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Depois do lançamento de Wild Love, o site da Forbes soltou uma entrevista muito legal com o James, onde ele conta seus objetivos para 2018, seus heróis na música e qual foi a última música que o fez chorar. Confira a tradução da matéria a seguir:

James Bay: a estrela em ascensão fala sobre seus heróis, novo álbum e a última música que o fez chorar.

Três anos depois do seu álbum de estreia, “Chaos And The Calm”, que gerou os hits singles “Hold Back The River” e “Let It Go”, o que lhe garantiu múltiplas indicações ao Grammy, incluindo Melhor Artista Revelação, James Bay está de volta com o novo single “Wild Love.”

Claro que quando Chaos And The Calm foi lançado, o cantor e compositor britânico era, em grande parte, um artista desconhecido. Agora, ele é com certeza uma estrela, cujo segundo álbum é enormemente aguardado.

Quando Bay postou uma foto do seu novo corte de cabelo no Instagram, os fãs foram à loucura. Bay é experiente o suficiente pra saber que isso é só uma provocação. A música é o que mais importa.

Eu o entrevistei algumas vezes ao decorrer dos últimos anos, e o que sempre vem à tona, é quão astuto e musicalmente consciente ele é. Não é um acidente ele ter se tornado uma estrela do rock em ascensão, ele é apaixonado pela música, e a compreende profundamente. Enquanto ele estava em Los Angeles, eu me encontrei recentemente com Bay no Andaz Hotel, para falar sobre o segundo álbum, o tema do mesmo e as suas influências, desde Bruce Springsteen e Michael Jackson, até Frank Ocean e John Mayer.

Steve Baltin: O primeiro álbum você tinha a vida toda pra escrever, mas para o segundo álbum você certamente não teve esse tempo. Mas aí, o segundo álbum é lançado, e de repente há essa espera. O segundo disco, todo mundo está tipo “Quando as novas músicas vão sair?”. Todo mundo está sentado lá, e é tipo, você posta uma foto no Instagram do seu cabelo novo, e todo mundo está surtando.

James Bay: Você está exatamente certo sobre todas essas coisas. Sim, há pessoas com quem eu tive a oportunidade de falar sobre as suas experiências, muitos deles estão numa jornada semelhante à minha. A outra coisa de que você estava falando, sobre postar uma foto do cabelo no Instagram e as pessoas enlouquecerem, isso é fantástico. Apenas obter uma reação, é bastante divertido. Acho que existem muitos mistérios que você pode aplicar a este trabalho, se você pode se divertir com eles… As possibilidades são infinitas. Então é bizarro. Mas ao mesmo tempo, é fantástico; eu estava tão animado para ver pessoas dizendo “eu odiei”, quanto para ver milhares e milhares de pessoas dizendo “eu amei”. É ótimo, porque é como preparar as pessoas pra que elas te notem de novo. Eu quis me afastar por um tempo, mas agora eu quero voltar a trabalhar.

Baltin: É claro, tudo que vem com a música contribui para isso, mas não é importante se a música não for importante.

Bay: Qualquer medo vem da preocupação que a música não seja o suficiente a esse respeito. Eu estive com a cabeça baixa e trabalhando em coisas novas, e explorando territórios desconhecidos. Eu tive um pouco de sorte com o fato de, enquanto eu estava concentrado, trabalhando, isso funciona a noite toda, e o dia todo. Eu criei excelentes músicas. Eu tenho ótimas músicas novas. A única coisa que importa depois de tudo isso, e antes também, é: as músicas são boas? E eu sei que são. E essa é a única coisa que te deixa confiante para dar o próximo passo e dizer “Okay, eu estou pronto para o segundo round.”

Baltin: Teve alguma música que deu início ao processo, e fez você sentir que aquele era o caminho que você queria tomar?

Bay: “Wild Love” é uma dessas. Foi uma das primeiras coisas escritas para esse novo disco, também. Houve um malabarismo para decidir qual música iria primeiro, o que novamente é uma ótima posição para se estar. Foi uma das músicas feitas mais cedo e, de alguma forma, ela abriu o caminho para o resto do disco e de outro jeito, não fez isso, afinal. Eu sou eclético, especialmente quando é sobre vida. Eu tenho momentos íntimos e suaves, e eu tenho músicas de rock and roll estridente. Em certo grau, definitivamente no primeiro disco, aquela versão inteira de mim mesmo realmente veio à vida em turnê, e então, essa versão nasceu completamente.

Baltin: Você mencionou tocar ao vivo. Isso é um aspecto muito importante, porque você começou tocando para poucas pessoas, ou talvez 1000. Aí, as músicas começam a tomar proporção quando elas são tocadas diante de dezenas de milhares de pessoas, você sabe. Então, fale sobre o que funciona ao vivo.

Bay: Sim, eu soube o que eu queria fazer durante a vida. Eu soube tocar em Glastonbury diante de 70.000 pessoas. Eu quero músicas que movimentem as pessoas das duas fileiras dos fundos tanto quanto movimentem as pessoas das duas fileiras da frente, e o todo mundo que está no meio.

Baltin: Eu vi que você falou sobre Frank Ocean, à medida que sua música cresce, você tem influências diferentes. Mas você não se esquece do George Harrison. Então, o que George Harrison e Frank Ocean têm em comum?

Bay: Bom, eu acho que é por isso que você pode ter tantas versões diferentes de influências que fazem coisas diferentes, e alimentam diferentes elementos da sua concepção musical. Então, enquanto Springsteen sempre se senta diante de mim, os gostos de Frank Ocean e George Harrison vão existir em algum lugar entre Springsteen. E no outro extremo do meu espectro de atos que vêm e tocam diante de nós, estão Michael Jackson, Prince, coisas um pouco mais difíceis nesse momento. Porque eu ainda vou estar lá, com uma guitarra na mão, e vai ser algo pelo qual você não estava esperando, e eu espero que seja algo em que as pessoas ainda não tenham pensado, como quando Michael Jackson lançou “Dirty Diana”, um grande riff de rock, ou a estrondosa e poderosa balada, “Man In The Mirror”. Eu estou tentando dar às pessoas algo enormemente impactante, feito e construído por grandes músicas nas quais elas não pensaram ainda. Essa certamente é minha intenção.

Baltin: Como artista, sua meta vai ser sempre o melhor possível em tudo. Mas, você também tem momentos que são especiais. Então, pra você, houve um ou dois momentos nesse disco em que você pensou “esse é o caminho que eu me vejo trilhando”, “é isso, eu estou chegando perto de quem eu serei como artista, ou como eu quero ser como artista”?

Bay: Eu fiz todas essas coisas, estou sendo honesto com você. Isso aconteceu muito comigo nesse disco. Eu disse a mim mesmo, ou eu senti que estou conseguindo tudo que eu queria até agora, tudo que eu quero para o capítulo 2. Esse é o capítulo 2 pra mim. Eu estou muito animado para que isso seja lançado, e eu possa tocá-lo ao vivo, e tudo mais, e realmente evoluir na minha própria escala. Esse é o contexto e os limites do capítulo 2. Não há nada a dizer sobre o capítulo 3 ser duas vezes maior, e isso sou eu esperando que tudo no capítulo 2 seja maior do que o capítulo 1. Esse sou eu planejando obter duas vezes o que eu via para o capítulo 1. E então, começar de novo. Eu não consigo encarar isso de outro jeito. Eu não consigo fazer outra abordagem, de outra forma. Isso é como eu funciono.

Baltin: O sucesso no capítulo 1 ditou as metas para o capítulo 2. Então, você começa sendo atração principal em Glastonbury e no Coachella, e tocando nessas ocasiões, isso muda as expectativas, bom, não exatamente as expectativas, mas isso muda os desejos?

Bay: Sim, isso amplia seus horizontes e expande suas metas. Acho que Springsteen teve que tocar no Walter Kerr, para fazer sentido. Então você pega isso, como vou dizer, palco por palco, capítulo por capítulo. E não, Little Steven não teria pensado nos Sopranos até ele ter feito o que fez pelo menos com Springsteen. Então, eu acho que há estilos ideais dos Sopranos, talvez eu não os tenha tido porque é algo como efeito dominó. Mas você tem que derrubar o próximo dominó, para que o outro possa se mexer, você sabe. Os dominós apenas ficam maiores. O próximo, em minha opinião, é massivo. Você sabe, eu estou diante do meu próximo dominó. Eu arregacei minhas mangas, e vai demorar um pouco até eu terminar isso.

Baltin: Se você tivesse que resumir a jogada desta vez, como seria? Qual o principal objetivo a ser alcançado dessa vez?

Bay: A primeira parte é conseguir tudo o que consegui com o primeiro álbum, mas quero tocar em arenas. É algo mundialmente falando. Austrália, América, Reino Unido, Europa, Japão e América do Sul. Quero tocar nas arenas desses lugares! E sobre as vendas, quero que meu álbum atinja níveis maiores do que o primeiro álbum. Eu consegui um grande alcance com o primeiro álbum, e quero que o segundo seja maior. Eu experimentei tocar em palcos principais, experimentei tocar no palco do Austin City Limits e esgotando ingressos no Radio City Music Hall e quatro noites no Apollo. Todos eles eram meus objetivos e que agora são memórias incríveis. Essa é a razão maior para eu levantar da cama e fazer música. Quero que agora isso seja maior.

Baltin: O artista pra mim que tem sido uma mais incrível na linha da música pop é o John Mayer. Ele é o único artista que eu consigo pensar que fez isso, evitou a rádio pop e ainda assim lota estádios. Isso não existe na música pop, isso existe no rock.

Bay: John Mayer foi uma grande inspiração para mim, porque ele me mostrou que eu poderia combinar pop e música pura. Muitas influências desse álbum novo se combinam. Em “Wild Love”, temos Lorde, Frank Ocean, Chance The Rapper, LCD Soundsystem, Strokes e Blondie.

Baltin: O que você quer que as pessoas levem consigo depois de ouvirem o álbum novo?

Bay: Tem três coisas: eu espero que elas possam se emocionar muito com esta música porque minhas músicas deviam fazer isso com todos de um jeito ou de outro e espero que eles possam dançar e ficar felizes com elas. Espero que possam apreciar relacionamentos, nem que seja um pouco. A ideia de estar juntos em vez de estar separado é normalmente difícil, mas vale a pena lutar por ela. Tem isso e tem isso [segura seu celular]. Isso é mais fácil. Acho que estamos acreditando cada vez mais nisso. Mas acho que esse jeito é muito importante e vale a pena lutar por ele. Não tem problema, também, se as pessoas não gostarem imediatamente das minhas músicas. Mas espero que tenham músicas que as façam chorar e dançar, também.

Baltin: Qual é a última música que te fez chorar?

Bay: A última música que eu chorei ouvindo foi o cover do James Blake da música “Vincent” do Don McLeans. Ficou lindo!

Baltin: Qual foi a melhor reação que você presenciou de alguém ouvindo sua música?

Bay: Foi em 2014, em Portland. Eu estava fazendo um show em uma rádio, era uma segunda-feira, e eu estava sentado com um violão tocando “Scars”. E havia um caminhoneiro chorando de soluçar… Foi quando percebi que essa música realmente funcionou. Ela passou tudo o que eu estava sentido, e isso é tudo o que eu quero fazer com as minhas músicas.

Fonte | Tradução e adaptação: Equipe James Bay Brasil – Não reproduzir sem os créditos.


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