em 2015, Bay está de volta com um novo single, “Wild Love”. E enquanto a evolução mais óbvia de Bay é por fora, “Wild Love” revela uma mudança marcada em sua música também. O som deste Bay mais velho e sábio é mais eletrônico que seu material antigo.

As guitarras elétricas e os sintetizadores apresentam um forte desempenho, não apenas nesta música, mas ao longo do novo álbum, embora isso não diga que não tem o espírito de Rock ‘n’ roll de Bay. Como ele diz, a vibração “eletrônica caseira” é “misturada” com influências de Blondie, Bowie e The Strokes.

“Wild Love” também é uma despedida de Chaos And The Calm, liricamente. “Eu sou alguém que tem e continuará a ter inspiração de um ponto de vista ligeiramente mais frágil e desamparado em relação aos relacionamentos”, diz Bay à GQ, apesar do fato de ter estado em um relacionamento sério nos últimos dez anos. “Mas [enquanto] eu embora eu tenha usado esse caminho um pouco mais triste no passado, “Wild Love” é sobre estar totalmente apaixonado por alguém, a euforia explosiva que você experimenta naquele momento, a paixão furiosa.”

O single também é indicativo de dois dos temas mais amplos no próximo álbum: unidade e crescimento. “Isso veio dos últimos quatro ou cinco anos de viagens e turnês, de experiências com pessoas diferentes em todo o mundo, onde você trabalha e entende que a vida continua em movimento e, embora algumas coisas sejam difíceis de segurar, algumas coisas são importantes o suficiente para que valham a pena lutar.”

Duas coisas que Bay não teve problemas para deixar durante o período de metamorfose são os cabelos longos e aquele chapéu infame. “Eu nunca poderia ter previsto até onde poderia chegar”, lembra. Apesar ele tenha parado para considerar se foi uma jogada inteligente, em última análise, Bay acredita que “essa vida de trabalho na música pop vai de mãos dadas” com a mudança de seu visual. “Eu absolutamente tenho que evoluir… Assim como eu nunca iria fazer Chaos And The Calm 2. Muito da minha abordagem na escrita composição é a mesma… Mas você precisa mudar.”

Outra área de importância vital em que Bay está mudando são seus esforços pessoais para enfrentar a desigualdade de gênero na indústria da música. Durante a nossa reunião, que aconteceu logo após o Grammys, GQ e Bay falaram extensivamente sobre a sub-representação das mulheres na música. “É uma monte de besteira deprimente e pré-histórica”, diz Bay. “Há muitos homens que odeiam a realidade e querem fazer de tudo para mudá-la; infelizmente, há muitos homens que não querem mudá-la. Todos os outros só precisam, e continuarão a fazer tudo o que puderem para erradicar essa mentalidade.”

Um aspecto da música em particular, onde o próprio Bay percebeu que uma grande desigualdade. “Fui a uma faculdade de música e fiz um curso de guitarra. Havia muitas garotas tocando guitarra lá”, recorda Bay. Desde então, ele já viu muitos dos seus antigos colegas de classe homens que tocavam guitarra, mas nenhuma das garotas encontra-se em qualquer lugar, apesar de serem qualificadas. “Eu estava procurando um novo técnico de guitarra – a pessoa que fica ao lado do palco, que reafina as guitarras – e é a coisa mais impossível de encontrar na indústria. Eu finalmente encontrei um, eu tenho o prazer de dizer. Eu apenas odeio essa realidade.”

“Por todas as minhas frustrações e de todos sobre isso, penso que se nós [apenas] falarmos sobre como nos sentimos, então nós perpetuamos o problema antigo. Vamos apenas fazer coisas sobre isso”, o maravilhosamente acordado Bay fala sobre usar sua própria posição para afetar a mudança. “As pequenas ondas tornam-se grandes ondas; cuide dos pequenos detalhes e os detalhes mudam.” Ele acredita muito na discriminação positiva e diz à GQ “no final da última turnê, tivemos uma garota na estrada conosco, com nosso grupo de rapazes. Na próxima vez, teremos seis ou sete indo como um grupo de turnê de 13 pessoas.”

Algo nos diz que a evolução de James Bay apenas começou.

 

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

Postado por
Arquivado em Destaque
25
/02/

“E em determinado momento, eu senti que o chapéu e o cabelo longo não combinavam mais com minha música.”

Entre Chaos and The Calm, sua mudança radical – musical e visualmente, seu novo álbum, principais inspirações e melhoria de vida, James bateu um papo descontraído com Michael Gebhart, apresentador de um programa na estação de rádio alemã WDR1, no último dia 23.

Primeiramente, Michael perguntou a James se ele “mudou muito“. Como em entrevistas anteriores, o cantor afirma que não, que as músicas estão diferentes porque essa era sua intenção desde o início. Ele diz que queria evoluir e fazer algo novo e que de repente seu cabelo longo e chapéu não combinavam mais com as novas músicas que estava fazendo. Ao finalizar o primeiro single do novo álbum, ele percebeu a necessidade de criar uma nova personna.

Sobre esta nova fase, James diz ainda que todo artista sente essa necessidade de mudar, de ter inspirações musicais e testar novos estilos, de se reinventar.

Em seguida, é pedido que James cite alguns dos artistas que mais o inspiraram atualmente. Ele conta que David Bowie, Frank Ocean, Lorde, LCD Soundsystem, Blondie, Chance The Rapper, Prince, foram suas principais fontes.

Perguntado sobre a melhora de sua condição financeira, James responde que não vive uma vida extravagante, que agora consegue comprar mais ingressos e ir a mais shows, que comprou uma casa, e  que gasta com coisas desse gênero, as quais  não podia fazer antes, mas que, fora isso, pouco mudou e que continua vivendo de forma simples e modesta.

Bay conta ainda que mantém os amigos de antes da fama e que se orgulha de dizer que não mudou com eles e nem eles com ele.

Sobre seu novo trabalho, James diz que começou há muito tempo mas que demorou a concluí-lo por conta da turnê Chaos and The Calm, que não o deixava com muito tempo disponível para gravar. Ele continua, dizendo que sairá em turnê antes do lançamento de seu novo álbum (na primavera europeia). Maiores informações sobre o assunto estarão disponíveis em breve.

Ao fim da entrevista o compositor cita ainda Kings of Leon, Bruce Springsteen, Ryan Adams, The Rolling Stones como principais influências de seu primeiro álbum e a importância de ter crescido em um ambiente tão rico e diverso musicalmente.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

Postado por
Arquivado em Destaque, Entrevistas
24
/02/

James Bay sobre sua nova música e cortar seu cabelo.

Abaixo você pode conferir uma entrevista com James Bay feita pelo BAZAAR.com sobre seu novo single, novo som, e novo look:

James Bay está quase irreconhecível quando chega para a nossa entrevista. Seu cabelo não está mais até o ombro, está solto. Seu chapéu, sua assinatura, está faltando. Ele está vestindo um único brinco de aro fino, que é novo ou apenas perceptível agora que seus cabelos são curtos. Ele parece nervoso, vestido todo de preto – jaqueta Burberry, jeans e botas – como se ele estivesse de luto por sua personalidade antiga enquanto apresentava uma nova ao mesmo tempo.

Esta é uma nova era para o britânico de 27 anos, esteticamente e sonoramente, começando com seu novo single, ‘Wild Love’. É a primeira versão original desde a sua estreia em 2015, Chaos and the Calm, que lhe valeu três indicações para o Grammy (incluindo o melhor novo artista), um BRIT Award e um espaço de abertura na turnê 1989, da Taylor Swift.

Mas, ao contrário do seu doce álbum folk-rock (que incluiu o melancólico ‘When We Were on Fire’, o doloroso ‘Let It Go’ e ‘Hold Back the River’), ‘Wild Love’ possui um som totalmente novo. Para iniciantes, abre com sintetizadores etéreos, uma diferença surpreendente das faixas de guitarra do Chaos.

Bay tem mais músicas à caminho, também, e tudo parece diferente. Há uma música meio Strokes chamada ‘Pink Lemonade’. Há ‘In My Head’, uma melodia que ele descreve como influenciada pela Vila Sésamo. Há elementos reminiscentes de Chance the Rapper e The Social Experiment. E, para o deleite de seus primeiros fãs, há uma música que Bay escreveu para o Chaos, mas decidiu guardar para mais tarde.

O novo trabalho é “diverso e eclético”, descreve Bay, conversando com as mãos e apoiando os pés em uma borda próxima. “A minha faixa precisa ser ampliada. Eu não quero me limitar a uma faixa estreita.” Mas, tanto quanto ele afirma ter evoluído, o velho James Bay vive em seu sincero lirismo e vocal rockeiro. Ele também promete continuar a tocar com um violão na mão. (Ele começa outra turnê americana em 25 de março).

Então, isso realmente significa que o chapéu icônico de Bay se foi para sempre? “Sim”, ele responde sem hesitação. Mas então ele rapidamente reconsidera. “Quero dizer, quem deve dizer que alguma coisa se foi ou não para sempre?”

Depois de estar em turnê com seu primeiro álbum por quase cinco anos, Bay estava pronto para uma mudança.

“No final de 2016, eu terminei – e, cada vez que digo isso que vou dizer, estou pensando em meus fãs e no quanto eles são importantes para mim – mas eu estava realmente pronto para fazer qualquer coisa, exceto algo que soava como Chaos and the Calm.”

Ele sabia que seu estilo antigo não duraria para sempre.

“Você sabe, ‘cara com um violão, chapéu e cabelos longos’ como uma marca visual e uma marca registrada, foi inteiramente intencional. Eu fiz para conseguir o que eu consegui. Não havia garantia de que eu conseguiria, então é legal que eu consegui, mas sempre teria uma data de venda, sabe?”

“Todo o caráter, para mim, fazendo essa nova música, era que, se eu não avançasse, estaria parado. Eu avançarei. Todos os meus fãs também estiveram em uma jornada comigo ao longo do tempo. Não espero que nenhum deles seja a mesma pessoa que eles eram quando descobriram minha música pela primeira vez.”

Mas abandonar sua imagem reconhecível ainda era um risco.

“Eu comecei a deixar meu cabelo crescer aos 11 ou 12, então, sempre tive cabelos longos. Então, no final de 2017, eu estava quase cortando o cabelo. Agora eu posso andar pelas ruas e as pessoas não estão pulando em mim, especialmente quando não estou em turnê com a música, então não é um grande problema. Mas quando sua identidade torna-se tão pública, você deseja mudar. Você quer mudar quando é o momento certo. Por se tornar uma marca registrada para mim, sempre há algo de assustador em dar o salto, e pensar: ‘Ok, você teve uma coisa pela qual você era conhecido, juntamente com a música. Agora, você vai jogar isso fora.’ Eu sempre teria escolhido fazer isso.”

Ele não usa chapéu desde que cortou o cabelo alguns meses atrás.

“Desde que cortei o cabelo, não coloquei um chapéu na minha cabeça. Eu não cobri esse cabelo. Estranho, mas não tive vontade. Eu usei por tempo suficiente. Eu realmente não sei se vai voltar, ou qualquer coisa. Eu não tenho interesse nisso agora.”

Sua nova música tem influências desde Frank Ocean até Blondie.

“Meu primeiro álbum foi muito direto. Era sobre as músicas. Seria uma guitarra – ou uma guitarra acústica e guitarra elétrica – um kit de bateria, um baixo e alguns teclados. Desta vez, existem todos os tipos de camadas. Em uma faixa, há até um pouco de influência da Vila Sésamo. Há um monte de crianças. Eu consegui esse grupo de meninos e eles estão cantando, mas em um ponto, eu disse: ‘Não se preocupem com a melodia. Apenas gritem a letra.’ Essa é a melhor maneira de descrevê-la.”

“Há coisas de Frank Ocean. Há coisas do LCD Soundsystem. Há coisas de Strokes. Há coisas do Blondie, David Bowie, Prince, Michael Jackson. Eu amo toda essa música. Muita coisa que amei há muitos anos, mas não se aplicava necessariamente ao que estava fazendo no Chaos and the Calm.”

“Nas influências do Chaos and the Calm, houve Bruce Springsteen, Kings of Leon, Ryan Adams, Ray LaMontagne aplicaram-se mais a essa música. Mas agora estou evoluindo.”

Ele trabalhou com Jon Green, um compositor, produtor e amigo íntimo. Mas Bay escreveu principalmente as músicas em um violão, como ele costuma fazer.

“Eu estava fazendo uma mudança e tendo uma mudança tão diferente de onde eu estive sonoramente, se eu fizer isso, eu realmente posso sentir que vou conseguir se as músicas estiverem ótimas. Se as músicas não são ótimas? É como um novo ruído, e está tudo bem, mas não sei se isso vai durar tanto quanto duraria uma ótima música.”

“Então, o objetivo é escrever grandes músicas e, em seguida, juntá-las como eu quisesse, e foram todas aquelas influências que eu nomeei – e apenas meus gostos novos e únicos, instrumentalmente – por isso que ‘Wild Love’ soa desse jeito, e muitas outras faixas também irão. E todas elas não se parecem com ‘Wild Love’.”

Bay não quer ser colocado em uma caixa.

“Olha: todo mundo fica embutido, e eu prefiro ser escolhido e conhecido por algo em oposição a nada. Mas se as pessoas estão dizendo: ‘James, você sabe, tipo íntimo de compositor de trovadores’, que existe aqui [ele forma um círculo com as mãos na frente do rosto]. Está tudo bem, e sempre toquei para isso, porque eu sei que é uma das minhas forças, mas eu tenho forças aqui [ele estica seu braço direito], eu tenho forças aqui embaixo [ele estica seu outro braço para baixo], e também vou tocar com eles, porque acho isso mais emocionante e mais interessante.”

Os fãs de sua rock suave não ficarão desapontados com sua nova música.

“Há alguns momentos – e isso é importante, novamente, voltando para os fãs – que superam a lacuna entre o primeiro álbum e o novo material. Eu confesso, foi mais em retrospectiva que eu reconheci que eu tinha feito isso. E se as pessoas não pensam que mesmo esses momentos superam a lacuna? Eu realmente não me importo. Só espero que gostem das músicas. Muita coisa é sobre ser emocionante, e novo, e diferente para mim e para os fãs, mas é um equilíbrio dos dois.”

Bay não compôs durante a turnê, mas quando ele finalmente estava em casa, ele só descansou por “10 dias” antes de criar novas músicas novamente.

“No final de dezembro de 2016, quando parei a turnê, cheguei em casa e demorei alguns dias. Estes poucos dias, na realidade de muitas outras pessoas, podem durar um ano facilmente. E entendo isso. As pessoas da minha equipe estavam dizendo: ‘Pare um minuto. Leve seis meses. Leve um ano. Relaxe. Esteja em casa. Viva.’ Todas as coisas importantes para a alma e para a criatividade. Mas não tinha interesse nisso. Eu tirei cerca de 10 dias disso.”

Ele gravou o álbum no Reino Unido ao invés dos Estados Unidos.

“No começo de janeiro de 2017, voltei com Jon e continuamos escrevendo, e eu fiz esse álbum em Londres. Então eu consegui me concentrar e me atirar nisso e trabalhar durante a noite se eu precisasse, porque eu estava meio que em casa. O primeiro álbum foi essa enorme empresa, em Nashville, fazendo tudo isso. Havia muita energia nisso, e estava longe de casa. Foi completamente diferente desta vez, então não senti trabalho excessivo.”

Bay tinha o álbum pronto no final de abril de 2017, mas não liberou nada imediatamente. Um dos seus representantes da A&R secretamente enviou sua música ao produtor e compositor Paul Epworth (Adele, Florence + the Machine, Bloc Party) que logo se tornou um fã. Ele deu uma chance a James e se ofereceu para ajudar a finalizar a música em seu estúdio de Londres. Bay ficou chocado.

“Ele disse: ‘Eu acho que essa música pode estar pronta. Se você lançasse amanhã, eu apoiaria isso. Como eu disse, achei brilhante. Mas é maio de 2017. Eu sei que você não está com pressa para lançar amanhã. Eu tenho um estúdio. Se você e Jon estão tranquilos e quiserem passar algumas semanas aqui, há algumas coisas que eu adoraria tentar. Eu sei que estou sendo um pouco ousado, mas sou fã dessas coisas, e se você estiver preparado para isso, eu adoraria tentar alguns sons extras sobre isso. Se você não gostar, jogue fora. Coloque no lixo. Eu ainda apoiaria a música.'”

“Eu nunca vou deixar essa oportunidade passar. Nós levamos a música para Paul, e por algumas semanas, foi mágico. Ele é, obviamente, super talentoso. Ele realmente deu um toque especial na música.”

Os sintetizadores de ‘Wild Love’ foram trabalho de Bay e Green, mas Epworth os mostrou mais sons.

“Eu e Jon entramos nesse mundo, porque Jon é bom nesse tipo de coisas de qualquer maneira, então, inicialmente, esses sons eram só eu e Jon. A maior parte do que você ouve no ‘Wild Love’ é daquilo que escrevemos. É uma espécie de demo.”

“Paul tem esse grande estúdio com vários sintetizadores diferentes, então fomos capazes de apimentar com essas outras nuances e sons que não tivemos acesso antes. E ele tem alguns truques de produtores e se move na mesa de mixagem de uma forma que realmente não conhecíamos, que realmente fez com que o álbum ficasse completo.”

Pode ser surpreendente ouvir a lista de inspirações de Bay com tantos artistas do hip-hop e rap, mas ele é atraído por sua “franqueza e honestidade lírica”, assim como ele é com atos de diferentes gêneros. Ele espera fazer o mesmo com suas músicas.

“Você pode ouvir uma verdadeira honestidade quando é verdadeira honestidade, em qualquer gênero. Então, tenho favoritos no rock e tenho favoritos no rap e no hip-hop por razões realmente únicas.”

“Eu escuto ‘Someone Like You’ da Adele, e ‘Same Drugs’ do Chance the Rapper, porque eu recebo a mesma dose de honestidade de ambos, e eu fico tão feliz todas as vezes.”

“A coisa sobre Chance e Frank Ocean, Kanye e Noname que eu amo é quando eles lançam um pouco de melodia para [o rap] e eles também tem um tipo de canto. Não é tecnicamente perfeito, e essa é a melhor coisa sobre isso. Não estou interessado em nada tecnicamente perfeito, apenas emoção real, sentimento e alma. Há alma em todos os artistas que acabamos de mencionar, e essa é uma das minhas coisas favoritas. Ouço isso em nas músicas do Drake também.”

“Eu adoro uma ótima música pop. ‘All Night’ do Chance The Rapper. É uma música tão incrível. ‘Same Drug’, de uma maneira ligeiramente diferente. ‘Smoke Break’. E todos os hits de Drake. A lista é bastante infinita. ‘Ultralight Beam’ no recente álbum de Kanye. É fenomenal.”

“Se me move, se isso me deixa arrepiado, se isso me faz sentir algo, então coloco em uma playlist, ou eu quero falar sobre isso, ou eu vou me inspirar.”

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

Postado por
Arquivado em Destaque, Entrevistas
23
/02/

James Bay e diversos artistas estão fazendo parte de um álbum destinado a apoiar a conservação dos oceanos.

Plastic Oceans é um projeto que luta pela conservação marinha através de doações.

Neste ano de 2018, artistas como James Bay, Bob Dylan, Ed Sheeran, Coldplay, Beyoncé, Mumford & Sons, Maroon 5, Amy Winehouse, George Ezra e OneRepublic doaram todos os lucros de suas músicas consideradas hits nos anos anteriores.

James Bay fez a doação da música Hold Back The River, que já vendeu mais de um milhão de cópias e ganhou inúmeros certificações, entre eles 9 platinas e 3 ouros.

Você pode ouvir a prévia do álbum através do site da campanha clicando aqui e também fazer a compra da versão digital do álbum.

Postado por
Arquivado em Destaque
23
/02/

James Bay fala sobre música nova e por que era necessário cortar o cabelo.

Faz três anos que o James Bay lançou seu álbum de estréia, Chaos and the Calm , e o músico retornou com um novo single chamado “Wild Love” – ​​o primeiro single de um novo álbum a ser lançado na primavera.

Ao longo dos últimos anos, depois da última turnê, James passou grande parte do ano trabalhando em música nova e, como ele explica durante uma entrevista exclusiva com o iHeartRadio, “eu fiquei intencionalmente escondido, evoluindo como artista, trabalhando no capítulo dois “.

Esta nova era de James Bay vem com um som evoluído, bem como um novo visual. Os fãs notaram que ele recentemente mudou seu penteado, cortando suas longas madeixas e optando por um cabelo mais curto. James diz a iHeartRadio a inspiração por trás dessa nova perspectiva:

“Para mim, como artista, seguir em frente é evoluir. Elas são a mesma coisa. Então, foi absolutamente hora de tirar o chapéu, cortar o cabelo e reinventar. 2017 foquei em novas influências na música.

Coisas que não necessariamente se aplicavam tanto à música que fiz no Chaos and the Calm , mas há, é claro, momentos no meu novo disco, onde faço uma ponte entre os dois. Quero que os fãs sintam uma familiaridade, mas também estou tentando atingir mais pessoas com a minha música.

Não espero que nenhum dos meus fãs seja a mesma pessoa agora que eles foram há cinco anos. Então eu espero que eles evoluam de todas as maneiras, e eu estou fazendo o mesmo “.

“Aprendi muito sobre o meu próprio processo de escritor, como criador. Aprendi sobre o que realmente é evoluir e ultrapassar meus próprios limites.”




 

 

 

Y100 IHEART RADIO > PHOTOSHOOTS 2018 > ÁLBUM

 

Postado por
Arquivado em Destaque
21
/02/

“Eu não estava interessado em fazer o Chaos And The Calm 2”, explica James à Billboard.

Nessa época, no ano passado – apenas três meses atrás – James Bay era conhecido principalmente por seus singles de 2014 “Hold Back The River” e “Let It Go”, bem como sua assinatura de cabelo comprido e chapéu. Mas pouco mais de um mês em 2018, Bay tem um novo visual e som na loja para aqueles que achavam que conheciam James Bay.

O cantor e compositor britânico de 27 anos estreou o primeiro single de seu próximo álbum do segundo ano na quinta-feira (8 de fevereiro), “Wild Love”, que apresenta uma vibração muito mais eletrônica do que o Chaos And The Calm de 2015. Enquanto a música pode pegar os fãs de surpresa um pouquinho, uma mudança musical é algo que eles provavelmente viram chegando, considerando sua mudança de aparência dramática em novembro – os cabelos longos do cantor desapareceram, assim como o chapéu. Mas era uma transformação que Bay sabia que tinha que fazer.

“Mais do que tudo, fiquei animado”, ele conta a Billboard de seu movimento ousado. “Animado” é uma palavra que ele usa muito quando se refere ao seu próximo conjunto de músicas, que foi influenciado por artistas jovens e velhos, e o mais importante, aqueles que não impactaram seu primeiro álbum. “Eu não estava interessado em fazer o Chaos And The Calm 2 – soa chato dizer isso.”

Antes do lançamento da música, Billboard sentou-se com Bay para saber sobre como este novo som surgiu, se ele teve medo de cortar o cabelo e a “evolução” que ele está pronto para compartilhar com seus fãs na segunda rodada. Abaixo, confira uma transcrição editada da conversa:

“2016 foi um ano de transição interessante – emocionalmente e mentalmente. 2016 foi estranho porque era tão emocionante, e esse tipo de campanha e ciclo de turnê pareceram mais intermináveis ​​do que nunca, mas ao mesmo tempo, o fim estava mais próximo do que nunca. E, durante todo o tempo, eu realmente estava gostando muito de tocar essas músicas, mas com o passar do tempo e com aquele ano passando rapidamente, senti cada vez mais esse desejo de separar as antigas músicas um pouco, porque eu estava desesperado para tocar mais ao vivo, mas com novos materiais.

No começo de 2017 – isso foi bem quando eu estava escrevendo música nova – eu estava curtindo muito o álbum do Frank Ocean, Channel Orange. Isso, coisas do Chance The Rapper, Lorde, David Bowie. O LCD Soundsystem sempre esteve entre as coisas que eu ouço há anos, e eu sempre achei legal. Como a música de Daft Punk, isso meio que influencia, em alguns aspectos, as músicas que eu fiz agora… coisas do Prince e Michael Jackson, eu amo desde que eu era criança. Antes mesmo do meu primeiro álbum ter saído, adorava a música mais tradicional e com alma.

Isso não fez parte do Chaos And The Calm. Esse foi o capítulo um para mim, estou vendo isso como o capítulo dois. Pego todas as minhas coisas favoritas sobre esses artistas, e escrevo músicas novas e originais e misturo essas músicas nesses novos sons. Esse combo cria um novo som para mim como artista, e acho um novo som no momento. Era um reinado livre, e não havia prazo.

A música da Lorde é uma [influência para o novo álbum]. “Liability” é ótima – todo o “I’m a liability”, a frase daquela música… suas letras são fantásticas. Sua produção é sempre interessante, porque não acho que ela precise fazer muito. Mas se ela fizer mais e arrumar o som, ainda é emocionante. “Green Light” – definitivamente há, às vezes, mais coisas acontecendo. “Perfect Places”, há uma quantidade razoável de coisas acontecendo com ela, como artista, mas parece certo. Meu ponto é que “Liability” é como uma coisa deslumbrante, despojada. Eu adoro esse alcance dinâmico. Eu mesmo vou sempre para esse tipo de coisa.

Chance O Rapper… Há algumas músicas nesse álbum, Coloring Book, que são pesadas em seu som. E são tipos de discos pop muito prontos para rádio, então isso foi muito influente, eu estava tirando disso. Mas, então, ele tem coisas como “How Great”, que é uma espécie de situação gospel. E isso é realmente legal – ouvir um artista como esse, que está tão na vanguarda da música pop, voltar para suas próprias raízes até certo ponto. Eu estava lendo que é o grupo de coro de seu primo que está cantando. Então ele tem músicas como “Smoke Break” e “Juke Jam” e eles são este meio-termo ardente. Mas há grandes ganchos, é ótima música pop, ótima escrita pop… Ainda estou procurando minhas melhores versões dessas coisas toda vez que escrevo.

Terminamos a turnê em 20 de dezembro de 2016, lembro-me bem. No final de janeiro de 2017, eu tinha um punhado de músicas neste novo álbum. Eu vivo para ser musical e criativo, mas estava desesperado por sentir que era algo novo e diferente para mim. Tudo estava pronto para ser lançado.

Eu tinha muitas coisas a dizer sobre isso, porque eu passaria todo o tempo com todas o pessoal da turnê – essa família da estrada, essa gangue na estrada. Esse clube é o clube mais legal do qual você poderia fazer parte. Mas eu tenho uma namorada em casa que eu conheci há 10 anos. Não é bom estar longe de casa ou dela por longos períodos de tempo.

Finalmente terminei e voltei, nós [eu e ela] podíamos passar o tempo todo que queríamos juntos. É um momento tão conflitante, porque chegou a hora de tirar uma “folga” daquelas pessoas brilhantes com quem eu viajava – há dois aspectos negativos e há dois positivos, e tudo isso culmina com esse sentido de união e em quão difícil pode ser às vezes. A vida lhe dará problemas, mas é claro que existem alguns pelos quais definitivamente valem a pena lutar. Em todos os tipos de maneiras diferentes, esse tipo de emoção surgiu. E essa coisa de união tornou-se um tema forte em todo o álbum.

“Wild Love” me pareceu como um grande tipo de reintrodução para mim mesmo como artista. Havia um grande número de opções, e eu gosto de como essa música não está desesperada por atenção, mas isso acontece – eu acho que merece isso. Não demora muito para curtir. Suponho que o que estou tentando dizer é que ela tem absolutamente um imediatismo.

Tudo isso é um exercício de evolução, e acho que é isso que a música pop tem que ser. E a música pop é muito mais sem gênero do que nunca antes, o que é realmente emocionante. Não é tão tribal como era. Isso é muito emocionante para alguém que está fazendo novas músicas.

Reconhecendo que a evolução é a coisa mais emocionante para se animar no pop, na música em geral. O chapéu e a situação dos cabelos, comecei a andar por aí assim há muito tempo, e foi intencional. Eu continuava usando o chapéu e o cabelo, na esperança de que se tornasse meu próprio look icônico, uma marca registrada. Eu tive cabelos longos por cerca de 15 anos – metade da minha vida. Depois de muito tempo, não há nada mais emocionante e refrescante do que a mudança. Tudo está ligado.

Não havia medo, evoluir sempre foi muito importante para mim. Então, essa é a rota que escolhi. Eu até falei com o meu gerente – eu disse, “eu vou tirar o chapéu e os cabelos.” Tivemos um momento rápido em que queríamos dizer em voz alta que era a opção mais assustadora, mas quero dizer, como mudar se não fazemos coisas que nos assustam?

David Bowie disse: “Eu não sei o que vou fazer depois, mas eu prometo que não vai ser chato.” Isso é algo para se pensar. Há muitas outras coisas que alimentam o porquê eu fiz as coisas que fiz e troquei o jeito que eu tenho, mas, assim que você ouve algo assim, de um exemplo perfeito de camaleão bem sucedido, você irá se sentir mais confiante de que é o certo, pelo menos para mim.

Eu não sei o que vem depois, então eu tenho que dar o meu melhor. Eu prometo que será brilhante. Eu audaciosamente e com confiança, digo isso. Eu acredito nisso.”

Fonte: Billboard | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

Postado por
Arquivado em Destaque, Entrevistas
21
/02/

Natalia Dyer aparece com James Bay no clipe de Wild Love.

O compositor britânico recentemente retornou, com o novo single Wild Love, que representa seu primeiro lançamento desde aquele álbum de estreia com sucesso fenomenal.

James Bay comenta: “Foi um prazer trabalhar com Natalia no clipe de Wild Love. Ela é uma pessoa adorável, um enorme talento e foi ótimo estar com ela enquanto fazíamos esse vídeo. Eu sou um grande fã de Stranger Things, então eu tentei tudo o que estivava ao meu alcance para não ser muito fanático.”

Assista ao clipe:


Fonte: Clash Music | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos. 

Postado por
Arquivado em Destaque