Uma fã brasileira do James Bay teve a sorte de ir ao show dele no festival Bergenfest que ocorreu ontem (16) na Noruega. Cris Massuyama (@crislumi) fez um relato exclusivo sobre o show para o James Bay Brasil. Confira:

Ouvi James Bay pela primeira vez há uns dois anos, com “Hold Back The River“, quando eu participava do coral da Cultura Inglesa. De lá para cá conheci melhor o trabalho dele e fiquei viciada no novo disco. Como já tinha viagem marcada para Europa desde o começo do ano, fiz uns ajustes de datas para tentar pegar a turnê do “Electric Light” e deu certo!

Fui parar em Bergen, segunda maior cidade da Noruega, mas que tem apenas cerca de 300 mil habitantes. Um charme! O Bergenfest é um festival com alguns grandes artistas, mas de porte pequeno – atrai um público médio de 8 mil pessoas.

James já tinha feito um show em outra cidade da Noruega no dia anterior, além de uma apresentação na Suécia dois dias antes. Isso sem contar Alemanha e Holanda no começo da semana. Haja fôlego! Mas ele entrou no palco firme, com “Pink Lemonade“. Confesso que deu aquela apertadinha no coração – como é um festival, com tempo certinho pra começar e acabar e sem bis, já achei que ele tinha reduzido o setlist e cortado “Wasted on Each Other“, que tem aberto os shows… Mas rolou um pouco depois! Ufa! Aí, já fica a dica para os fãs: se quiserem investir em ver um show fora, os festivais são incríveis, mas o repertório nunca é completinho.

De volta ao show: apesar de ter uma boa parcela de público pop, o James tenta manter uma postura rocker no palco, valoriza a guitarra, pede pro público cantar alto toda hora… E, pelos vídeos de shows antigos que já vi, ele parece ter chegado a uma performance de palco mais ousada, agora com o novo momento da carreira (não vou falar do cabelo, não vou falar do cabelo!). rs

Mas os noruegueses são um tanto calmos. O lado bom de tanta tranquilidade: a grade do show estava sem tumultos. No Brasil, com certeza o clima seria outro, bem mais vibrante, e aí o James iria se esbaldar com o público – tá demorando, rapaz!

Quanto ao repertório, ele tocou muita coisa nova, como “Wanderlust” e “Sugar Drunk High“, mas não deixou de fora “Craving” nem “When We Were On Fire” (amém, Nossa Senhora dos Festivais!). Aliás, foi mais ou menos nessa hora que reparei nas costas da camiseta branca dele: “She fucking shreds“, um frase rocker-feminista!

Just For Tonight” nasceu pra ser tocada ao vivo. “Let it Go” levantou o público. E, mesmo sem bis, a penúltima foi “The Best“, de Bonnie Tyler, eternizada na voz da Tina Turner. Ele fechou a noite com “Hold Back The River“. O visual pode estar mais elaborado, mas o som segue eficiente, sem muitas firulas e funciona ao vivo.

Confira algumas fotos tiradas pelo fotografo Robin Boe e pela Cris:

(16/06) Bergen, Noruega