Na edição da maior revista de música de Setembro, temos uma pequena entrevista com James Bay sobre sua Epiphone Century e ele conta como foi a experiencia de ter sua própria linha de guitarras. Confira:

1) Este é um verdadeiro sonho que se torna realidade, bem como, tenho certeza, todos os outros que já tiveram sua própria linha de guitarras, diriam. A realidade que vem quando você tira a guitarra do pela primeira vez… É de tirar o fôlego. Na escola, eu era aquele que tocava guitarra, que lia revistas sobre guitarra e via todas essas pessoas lançando suas próprias linhas personalizadas de guitarras, e outros guitarristas que faziam o mesmo e, de repente, pela primeira vez, eu tinha a minha. É uma honra enorme chamar essa linha de guitarra da Epiphone, a Century 1966, de minha.

2) Esta é uma guitarra simples – O modelo ’66 foi o primeiro que eu tive, fui atraído a ele e me apaixonei por ele, e eu ainda amo por causa de sua simplicidade. Era uma guitarra sem pretensões. Você pode tocá-la como um instrumento bem acústico ou conectá-la a um amplificador, e ela continua produzindo um som muito interessante e orgânico.

3) Eu sou um grande fã da P-90; na verdade de uma Kin­man Noise­less [Sweet Neck] P-90. Vou ser sincero, as pessoas dizem ‘Você precisa permanecer fiel á P-90, e se fizer algum ruído, deixa fazer o ruído’ – e eu adoro esse som – mas tendo tocado em vários programas de TV e nas mais diversas casas de show com diferentes aparelhos eletrônicos rolando no local, eu acabava conseguindo extrair o excelente som da P-90, em parte por causa dos amplificadores que eu uso e em parte por causa da forma como eu toco, ela continua soando como um ótimo captador. Então, se você diminui um pouco esse ruído, você ouve mais do captador.

4) Nós investimos em detalhes únicos, como tarrachas de bronze, fizemos ela simples e única. Eu coloquei meu pequeno logotipo na parte de trás do head­stock. Nós tentamos permanecer fiéis à cor cereja ao máximo, mas as guitarras daquela época tinham, em sua maioria, um acabamento bem sólido e, uma das coisas que eu mais gosto nesta guitarra em relação a sua aparência é que você consegue ver um pouco da gramatura, um pouco da madeira por entre a cor. Houveram vários protótipos ao longo do caminho que tinham essa pegada mais sólida, porque eu queria acertar o tom de vermelho; eu acho que a original era um pouco laranja, mas eu queria que essa fosse mais vermelho-tijolo.

5) Eu não comprei a strap (alça da guitarra) em uma loja de instrumentos; eu não a encontrei no mundo musical. Na verdade, o material usado para esta strap é o mesmo utilizado nas bainhas de vestidos sari (vestidos indianos). Então, a Epi­phone carinhosamente replicou esse material para mim. Eu tenho certeza que as únicas straps que eu já usei quando tocava essa guitarra, foram feitas em casa. No fim dela também, você pode [ver meu chapéu] o logo.

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