Na última Terça (16), saiu a edição de Março da Q Magazine e nela contém a primeira entrevista e review do novo álbum do James escrita pelo redator Paul Moody. Confira a matéria traduzida por nossa equipe:

James Bay traz influencias antigas de volta

O cantor de Hitchin abraça seu lado emotivo em seu segundo álbum. Após dois anos intensos promovendo seu álbum de estreia Chaos And The Calm (que ganhou certificação de Platina) pelo mundo, James Bay voltou para Londres em Dezembro de 2016 em choque. “A turnê acabou. A bolha estourou” ele conta, tomando seu lugar no console de mixagem número 1 do estúdio Baltic Place em Haggerston, leste de Londres. “Quando você se separa da família entrosada que criou na estrada, você perde o seu propósito por um minuto. Eu estava parado, encarando um vazio.” Este não foi um caso comum de Estresse Pós-Turnê.

Apesar do sucesso de seu álbum de estreia, o 1º lugar no Reino Unido que alcançou o Top 20 americano e chegou ao Top 5 do iTunes em 59 países, conquistando um BRIT, três indicações ao Grammy e um Ivor Novello (por Hold Back The River) pelo caminho, o cantor de 27 anos sabia que nunca seguiria tudo isso com o que ele chama de “Chaos And The Calm 2”. “O segundo round tem sido sobre pensar fora da caixa e fazer algo inesperado” ele explica. “Como alguém competitivo, eu me lancei esse desafio. Eu estava mais do que pronto para cortar meu cabelo e deixar o chapéu de lado e aparecer como uma pessoa diferente desta vez. É claro, dizer isso ao seu time, que é assim que você quer jogar, demanda coragem. Trazer você aqui para ouvir as músicas, é um movimento mais assustador ainda. Mas eu estou confiante. O oposto disso é ser tedioso. Então, nem preciso pensar muito – vai coragem.”

Para este fim, Bay juntou-se com seu habitual parceiro de composição Jon Green no Baltic Place e Livingston Studios, Número 1, em Wood Green. Com seu cabelo despojado e sua marca registrada, o chapéu,agora  guardado, ele mudou radicalmente seu padrão musical, inspirado pelas músicas com as quais esteve obcecado enquanto em turnê. “Coloring Book, do Chance The Rapper e Channel Orange do Frank Ocean foram grandes influências desta vez,” ele diz. “Eu passei as férias no Caribe e devo ter ouvido Channel Orange umas 15.000 vezes. Eu sei que isso provavelmente me faz soar como um cara que gosta de guitarra, mas que agora está profundamente interessado em hip-hop. Porém, eu sempre tive um lado soul e não-rock. O interessante para mim foi ter esses dois na minha mão esquerda, e David Bowie e LCD Soundsystem na minha direita, e usá-los juntos.”

Após gravar 12 faixas, Bay as levou para o moderno centro de Paul Epworth, o The Church em Crouch End. “Jon e eu mexemos em tudo, mas não mudamos nada. Ele nos ajudou a seguir na direção certa”, diz ele com um sorriso. Em uma manobra excessiva, foram colocados mais sons para o rádio pelo técnico Tom Elmhirst (Adele, Bowie, Florence + The Machine) no Metropolis Studios em Chiswick.

Após toda essa preparação, há uma expectativa grande quando Bay finalmente aperta play e seis faixas diversas saem dos alto-falantes. Indo de um funk pop no estilo Prince-com-Sesame Street (Wild Love e In My Head) para um blues rock furtivo (Wasted On Each Other), para um new wave estilo Blondie (Pink Lemonade e Wanderlust), as novas músicas são extremamente ecléticas e muito contagiantes.

Em termos de letra, elas estão ligadas por um tema dominante de unidade, que se torna explícito no destaque gospel onde ele canta:

“Tell me how to be in the world (Me conte como viver no mundo)
Tell me how to breathe in and feel no hurt (Me conte como inspirar e não sentir dor)
I believe in something (Eu acredito em alguma coisa)
I believe in us” (Eu acredito em nós)

 Mais sexy e autoconfiante do que em sua estreia, é o som de Bay fazendo o que a maioria dos grandes artistas faz: se reinventar para sobreviver. Eu tiro o meu chapéu para ele.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.

 

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